Voluntariado empresarial incentiva cidadania

Por: Revista Filantropia
01 Maio 2008 - 00h00

Percebe-se com freqüência cada vez maior empresas e empregados que falam da responsabilidade e do poder de transformação de comunidades que uma compania tem. Seja contribuindo com o desenvolvimento de projetos sociais comunitários ou engajando seus funcionários no voluntariado, a participação da empresa em comunidades é muito saudável para uma prática ainda recente no Brasil: a promoção da cidadania.

Muitas iniciativas buscam a superação do assistencialismo. Embora continue importante atender populações em situação de risco, o conceito-chave não é mais socorrer aos necessitados, mas incentivar a cidadania – promovida por meio de projetos educacionais ou que visam a capacitação profissional, por exemplo.

A proximidade da empresa com a comunidade também incentiva a atividade voluntária de muitos colaboradores no exercício de serviços muito salutares ao desenvolvimento do próprio voluntário. Isso porque, ao ter contato com a comunidade, o voluntário consegue compreender de maneira mais contextualizada os problemas que envolvem o desenvolvimento social e pode contribuir com essa mudança, incentivando a participação cidadã do colaborador e servindo como estímulo à participação da comunidade.

“O contato entre empregados e a comunidade, incentivado por meio de programas empresariais de voluntariado (PEV), é muito importante para o crescimento e desenvolvimento de ambos. O empregado consegue perceber melhor seu papel social, e a comunidade obtém um grande incentivo ao seu desenvolvimento. Estimulados pela empresa, o resultado desses projetos é positivo para todos os envolvidos, inclusive para a própria empresa”, afirma Fernanda Rocha dos Santos, coordenadora do CAV e consultora em Programas Empresariais de Voluntariado.

Ela afirma que os colaboradores envolvidos com atividades não-remuneradas na comunidade são pessoas mais produtivas e satisfeitas, uma vez que percebem a relevância social do que fazem, identificando-se também com os princípios da empresa em que trabalham. “Além disso, é uma importante oportunidade de desenvolvimento profissional e pessoal, melhorando relacionamentos, criando laços de cooperação mais fortes com familiares e colegas de trabalho.”

Fernanda ainda aponta que “o PEV fortalece a imagem da empresa junto à imprensa e aos formadores de opinião, atingindo positivamente os segmentos que influenciam a população”. As ações voluntárias também podem construir uma forte ligação da empresa com a comunidade de seu entorno, promovendo o conhecimento mútuo, o que reduz resistências de ambas as partes, além da transferência de competências e técnicas modernas, disseminando conhecimentos para além dos muros da empresa.

Uma interessante experiência desse tipo vem sendo desenvolvida pela Itaipu Binacional. O incentivo à atividade voluntária e à participação de colaboradores na comunidade há três anos movimenta Itaipu, tanto em Curitiba quanto em Foz do Iguaçu. O principal objetivo do Programa Força Voluntária é ampliar o número de voluntários comprometidos com a busca de melhorias na atuação social. Para que isso aconteça, a empresa estimula a participação, permite que os colaboradores reúnam-se em horário de expediente e oferece todo o apoio logístico necessário.

Com o crescimento do programa, desde 2007 a Itaipu oferece Oficinas de Elaboração de Projetos aos seus funcionários-voluntários, com o objetivo de capacitá-los para a execução de projetos estruturados. Eles representam as instituições sociais junto à Itaipu, concorrendo aos recursos para seus projetos sociais. Abrigados dentro do Banco de Projetos, os funcionários voluntários respondem cada vez mais positivamente aos estímulos da empresa. Em 2006, foram seis os projetos incentivados. Em 2007, após a primeira oficina, foram 13 inscritos, com oito aprovados – quatro em Curitiba e quatro em Foz do Iguaçu.

O próximo passo do grupo de voluntários é realizar a 1ª Gincana de Integração “Nossa Força Voluntária”, cujo objetivo é integrar funcionários, estagiários, dependentes, terceirizados e assistidos em uma mesma causa: o despertar do espírito voluntário em cada um. As provas acontecem nos meses de junho, agosto e outubro. De acordo com a coordenadora do Força Voluntária, Lilian Paparella, a gincana pretende incentivar as pessoas a conhecerem os diversos programas da empresa e se motivarem a realizar trabalhos voluntários. As equipes irão conhecer os programas de Itaipu e terão a tarefa de repassar o que foi aprendido a escolas e outras entidades.

Centro de Ação Voluntária de Curitiba (CAV)
www.acaovoluntaria.org.br
empresarial@acaovoluntaria.org.br
(41) 3322-8076

 

 

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