Unindo esforços em rede

Por: Instituto Filantropia
20 Outubro 2012 - 13h43

Colocando em prática a teoria de transmitir conhecimentos do setor privado para o setor social, André Gabriel, que hoje atua como empreendedor na ferramenta crowdfunding, é formado em engenharia pela Universidade Federal de Minas Gerais, tem MBA em Gestão de Negócios e em Finanças pelo IBMEC. André também já atuou como consultor em gestão empresarial na Petrobras e na Gerdau Ameristeel (no Texas e em Minnesota, nos Estados Unidos), em projetos pelo Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG).
Com tanta experiência no Segundo Setor, André decidiu mudar de área seguindo sua vontade de contribuir. “Inspirei-me no conceito de negócio social de Muhammad Yunus, e pensei em criar uma empresa cujo core business fosse resolver um problema social”. Atualmente, André tem dois projetos relacionados ao crowdfunding: a LET’S Crowdfunding e o Mobilize – Crowdfunding no Facebook. Além disso, dá cursos sobre o tema pelo Brasil e dá consultoria a negócios sociais na Fundação Dom Cabral.
Em entrevista à Revista Filantropia, André fala sobre a ferramenta de financiamento coletivo, conhecida como crowdfunding, e sua utilidade para as instituições do Terceiro Setor.

 

Revista Filantropia: O que exatamente significa o crowdfunding?
André Gabriel: Significa financiamento coletivo, ou financiamento colaborativo. Uma multidão (crowd, em inglês) contribui, e você transforma sua causa, projeto, criação, ideia ou desejo em realidade. Cada um contribui com o valor que quer ou pode, e recebe uma recompensa proporcional à quantia que aplicou. Todo o processo de captação acontece pela internet, por meio de plataformas de crowdfunding, como o Mobilize.
RF: Este conceito já é conhecido no Brasil? As instituições do Terceiro Setor estão familiarizadas com esta ferramenta de captação de recursos?
AG: Fora do Brasil, já foram captados mais de US$ 2 bilhões desde 2002 para causas socioambientais via crowdfunding. Entretanto, no Brasil o conceito ainda é muito novo, e o potencial desta ferramenta é pouco explorado pelas instituições do Terceiro Setor.
RF: Você conhece algum exemplo de instituição que tenha usado o crowdfunding como ferramenta?
AG: Várias organizações já utilizaram ou estão pla-
nejando captar recursos via crowdfunding. Algumas delas são o ChildFund Brasil, TETO Brasil, Care Brasil, APAE de Belo Horizonte, Instituto da Oportunidade Social (IOS), Associação Beneficente Evangélica de Foz do Iguaçu (ABEFI), entre outras.
RF: Fale um pouco sobre seus projetos nesta área.
AG: O Facebook é a maior rede social do mundo, e o Brasil ocupa a segunda colocação mundial, com 54 milhões de usuários, sendo que este número cresce a uma taxa de 40% por semestre. A base do crowdfunding é a divulgação e a recomendação do projeto entre amigos. Então, em que lugar na internet temos o maior número de amigos conectados dando dicas e recomendações uns aos outros o tempo todo? A partir da resposta para esta pergunta, ficou claro que precisávamos desenvolver uma solução que aproveitasse toda a força e as ferramentas do Facebook para financiar projetos colaborativamente. Com isso, fundamos o Mobilize, que é uma plataforma de crowdfunding no Facebook. Com apenas dois meses e meio de existência, o Mobilize já havia alcançado 100 mil pessoas no Facebook, tinha mais de 200 projetos publicados e foi notícia na imprensa em mais de oito Estados do país.
RF: Você acha que as instituições brasileiras utilizam as redes sociais com eficiência quando se trata de divulgar e captar recursos para seus projetos?
AG: Algumas organizações já construíram uma grande rede de contatos nas redes sociais, como o Inhotim, que tem 28.000 fãs no Facebook; o Médicos Sem Fronteiras, que tem 53 mil fãs; e o Doutores da Alegria, com 55 mil fãs. Ao conquistar um grande número de fãs no Facebook, a visibilidade da organização e de seus projetos aumenta muito. Mas uma das dúvidas que surgem é: como utilizar essa rede para gerar recursos para a organização? Como fazer com que os 10, 100, 1.000 fãs se tornem 10, 100, 1.000 doadores? Para isso, podemos utilizar ferramentas como o Mobilize. 
RF: Como a internet pode colaborar para o desenvolvimento de uma organização? 
AG: Dentre várias vantagens, destaco: o aumento da transparência, credibilidade e visibilidade da organização, a aproximação da organização com seus atuais e potenciais doadores e a geração de recursos através das diferentes estratégias e ferramentas de captação de recursos on-line. 

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