Voluntariado: aceita-se doação de talento

Por: Rigeria Salado
01 Fevereiro 2006 - 00h00

Pessoa que se dedica a um trabalho sem vínculo empregatício, prestando ajuda quando necessário. É espontâneo, age pela própria vontade, sozinho ou em grupo, e ingressa livremente em uma atividade lutando pelas suas idéias ou crenças. Essas são algumas definições encontradas no Dicionário da Língua Portuguesa Houaiss para a palavra voluntário, do latim voluntarius: que age por vontade própria.

A partir de 2001, instituído pela ONU como o Ano Internacional do Voluntariado, o conceito de voluntariado vem conquistando novos aliados a cada dia, sobretudo nas nações empenhadas na melhoria do desenvolvimento social mundial. Naquele ano, 123 países participaram da Conferência Mundial, em Genebra, na Suíça, na qual foram apresentadas propostas de diversos programas solidários.

Com ampla atuação, muitos foram criados especialmente para solucionar os problemas que mais ameaçam a qualidade de vida da sociedade, baseados em discussões, fóruns e debates realizados em 2000 em todo o mundo. No Brasil, o programa lançado pela ONU fi cou conhecido como Objetivos do Milênio – 8 Jeitos de Mudar o Mundo, que tem como premissas os seguintes temas:

1. Acabar com a fome e a miséria.
2. Educação básica de qualidade para todos.
3. Igualdade entre sexos e valorização da mulher.
4. Reduzir a mortalidade infantil.
5. Melhorar a saúde das gestantes.
6. Combater a Aids, a malária e outras doenças.
7. Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente.
8. Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

Desde então, cresce o número de movimentos e organizações sociais, governos

Direitos
• Escolher um trabalho voluntário que lhe
traga satisfação.
• Sentir que está fazendo a diferença.
• Ver seu trabalho reconhecido.
• Executar tarefas adequadas a sua
capacidade.
• Conhecer a organização ou o projeto em
que vai atuar.
• Ter conhecimento dos seus resultados.

Responsabilidades
• Escolher um trabalho voluntário de acordo
com seus valores e disponibilidade.
• Identifi car-se com a missão, metas e atividades
desenvolvidas.
• Cooperar com a equipe.
• Participar de programas de capacitação e
treinamento.
criam mais e mais programas para atender às necessidades das comunidades, empresas lançam novos projetos de responsabilidade social e a sociedade em geral mostra-se engajada em todas estas atividades.

Quando se pensa em ação social, o Brasil oferece opções para todos os gostos e vontades, já que dados do IBGE mostram que há mais de 276 mil associações sem fins lucrativos e fundações privadas em atuação no país. Outra estimativa revela que 83 milhões de brasileiros querem doar seu tempo e talento trabalhando pelo bem em projetos de voluntariado. E será que é tão difícil assim?

Mãos à obra

É com muita boa vontade, usando um avental rosa e cumprimentando a todos com beijos, abraços e uma palavra de carinho que Maria Josepha Fuentes Ferrari, de 83 anos, inicia diariamente há 40 anos as suas atividades voluntárias no Lar Escola São Francisco (LESF), em São Paulo. Ela ajuda nos bazares, na costura, no trato com as crianças e até nas áreas de administração e marketing.

“Para ser voluntário tem que se doar de corpo e coração. Eu me sinto bem em fazer. Se não venho, me sinto mal”, diz dona Josepha, como é conhecida por todos. Ela sabe de cor a história dos 63 anos da entidade, especializada na reabilitação de deficientes físicos. Jakeline Dominici, coordenadora de marketing do LESF, lembra que Josepha é a voluntária mais antiga da casa. “Ela é um ícone. Todos a reconhecem por seu carisma, assiduidade, carinho e amor pelo Lar Escola”, conta.

