Vem pra rua!

Por: Paula Craveiro
21 Agosto 2013 - 01h16

Ativistas vão às ruas no país [ e também no exterior ]  para exigir o cumprimento de seus direitos

Há muitos anos o Brasil não presenciava a ocorrência de um movimento popular como o que tomou suas ruas nos meses de junho e julho. Insatisfeito com os aumentos nas tarifas de ônibus, metrô e trem, e com a baixa qualidade dos serviços prestados, o Movimento Passe Livre (MPL), organização de alcance nacional, convocou a população a protestar.

Sob gritos de ordem como “Vem pra rua” e “O gigante acordou”, ou ao som de “Eu sou brasileiro...” ou do hino nacional, milhares de pessoas – em sua maioria, jovens – tomaram parte das principais ruas e avenidas de diversas cidades em uma série de atos públicos.

“Todo aumento de tarifa é uma injustiça.
Cada vez que os valores sobem, aumenta também o número de pessoas excluídas do sistema de transporte. Em 2010, 37 milhões de brasileiros deixaram de usar o ônibus todos os dias por não terem dinheiro. Não ter acesso ao transporte significa não ter acesso à cidade. Dependemos da condução para ir e voltar do trabalho, da escola, de hospitais, visitar amigos etc.”, afirma o MPL em nota enviada à Revista Filantropia.
É importante ressaltar que o MPL não é a única organização envolvida nas mobilizações. “A luta conta ainda com grande adesão da população e de outras organizações políticas”, destaca o movimento.
Embora o município de São Paulo tenha sido o epicentro dos protestos, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), pelo menos 438 cidades foram palco de manifestações no período.

Não foi apenas pelos R$ 0,20

Inicialmente motivadas pela redução dos R$ 0,20 acrescidos às tarifas do transporte público, as manifestações populares conquistaram milhares de ativistas e, consequentemente, agregaram novas pautas.
Diversas questões de cunho social foram incorporadas aos atos, como melhoria do transporte público, mais investimentos nas áreas da saúde e da educação, fim da corrupção e moralização da política, e reclamações contra os gastos excessivos com a Copa do Mundo e das Confederações. Também foram levantadas bandeiras contra, por exemplo, o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) nº 37, que tirava poderes de investigação do Ministério Público; e contra o deputado federal e presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara dos Deputados, Marcos Feliciano (PSC-SP), e o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 234, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), popularmente conhecido como “cura gay”.
A estudante Ana Carolina da Silva Lima participou das manifestações realizadas na região do Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo. Para chegar à escola e ao trabalho, ela gasta cerca de quatro horas por dia dentro do ônibus. “Lá (no Capão Redondo), não temos fila para pegar o ônibus, temos praticamente uma guerra. Ou você se joga no ‘bate-cabeça’ ou não consegue entrar. Estou cansada disso tudo”, desabafa.
As reivindicações ocorridas no Jardim Ângela, também na Zona Sul, uma das regiões mais violentas da cidade, incluíam ainda temas como a duplicação da estrada M’Boi Mirim, terminal de metrô no Jardim Ângela, retomada de linhas de ônibus e, claro, a redução da tarifa. “Também queremos moradia, médicos para os postos de saúde e redução da idade para tirar carteirinha de idoso para 60 anos”, afirmava o marceneiro José Carlos da Silva, que participou da manifestação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), pelo Periferia Ativa e alguns representantes do MPL.
Para Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República e conselheiro da Fundação iFHC, além das razões já apresentadas, um dos motivos centrais que levaram aos protestos populares é um fator que ele batizou como “anti-China”. “Desde o governo Lula estamos vivendo um estilo de crescimento que é o oposto ao vivido pelos chineses. Lá eles fazem poupança e investem. Aqui, consome-se sem investir. A rua está dizendo: não basta o consumo, quero mais”.
Cardoso chama a atenção para o fato de que no Brasil não há ditadura e opressão, como no mundo árabe, nem desemprego, como na Europa. “Só dividimos com países como Espanha e Itália a crise de representação política”.
Ele acredita que os partidos estão falando sozinhos. “Não é que falte oposição. Basta assistir a TV Senado. A oposição é violenta o tempo todo. Só que morre ali. Não passa para a sociedade”.
Na opinião do ex-deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), é clara a origem dos manifestos. “Sindicatos, entidades estudantis, partidos de esquerda, o meu inclusive, artistas, intelectuais, movimentos comunitários... Tudo dominado pelo suborno ou pela chantagem. Pelo constrangimento ou, principalmente, pela falta de alternativas. Eis aí a origem dos acontecimentos. Colapsou a política. Ficou claro que o rei da ilegitimidade funcional de nossa representação política está constrangedoramente nu. Uma atenção internacional claramente é pedida pelo povo brasileiro. Veja, humanidade, o que acontece aqui!”, declara.

