Voluntariado em tempos de internet 2.0

Por: Revista Filantropia
01 Janeiro 2010 - 00h00

Você já deve ter ouvido a expressão internet 2.0, ou web 2.0, mas nunca parou para pensar no assunto. Agora ela está tão presente em nosso cotidiano que ignorá-la pode significar o mesmo que perder oportunidades de conhecer novas pessoas, trocar informações e iniciar um trabalho voluntário. Sim, a web 2.0 está a nosso favor e todos temos a ganhar com ela, se soubermos usá-la adequadamente.

Antes de prosseguir, precisamos fazer um breve esclarecimento sobre o que é a web 2.0. Há algum tempo, precisamente em 1969, quando os primeiros computadores foram interligados e começaram a trocar informações dentro da universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, a internet era denominada 1.0. Era a chamada época do “fale conosco”, ou seja, uma fonte de comunicação emitia informações para muitas pessoas que apenas absorviam, sem a possibilidade de interferir, opinar ou contestar o que estava sendo passado. Claro que cada um poderia questionar individualmente ou em seu grupo, mas isso não tinha dimensão global.

Esse período durou longos anos até chegar, finalmente, a era 2.0, ou a época do “fale para todos”. Desde os anos 2000, com o advento das redes sociais (sites de relacionamento, blogs, microblogs, álbuns de imagens on-line etc.) cada indivíduo passou a ser um emissor de informação. Não é mais necessário esperar passivamente que um meio ou veículo de comunicação informe o fato. Cada um tem esse trunfo nas mãos. Mas é preciso cautela. As redes sociais divulgam muito mais a opinião e a experiência do usuário do que o dado em si. Contudo, se isso pode ser um ponto negativo, também pode ser positivo se o emissor da informação souber compartilhá-la.

Entre as organizações sociais, a web 2.0 está ganhando destaque, e mais do que experiências pessoais, as organizações podem ter nas redes sociais um valioso meio para disseminar informações sobre atividades sociais, ofertas de trabalho voluntário e trocar experiências com pessoas e outras organizações de várias regiões do planeta.

Ao optar por entrar nas redes sociais, a organização precisa ter a consciência de que a palavra de ordem neste meio virtual é atualização. Páginas sem informações ou com dados antigos afastam o internauta. E isso ainda pode gerar um efeito negativo.

O interessante das redes é promover a interatividade e abusar dos recursos disponíveis na web. Ao criar um blog, por exemplo, a organização pode colocar fotos de seus eventos, homenagear pessoas, valorizar as atividades feitas pela equipe de voluntários, despertar a curiosidade dos internautas acrescentando diária ou semanalmente notícias sobre o Terceiro Setor ou o próprio trabalho, colocar links com informações complementares de páginas de parceiros ou que tenham relação com o assunto principal do blog, postar vídeos e textos. Tudo depende da criatividade e das estratégias de uso da internet 2.0.

E quem acha que entrar nesse mundo virtual de informações é difícil não precisa se assustar. Há uma série de sites que ensinam a criar as páginas e outros com ferramentas fáceis e intuitivas. As barreiras de idioma também ficaram para trás. A maioria dos sistemas já está em português.

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