Além de ajudar outras pessoas do mesmo bairro ou comunidade, os voluntários podem desenvolver atividades com alcance maior, como pensa Maria Aíres Rabelo de Almeida, psicóloga voluntária da ONG Gotas de Flor com Amor: “Como cidadãos, podemos contribuir para um mundo mais feliz por meio da cooperação. Não se pode só esperar que alguns façam, mas, sim, que a gente também faça para melhorar a nossa cidade, país e planeta. É como uma cadeia, em que você traz mais e mais pessoas para a atividade voluntária”.

Magda de Jesus, coordenadora geral de voluntariado da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), acredita na importância da realização do trabalho voluntário, seja ele qual for: “Tanto faz se a pessoa cuida da pracinha ao lado da casa dela, ou se trabalha em uma grande entidade. O valor é o mesmo. Desde que realizem um trabalho sério, todos os voluntários são iguais”.

Independentemente de ideal religioso, grau de instrução, raça, condição financeira, sexo ou idade, todas as pessoas podem participar de alguma atividade voluntária. Basta encontrar uma oportunidade. “Não precisa ter um super poder, uma super capacidade para ser voluntário. É uma coisa simples. Sou uma pessoa comum”, explica Vanessa Stecchini, que há seis anos ingressou como madrinha de uma criança na Gotas de Flor com Amor e hoje colabora na comunicação da entidade.

Compromisso com a ação

Tempo. Será esse o X da questão? Muitos acreditam que como voluntários não poderão conciliar as atividades diárias com mais uma tarefa. Desdobram-se em diferentes facetas para incorporar, nos horários determinados, os diversos personagens que representam no dia-a-dia como pai, filha, amigo, funcionário, avô, esposa, estudante etc.

No entanto, o quesito tempo não é fator determinante para se excluir uma pessoa da prática voluntária. Rita Helena dos Santos, coordenadora de responsabilidade social da Goodyear do Brasil e palestrante voluntária do Centro de Voluntariado de São Paulo (CVSP), acredita que “o importante não é a quantidade, mas a qualidade do trabalho voluntário”. Segundo ela, “o oceano é feito de milhares de gotas. O importante é focar no que se pode fazer. Não importa o que o outro faz ou não”.

Para Maria Lúcia Meirelles Reis, diretoraexecutiva do Instituto Faça Parte e do CVSP, sempre há uma maneira de praticar o voluntariado. “Normalmente, as pessoas trabalham em suas profissões durante a semana e acreditam que não têm tempo. Mas há muitas opções de atuação. Elas podem desenvolver projetos individuais, em grupos comunitários ou até mesmo em organizações sociais”, diz.

Andréa Martini Pineda, voluntária do CVSP, ressalta animada que escolher um trabalho voluntário é uma oportunidade única: “Você escolhe onde trabalhar, com quem trabalhar, que dia e a que hora. É muito legal”.

Todas essas escolhas, porém, reforçam a importância da atividade e do compromisso que o voluntário passa a ter com a entidade escolhida, como confi rma José Carmelo Fornelli, que freqüenta espontaneamente a ONG Projeto de Incentivo à Vida (Pivi) há seis anos. “Costumo dizer que visita é uma coisa; voluntariado é outra. O voluntário é aquele que está presente com freqüência na entidade”, explica.

Como tudo começou?

Em 1985, A ONU decretou 5 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntário, celebrado em todo o mundo. Mas a atividade teve início séculos antes. Estudiosos costumam caracterizar o voluntariado como um fenômeno tipicamente norte-americano bastante relacionado à formação histórica dos povos locais.

Durante o período de colonização, os Estados Unidos receberam em alguns de seus territórios hordas de perseguidos interessados em se estabelecerem no Novo Mundo e que, a partir de então, desenvolveram relações de cooperação mútua entre si para garantir a sobrevivência das comunidades e a defesa dos interesses públicos.