Primeiros resultados obtidos

Rapidamente, embora às custas de muita luta, os protestos começaram a surtir efeito, e as tarifas, causa primária dos atos públicos, foram reduzidas. No entanto, o recuo no preço das passagens foi só um aperitivo, porque as manifestações que varreram o país estão produzindo muito mais: presidenta da República, ministros, governadores, prefeitos, deputados e senadores estão efetivamente “botando a mão na massa” e buscando soluções concretas e urgentes para as demandas apresentadas pela sociedade.
Pesquisa nacional realizada pelo Ibope no dia 20 de junho entrevistou 2.002 pessoas em sete Estados e em Brasília, e apontou quais foram as principais razões que levaram os participantes às ruas.
Outro resultado considerável das manifestações foi o forte impacto na popularidade dos governantes. Uma das mais afetadas foi a presidenta Dilma Rousseff. De acordo com o estudo, a satisfação dos brasileiros em relação ao seu governo caiu de 57% para 30% em um espaço de três semanas.
A pesquisa também avaliou a satisfação dos paulistas e cariocas com os governadores Geraldo Alckimin, de São Paulo, e Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, além dos prefeitos Fernando Haddad (SP) e Eduardo Paes (RJ).  Em São Paulo, a pesquisa aponta que reduziu de 52 para 38% a satisfação com o governo de Alckmin. O prefeito Haddad acompanha a baixa de popularidade, com queda de satisfação dos paulistas com sua gestão de 34 para 18%. A pesquisa também registrou queda de satisfação com o governador e prefeito do Rio de Janeiro. O levantamento revela que após seis anos e meio de mandato, o governador do Rio obteve 25% de ótimo e bom, a menor pontuação da série. A soma de ruim e péssimo é maior, 36%. O mesmo ocorreu com o prefeito da cidade Eduardo Paes, que viu seu índice de aprovação cair de 50 para 30%.

Movimentos encontram apoio no exterior

Os ativistas brasileiros, contrários ao aumento das passagens, ganharam apoio fora do país. Durante o mês de junho, diversas marchas foram organizadas em cidades como Berlim, na Alemanha; Dublin, na Irlanda; e Montreal, no Canadá; que reuniram, respectivamente, 250, 2 mil e 150 pessoas.
Em Berlim, a marcha criticou especialmente a violência policial em São Paulo e os gastos com a realização de grandes eventos esportivos no Brasil. “Nossa intenção é mostrar aos alemães e à mídia mundial que está acontecendo algo no Brasil e que isso deve ser olhado atentamente”, disse Juliana Doraciotto, organizadora da manifestação.
De modo geral, os protestos foram além do aumento das tarifas e da repressão policial. “Está relacionado também com a maneira de se fazer política no Brasil, ao transporte público de péssima qualidade e a como qualquer manifestação democrática é muito reprimida pela polícia e pela mídia”, pontuou o estudante de Urbanismo Guilherme Maruyama da Costa.

