Voluntariado também na prevenção

Por: Silvia Naccache
15 Abril 2013 - 00h00

Uma comunidade bem preparada tem mais chances de enfrentar situações adversas

A prevenção é o melhor meio de se evitar acidentes, mas ainda continua sendo um grande desafio por não ser encarada como prioridade. Muitas vezes é só depois da ocorrência de problemas — epidemias, alagamentos, enchentes, incêndios, desabamentos — que se pensa em reverter os prejuízos. Além disso, muitos acidentes não são notificados e tratados como tal, dificultando suas possíveis soluções. Não existe a consciência de que as legislações devem ser cumpridas e que cabe a cada um de nós fiscalizar e bem cuidar de nossos cidadãos.
Um desastre é o resultado de eventos adversos sobre um ecossistema vulnerável, causando danos humanos, materiais e/ou ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais. Um dos problemas mais sérios para a organização dos trabalhos de prevenção e combate às calamidades é obter a participação da comunidade. Prevenir, educar, conscientizar e criar uma rede de cidadãos que fiscalizam, observam e denunciam ajuda na redução de riscos. Os voluntários podem incentivar ações preventivas, principalmente de caráter educativo, que visem à redução dos riscos de desastres.
A Terra é nosso lar, somos uma família, uma comunidade com um destino comum. Por meio do voluntariado, podemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável, global, baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos, na justiça econômica e social e numa cultura de paz!
A atuação de voluntários tanto na prevenção como no enfrentamento e na solução de desastres é valiosa, desde que organizada e bem orientada. O voluntário pode contribuir desenvolvendo ações voltadas à redução dos riscos e à minimização dos danos provocados por eventos adversos extremos, sendo que muitas atividades podem ser desenvolvidas periodicamente.
Atualmente vemos que muitas pessoas se preocupam com assuntos distantes, ao mesmo tempo em que ignoram as dificuldades de seus vizinhos, neutralizando sua sensibilidade e reduzindo sua atenção aos problemas mais próximos e imediatos ou a problemas locais de pequeno porte.
A atuação de voluntários responsáveis e comprometidos com o seu trabalho, em situações já citadas anteriormente, é muito valiosa para os órgãos de coordenação dos trabalhos. A simples vontade de colaborar e ajudar, sem submeter-se à gestão e sem participar de equipes especializadas, prejudica as operações, sobrepõe atividades e dilui os resultados.
Somente com a participação de todos como cidadãos, com espírito de colaboração e solidariedade, poderemos evitar a perda de vidas preciosas, reduzir os prejuízos e minorar o sofrimento das populações assoladas por catástrofes, desastres e acidentes que não puderem ser evitados.

DICAS DE AÇÕES DOS VOLUNTÁRIOS

  • Na prevenção e em períodos de normalidade:
  • Identificar e analisar os riscos locais;
  • Identificar formas de redução de riscos;
  • Incentivar formas de educar e orientar para a prevenção de riscos;
  • Cadastrar recursos e os meios de apoio existentes na comunidade; espaços para abrigos temporários, grupos de apoio, espaço para receber doações.
  • Realizar oficinas e palestras em escolas, organizações sociais orientando sobre o cuidado, sobre as formas de planejamento para controlar e minimizar os efeitos de um desastre, com a participação de todos.
  • Participar de cursos e treinamentos oferecidos, por exemplo, pela Defesa Civil do município e Cruz Vermelha.
  • Manter contato permanente com os órgãos responsáveis pelo gerenciamento de desastres e seu cadastro como voluntário em dia para facilitar o chamado em caso de desastre;
  • Fiscalizar a criação e o cumprimento de legislação e regulamentação específicas.
  • Informar, alertar e denunciar em situações de desconfiança de risco iminente ou irregularidade.

Nas situações emergenciais, calamidade e desastres:

  • Apoiar no diagnóstico de demandas;
  • Ajudar na divulgação das necessidades, demandas e pontos de atendimento, e também das oportunidades de voluntariado por meio de mídias e redes sociais;
  • Organizar campanhas de doações e apoiar a triagem e a montagem de materiais a serem distribuídos;
  • Apoiar e oferecer assistência nos abrigos temporários. A responsabilidade de organizar um abrigo temporário é do órgão municipal de Defesa Civil, mas voluntários podem contribuir com a minimização do impacto social provocado pelo desastre em atividades como: recepção e cadastro dos desabrigados, na cozinha, na escuta, na assistência religiosa e apoio emocional e na recreação das pessoas atendidas;
  • Fazer parte da equipe de comunicação e apoio administrativo;
  • Participar da equipe de reconstrução, de apoio aos serviços de reabilitação e restabelecimento da normalidade.
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