Com o passar das décadas, as idéias foram se propagando, tanto que hoje as mais diferentes etnias se preocupam em defender seus direitos e deveres por meio de ações solidárias em todo o globo. É o caso, por exemplo, das entidades internacionais Médicos Sem Fronteiras, Unesco, Cruz Vermelha e Unicef.

Para Mónica Beatriz Galiano e Barnabé Medeiros Filho, autores do livro Voluntariado na Empresa-Gestão Eficiente da Participação Cidadã, a história do voluntariado no Brasil esteve bastante ligada a três vertentes: a compaixão, a solidariedade e a indignação.

Como parte da herança portuguesa, as Santas Casas de Misericórdia, ligadas ao catolicismo, chegaram ao país no século 16 e difundiram o voluntariado movido pela compaixão. Em 1543, foi fundado na vila de Santos o primeiro núcleo de trabalho voluntário nacional na Santa Casa local.

Além do catolicismo, o povo brasileiro também é conhecido por seguir diversas outras filosofias religiosas, e com isto se mostra aberto à prática do voluntariado solidário, que tem como base a união de um grupo para se auto-ajudar. Essa atitude é muito notada nas ações comunitárias em prol de famílias prejudicadas por incêndios, enchentes, pela seca ou qualquer outro fator.

No entanto, a visão assistencialista está dando lugar às ações de transformação social, devido à fusão da indignação dos voluntários frente a determinados problemas existentes na sociedade contemporânea. É a promoção da cidadania. Para Maria Lúcia Meirelles, “o conceito de voluntário está mudando com o tempo. O novo voluntário precisa ter um olhar mais crítico e um espírito empreendedor”.

Esse novo modelo de voluntariado teve  início nos anos de 1990 com a criação de inúmeras organizações sociais. Maria Lúcia conta que em 1996, uma pesquisa da Abrinq apontou que um grande número de pessoas queria ser voluntária e não sabia como. “Então, o programa Voluntários do Conselho da Comunidade Solidária, presidido por Ruth Cardoso, fez a ponte entre as pessoas interessadas e as entidades que precisavam de ajuda. A meta era criar 10 centros de voluntariado pelo país em três anos. Foram 10 em apenas um. São Paulo foi um dos primeiros, em 1997.”

Como participar?

Além das ações individuais, os interessados em integrar o mutirão do bem podem buscar informações e orientações em um dos 60 centros de voluntariado que existem por todo o território nacional. Destes, 33 se concentram no Estado de São Paulo e apenas Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Amapá, Mato Grosso, Tocantins, Sergipe e Paraná ainda não os possuem. Na página do CVSP há informações detalhadas de todas as centrais de voluntariado do país divididas por estado e com endereço, telefone e site próprio.

Em contato com os postos especializados, os interessados têm acesso a cursos de capacitação e gestão de programas de voluntariado, listas de entidades sociais cadastradas separadas por regiões e áreas de atuação, classificados do setor, legislação etc.

Segundo Sílvia Maria Louzã Naccache, coordenadora da área de organizações sociais do CVSP, “pessoas que querem ser voluntárias assistem a uma palestra, organizações sociais passam por uma oficina de orientação e as empresas passam pela reunião de voluntariado empresarial. Depois, o público que acaba recebendo mais a nossa atenção é formado pelas organizações sócias que participam de um curso para aprender a fazer a gestão do programa, a gerenciar os voluntários”.

Para muitas organizações sociais, é difícil a manutenção e a ampliação do quadro de colaboradores. É o caso da ONG Pivi, que soma 14 anos de existência e atende 98 crianças e jovens de zero a 18 anos que moram na instituição. São 14 voluntários, responsáveis por projetos nas áreas de cultura e inclusão social. Porém, ainda há muita dificuldade para colocá-los em prática. “Quem sabe não estejamos reparados. A falta de recurso ou a falta de conhecimento podem atrapalhar. Talvez as pessoas não saibam o que é ser voluntário”, diz Rosa Aparecida de Jesus, fundadora da entidade.