Ativismo digital ou ciberativismo

As mídias digitais, em especial as redes sociais, desempenharam papel fundamental na realização dos atos. Por meio de redes como Twitter e Facebook – especialmente –, os ativistas tiveram a oportunidade de divulgar suas causas, convidar a população a participar do movimento, trocar informações, difundir notícias sobre política e cidadania, além de acompanhar os passos dos governantes e o que cada um deles está fazendo desde o início da onda de protestos.
“O uso das redes sociais é a grande novidade na arregimentação de pessoas no século 21 e chega agora ao Brasil, após mostrar sua força em países europeus, asiáticos e africanos”, diz o professor de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Vítor Iório.
Para ele, trata-se de uma ferramenta poderosa, por ser on-line e não ter obrigatoriedade de identificação. “Nada impede que ela arregimente uma legião de jovens. A arregimentação, que começa com os mais jovens, em poucos instantes consegue envolver os jovens mais adultos e, por fim, os adultos propriamente ditos”, observa o professor.
Já para Fernando Henrique Cardoso, apesar de terem sido fundamentais para a mobilização das manifestações, as mídias sociais falharam ao não assumir um papel importante de debate. Cardoso diz que nunca vê o Twitter e que olha muito raramente o Facebook e alguns blogs. Para ele, “o único espaço para algum debate é a mídia tradicional, mas o governo a ataca por achar que ela está fazendo oposição”, ressalta.

Mídias alternativas

Além das críticas e reivindicações apresentadas nas ruas, os ativistas também têm apresentado constantes reclamações quanto à atuação às vezes inadequada da mídia. “É absurda a maneira como a grande imprensa tem abordado os protestos. Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, nas ruas vemos situações que beiram o irreal, com policiais atirando bombas na direção de crianças e idosos pelo simples fato de estarem nas ruas, enquanto a TV mostra apenas o que convém, como grupos isolados enfrentando policiais ou uma ou outra depredação. Por que não mostram os abusos cometidos pelas autoridades? Será que é só o povo que não presta?”, questiona a estudante de Ciências Sociais Gabriele Pinheiro.
Para compensar as “falhas” na veiculação de informações sobre as manifestações, grupos ativistas – como o movimento Anonymous Brasil e a Mídia Ninja – têm entrado em ação.
Pesquisa realizada pela InterAgentes com base em 500 mil comentários de internautas mostra que os responsáveis pelos maiores focos de atividade no Facebook nos dias-chave dos protestos em junho foram os integrantes da rede de ativismo hacker Anonymous. “O grupo teve relevância na disseminação das informações e na articulação da solidariedade ao que era o movimento inicial pela redução das tarifas e contra a Copa. Eles foram decisivos”, afirma o cientista social Sérgio Amadeu, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) e ex-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia de Informação (ITI), autarquia vinculada à Casa Civil da Presidência.
Os Anonymous dominaram os “nós de relevância” no tráfego do Facebook nos dias 13, 17, 18 e 20 de junho, quando centenas de milhares de pessoas foram às ruas.
A Mídia Ninja – cuja sigla significa Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação – também tem desempenhado papel relevante na transmissão ao vivo das manifestações. Preparados para o corpo a corpo com as multidões, os jornalistas autônomos envolvidos no projeto fazem reportagens de rua portando um computador, celulares, câmeras e um gerador de energia sobre um carrinho de supermercado.
“A rede-base do Ninja vem sendo construída há dois anos. Mas a ideia virou chamada pública a partir das sucessivas demissões que aconteceram nas redações, para debater novas formas de se fazer comunicação”, diz o repórter Bruno Torturra.
Segundo ele, o núcleo principal do coletivo tem oito participantes em São Paulo, além de um número flutuante de colaboradores no país. De acordo com outro integrante do grupo, Pablo Capile, “a transmissão em vídeo das manifestações na região da Avenida Paulista, em 18 de junho, chegou a 180 mil acessos”.

