União Cultural Brasil-Estados Unidos

Por: Revista Filantropia
01 Julho 2002 - 00h00
Fundação estruturou seu setor de Responsabilidade Social e beneficia 90 alunos de escolas públicas

A União Cultural Brasil-Estados Unidos, fundação que atua desde 1938 em São Paulo, montou um departamento que cuida do Terceiro Setor em janeiro deste ano e já conseguiu os primeiros frutos. Em poucos meses, estabeleceu um plano de trabalho com crianças e adolescentes de nove a 17 anos com baixa renda familiar e tem como carro-chefe o núcleo de oficinas gratuitas “A União Faz Arte”, além de promover atividades culturais.

As oficinas, ministradas três vezes por semana por 30 orientadores voluntários, parceiros e alunos da própria instituição, incluem inglês, artes visuais, teatro, dança, balé clássico, coral, artesanato, desenho, informação profissional, poesia, informática, produção de vídeo, autoconhecimento, capoeira, leitura, expressão corporal e reciclagem. São 30 crianças de nove a 11 anos, 30 jovens de 12 a 14 anos e outros 30 jovens de 15 a 17 anos. Todas as faixas mantêm meninos e meninas em igual número.

Com os cinco professores voluntários, alunos dos cursos avançados colaboram como monitores.

Um dos primeiros trabalhos desse setor foi a parceria com policiais militares voluntários do PROERD (Programa Educacional de Resistência a Drogas e Violência), da Polícia Militar, numa ação que já resultou em atividades para cerca de nove mil alunos. A partir desse trabalho, foram realizadas atividades, entre elas, a montagem teatral “Arca de Noé”, sob direção de Fernando Lyra Junior, responsável pelo núcleo de Teatro da União Cultural. A meta é que cada oficina prepare uma apresentação para o final do ano.

Outro acordo foi estabelecido com a Universidade Anhembi-Morumbi para receber estagiários que desenvolverão novos projetos com supervisão e apoio de seus professores. “A idéia é firmarmos convênio com várias universidades, não apenas para termos esses estagiários nos ajudando, mas também para atrairmos os diferentes públicos em outros eventos”, conta Marcia Blake, coordenadora do setor de Responsabilidade Social da União Cultural.

A troca de experiências com outras escolas faz parte dos planos de trabalho da fundação. Está sendo organizado um Comitê de Escolas para a Difusão do Voluntariado, para o qual serão convidados coordenadores das escolas particulares e públicas. O grupo realizará eventos como fóruns sobre formas de implantação de projetos similares em escolas.

Trabalho de Formiga

A idéia de criar o setor dentro da fundação nasceu no início do ano, a partir do contato com as crianças do PROERD em eventos culturais promovidos na União. Para começar o trabalho, cinco funcionários foram realocados de outras funções para compor a equipe. A primeira providência foi contatar o Centro de Voluntariado para tomar informações sobre os detalhes jurídicos e operacionais dessa atividade. Passada essa etapa, a busca de voluntários foi divulgada no site da União Cultural e em outros. “Em dois meses, 30 voluntários apareceram com propostas diferentes”, conta Marcia.

As primeiras oficinas montadas foram de inglês, teatro e informática. A União buscou nas escolas públicas próximas à fundação, alunos para participarem do projeto. Em cada uma, foram selecionados 40 alunos. Mais dez crianças e jovens de famílias carentes foram escolhidas entre filhos de funcionários da Viação Leopoldina, em troca do transporte de ônibus para visitas a museus e eventos diversos.

Em fevereiro, a equipe começou a fazer contatos para arrecadar materiais, camisetas e alimentos para as crianças e jovens do projeto. A entidade American Society concedeu R$ 1.000, que foram gastos em material didático, uniformes e lanche. Mais 300 estabelecimentos da região - padarias, supermercados, restaurantes - apoiaram os projetos. No cadastro já são 500 telefones de possíveis colaboradores.

Todos os meses, o setor recebe ajuda em materiais e alimentos, mas ainda faltam alguns itens. A União Cultural está divulgando uma campanha para arrecadar eletrodomésticos para a cozinha experimental instalada na fundação - ainda sem uma geladeira grande o suficiente para armezenar as doações; alimentos não-perecíveis para lanche, uniformes para balé e capoeira, livros infanto-juvenis, fitas de vídeo educativas ou fitas virgens para trabalhos dos alunos.

Segundo Marcia Blake, uma das metas é a publicação do livro do primeiro ano do projeto A União Faz Arte, até o final deste ano, para divulgar o trabalho desenvolvido. Em sua opinião, tocar um setor de Responsabilidade Social é um “trabalho de formiga”, diz. “O potencial de pessoas que poderiam ser incluídas nos projetos é grande, mas ao mesmo tempo podemos dizer que muitas outras querem colaborar e temos espaço para todos”, afirma.

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