Para Eliane Lemos, coordenadora de capacitação do CVSP, o curso de gestão do programa de voluntariado oferecido pelo centro é muito importante. “Falamos sobre as etapas de gerenciamento do ciclo (admissão, incorporação, manutenção e desligamento), e são discutidas as formas de recrutamento, seleção, orientação, treinamento, a importância da equipe, formas de supervisão, avaliação, valorização e reconhecimento do voluntário.”

O curso também aborda a fidelização do voluntariado, que precisa ter o seu trabalho reconhecido e valorizado. Para que isso aconteça, é importante que todos saibam os direitos e responsabilidades do voluntário.

Quando as responsabilidades e os direitos dos trabalhadores voluntários são respeitados e as entidades sociais criam programas bem estruturados e administrados, o resultado é a obtenção de cada vez mais parceiros e a ampliação dos recursos humanos que, no caso, são representados pelo próprio corpo de voluntariado. “Você faz para a associação e para você também. Não sei quem ganha mais com isso. Acho que é o voluntário”, diz Nizia Aparecida Cera, voluntária da AACD há 36 anos.

Contando hoje com uma equipe de 1.700 voluntários, que atuam nas sete unidades da instituição espalhadas pelo Brasil, a AACD é referência internacional. “O nosso modelo de voluntariado já está se multiplicando em outros países. Foi divulgado para Chile, México, Paraguai e Uruguai”, conta Magda de Jesus, coordenadora-geral de voluntariado. Para ela, “o voluntariado dá credibilidade para a entidade. Quanto mais voluntários, melhor. Só que todos têm de trabalhar em conjunto; o tripé: voluntários, profissionais e pacientes/clientes é fundamental. É o alicerce de tudo”.

Outro exemplo de sucesso é o desenvolvido pela Gotas de Flor com Amor, na Zona Sul de São Paulo. São 140 voluntários que atendem 250 crianças e jovens de 5 a 18 anos, mais 100 familiares aos finais de semana e ainda 160 pessoas da comunidade com cursos de informática, cidadania, inglês, espanhol e alfabetização de adultos à noite.

Apesar da necessidade de ter mais voluntários, como qualquer outra entidade, Denise Robles, presidente da Gotas, dá a sua receita de programa  organizado.“Atuar com voluntariado é desenvolver parcerias. Devemos ser flexíveis e construir em conjunto os caminhos do voluntariado de forma bastante profissional. É fundamental que a pessoa tenha o perfil para a ação voluntária, pois não adianta fazer algo para o qual não se está preparado ou não se sinta em condições de realizar. Já para a manutenção do voluntariado, procuramos recebê-los bem, com carinho, oferecendo qualidade e espaço adequado para a realização do trabalho.”

Seguindo a lei

Muitos ainda não a conhecem, mas a Lei do Voluntariado existe no Brasil desde 18 de fevereiro de 1998, quando foi sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

A Lei nº 9.608/98 caracteriza como trabalho voluntário a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidades públicas de qualquer natureza, ou a instituições privadas sem fins lucrativos que tenham objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social.

Vale destacar que não há vínculo empregatício, obrigações trabalhistas, nem previdenciárias entre nenhuma das partes envolvidas. A lei prevê que “é obrigatória a assinatura do termo de adesão ao trabalho voluntário, no qual constem as atividades desenvolvidas, as condições de realização das mesmas e se haverá reembolso de despesas por ações voluntárias prestadas ou não. Para evitar problemas, o voluntário nunca deve trabalhar na mesma empresa em que é funcionário”, enfatiza Maria Lúcia Meirelles.