Movimentos populares anteriores

O “basta” que ecoa das atuais manifestações não é uma novidade no país. Os atos públicos encontram paralelo histórico: em 1831, milhares de pessoas foram às ruas para protestar contra os desmandos de Dom Pedro I e destilar insatisfações diversas, em onda que culminou com a renúncia do imperador. O episódio foi lido à época como marco fundador efetivo da nação.
Depois deste, o Brasil sediou muitos outros movimentos populares. Segundo o historiador Alexandre Hecker, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), as cinco manifestações populares que mais marcaram a história do Brasil foram (em ordem cronológica, não de importância):

  • Revolta da Vacina (1904) | Para combater epidemias no Rio de Janeiro, o sanitarista Oswaldo Cruz conseguiu que a vacinação contra a varíola se tornasse obrigatória. Em novembro de 1904, a população revoltou-se contra a medida e milhares de pessoas protestaram nas ruas.
  • Suicídio de Getúlio Vargas (1954) | Em meio a uma crise política, o presidente Getúlio Vargas suicidou-se em agosto de 1954. Sua carta-testamento, com críticas aos seus opositores, agravou o clima de comoção e revolta. Manifestações populares ocorreram em várias cidades nos dias seguintes. Algumas estimativas apontavam para até 3 milhões de pessoas nas ruas do país.
  • Marcha da Família e Marcha da Vitória (1964) | Em 19 de março de 1964, reuniram-se em São Paulo quase 500 mil pessoas na Marcha da Família, um protesto contra o presidente João Goulart. Poucos dias depois ele foi deposto e, em 2 de abril, cerca de 1 milhão de pessoas participaram, no Rio de Janeiro, da Marcha da Vitória para saudar a queda de Goulart.
  • Comícios das Diretas Já (1984) | Entre janeiro e abril de 1984, grandes comícios foram realizados no País pedindo a volta das eleições diretas para presidente, abolidas desde 1964. Os dois maiores foram em abril: na Candelária, no Rio de Janeiro, no qual cerca de 1 milhão de pessoas se reuniram no dia 10; e no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, cujo número estimado chegou a 1,5 milhão, no dia 16.
  • Impeachment de Collor (1992) | Denúncias de corrupção que atingiam o presidente Fernando Collor pipocaram na imprensa em 1992. Passeatas ocorreram em vários Estados para exigir o impeachment de Collor. Uma das principais manifestações ocorreu em São Paulo, em 18 de setembro, reunindo cerca de 750 mil pessoas.

Protestos tomam conta das ruas no exterior

Engana-se quem pensa que o clima esquentou apenas no Brasil. Nos últimos meses, diversos países têm vivenciado grandes manifestações populares, motivados por questões relacionadas à política, segurança, elevação na taxa de desempenho, entre outros temas.
Um exemplo recente é a série de manifestações que tomaram conta da Turquia. A ideia era protestar contra a retirada de árvores para construir um shopping center e um conjunto residencial em um parque anexo à Praça Taksim, em um projeto urbanístico que tem o apoio do governo. A polícia, entretanto, interveio com truculência contra os jovens que acampavam na praça e isso galvanizou forças que, devido aos sucessos econômicos da gestão do governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, estavam dormentes há muito tempo. Em questão de horas, diferentes hordas insatisfeitas com o governo tomaram a praça. Entre eles, ecologistas, feministas, curdos, ateus, minorias religiosas como alevitas e armênios, homossexuais e a esquerda secular. Foi uma resposta não apenas à brutalidade policial, mas também ao crescente fortalecimento do partido governista AK.
A forte crise econômica que assola a Europa é mais um dos motivos que tem levado à população às ruas, para exigir melhorias urgentes e melhores condições de vida e trabalho. Na Grécia, milhares de pessoas participaram das greves gerais, deflagradas pela abrupta decisão do governo de fechar a rede de TV pública e demitir seus 2.600 funcionários. O fechamento é consequência da crise econômica. As paralisações afetaram o funcionamento de serviços essenciais, como setores de emergência de hospitais, barcos e o setor ferroviário. Os principais protestos aconteceram na frente da sede da TV, a ERT, ao contrário das outras manifestações, feitas tradicionalmente em frente ao Parlamento.
No Egito, a motivação foi de ordem política, causada pela insatisfação com os rumos do governo do presidente Mohammed Morsi, há um ano no poder. Após diversas manifestações públicas, que reuniram milhões de pessoas em todo o país, Morsi, que era acusado por seus adversários de representar apenas os interesses da Irmandade Muçulmana, foi destituído do cargo. O período de transição foi iniciado com a posse de Adly Mansour, que assumiu a presidência do Egito interinamente, por tempo indeterminado. Durante as manifestações, iniciadas em junho, pelo menos 16 pessoas morreram, segundo o Ministério da Saúde egípcio.
Embora pontual e de menor impacto social como as anteriores, o caso de Trayvon Martin, o jovem negro morto por um vigia em 2012, nos Estados Unidos, tem mobilizado um grande número de ativistas. Na segunda quinzena de julho, a família de Trayvon organizou atos públicos em diversas cidades norte-americanas. Em Nova York, a marcha contou com a adesão, inclusive, da cantora Beyoncé e de seu marido, o rapper Jay Z.

Conceituação de ativismo

Ativismo é qualquer doutrina ou argumentação que vise à transformação da realidade em detrimento da atividade exclusivamente especulativa. O termo designa um tipo de agitação social, desenvolvida geralmente em meios revolucionários, políticos, estudantis ou sindicais, caracterizada pela militância contínua e permanente.

Invasões a prédios do governo marcam os protestos pelo Brasil

As manifestações que tomaram as ruas do país ocasionaram diversas invasões e tentativas de entrada em sedes dos poderes Legislativos e Executivos.
Em Brasília, onde milhares de jovens se concentraram na Esplanada dos Ministérios, houve ocupação do teto do Congresso Nacional, fato semelhante ao ocorrido em 1984, época em que o Brasil manifestava-se favorável às eleições diretas. Outro incidente foi a depredação e invasão do Palácio do Itamaraty.
No Rio de Janeiro, um grupo invadiu o prédio da Assembleia Legislativa (Alerj). Os policiais conseguiram expulsar os invasores e apagar um início de incêndio.
Em São Paulo, manifestantes derrubaram o portão do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Também houve tentativa de invasão na sede da prefeitura paulistana, porém, sem sucesso.
Em Curitiba, um grupo de manifestantes invadiu e depredou parte das instalações do Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado. Já em Porto Alegre, a entrada do Palácio da Justiça do Rio Grande do Sul acabou danificada.

%ReivindicaçõesResultados obtidos
53,70% Transporte  público Deputados aprovam redução do PIS-Cofins na tarifa do transporte.
BNDES libera R$ 2,3 bilhões  para o metrô de São Paulo.
CET anuncia faixa de ônibus  na Marginal Pinheiros.
49% Contra a corrupção Senado aprova projeto que torna corrupção um crime hediondo.
40,50% Redução  da tarifa São Paulo, Rio de Janeiro  e mais de 15 cidades reduziram as tarifas.
36,70% Saúde Câmara aprova 25% dos royalties para a saúde.
Ministério da Saúde anuncia projeto de lei para perdoar  dívidas da Santa Casa.
30,90% Gastos com a Copa do Mundo e Copa das Confederações Câmara cancela verba de  R$ 43 milhões para Copa das Confederações e de 2014.
29,80% Educação Câmara aprova 75% dos royalties e 50% do Fundo Social (do montante principal e dos rendimentos) para a educação.
11,90% Contra a PEC 37 Deputados decidem por maioria absoluta  arquivar a PEC 37.
11,40% Necessidade de mudança na política Presidenta Dilma Rousseff anuncia apoio a uma  reforma política.
4,10% Contra a repressão policial Em São Paulo, PM anuncia que não vai usar balas de borracha em manifestações populares.
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Prêmio APS Forte para o SUS: Acesso Universal
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Auxílio à Promoção de Eventos Científicos, Tecnológicos...
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International Essay Contest for Young People
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PLURAL+ Youth Video Festival
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11º Concurso de Desenho e Redação
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Empresas Não-Residentes - Programa de Incubação...
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Fine & Country Foundation Grant
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Programa Empreendedoras Digitais
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Ocean Awareness Student Art Contest 2019
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Programa Bolsa Nota 10 - FAPERJ - 2019
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Muste Institute's Social Justice Fund 2019
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Aesthetica Art Prize
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Embracing Our Differences
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Cadastramento de Bandas - Grupos Musicais 2019
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CLUE: Light & Disruption
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Mohamed Bin Zayed Species Conservation Fund 2019
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Making the Case for Nature
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