Dicas para captar e fidelizar de voluntários
• Criar um projeto profissional de voluntariado
com metas e indicadores de resultados.
• Ter uma visão empreendedora.
• Incentivar o comprometimento, a motivação
e a integração entre as equipes.
• Desenvolver parcerias.
• Criar um programa de voluntariado
organizado e planejado com a presença
de um coordenador.
• Orientar o voluntário para que não busque
trabalho assalariado na entidade.
• Enfatizar a importância do compromisso
do voluntário com a entidade.
• Fazer reuniões e promover encontros e
festas de confraternização para valorizar
o trabalho dos voluntários.
• Procurar entidades maiores que já têm
trabalhos voluntários estruturados.
• Fazer cursos de capacitação nos Centros
de Voluntariado.
• Divulgar vagas junto a empresas parceiras,
outras entidades e comunidade.
• Apresentar ao voluntário a história, a fi losofi a
e os valores da entidade.
• Indicar trabalhos próprios para o perfi l e
disponibilidade do voluntário.
• Divulgar os resultados das ações para os
voluntários.

Grandes atitudes de pequenos cidadãos

Quem pensa que atividade voluntária é coisa de adulto está totalmente enganado. No Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR), crianças e adolescentes provenientes de escolas públicas e particulares desenvolvem atividades solidárias com pacientes mirins nos ambulatórios.

Para os voluntários de 5 a 12 anos são agendadas visitas de apresentação do hospital, já os acima desta faixa etária podem participar de atividades lúdicas, leitura e entretenimento com os pacientes, respeitando uma freqüência quinzenal. Seis mil crianças já foram beneficiadas pelo programa Jovem Abraça Criança desde a sua criação, em 2001. Cerca de 300 alunos participaram como voluntários, sempre com a presença de uma coordenadora do colégio envolvido e sob a orientação e supervisão do hospital.

“A importância está no que a experiência pode acrescentar para a vida da criança, ao colocar o seu lado solidário a serviço do outro. Sem dúvida, ser afetado por esse sentimento desde pequeno tende a gerar transformações sociais fundamentais”, explica Rita de Cássia Cersósimo Lous, chefe da área de voluntariado do hospital.

O programa Escola Solidária, do Instituto Faça Parte, já certificou mais de 21 mil colégios de todo o país por suas iniciativas socioeducativas e voluntárias. Uma delas acontece no Colégio Estadual Maria José Aragão, em São Luís do Maranhão, onde os alunos estão reduzindo os índices de violência e evasão escolar através do Projeto Gamar – Grupo de Arte Maria Aragão. Dez estudantes locais atuam como
multiplicadores em suas comunidades, com atividades de leitura, reforço escolar, arte, aulas de teatro e montagem de peças com crianças e jovens.

Empresas também contribuem

Funcionários da fábrica de São Paulo da Goodyear do Brasil participam do programa Diga não às Drogas, ministrando palestras e dando depoimento em escolas, albergues, igrejas e comunidades de bairro sobre dependência química. “Eu me sinto um mensageiro de Deus, levando informações que eu não tive”, afirma Manoel Barbosa, um dos voluntários. Em um ano e três meses de atividade, o programa já atendeu mais de 15 mil pessoas e tem como meta ultrapassar 22 mil neste ano.

“O mais legal de tudo isso é que o projeto partiu dos próprios funcionários. Eles foram ajudados pela empresa, começaram a ouvir coisas sobre responsabilidade social e resolveram criar o programa. Além disso, são agentes multiplicadores aqui dentro também”, diz Rosana Lino, consultora de recursos humanos da empresa.

Pelo programa On Demand Community, a IBM também incentiva os seus funcionários na ativa e aposentados a desenvolverem atividades voluntárias em todo o mundo. No Brasil, 40 horas de trabalhos solidários são exigidas pela empresa durante o semestre para que, ao final, o voluntário possa doar equipamentos ou uma quantia em dinheiro para a entidade que ajuda.

Sueli Del Poso, aposentada, atua na Associação Carpe Diem desenvolvendo soluções para a informatização da entidade. Já Ana Contreras, funcionária, é voluntária da organização Viva e Deixe Viver no Hospital Rede Focus. “Aprendi que voluntário deve ter os três “C”: constância, consciência e comprometimento”, conta.

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