Nilmar

Por: Juliana Fernandes
01 Março 2012 - 00h00

ilmar Honorato da Silva é um dos jogadores mais habilidosos do futebol nacional. Atualmente no Villareal, da Espanha, o paranaense de Bandeirantes já esteve em campo pelos principais times do país, entre eles: o Internacional de Porto Alegre – onde foi revelado – e o Sport Club Corinthians Paulista. Vestindo a camisa da seleção brasileira, o jogador foi um dos 23 convocados para a Copa do Mundo de 2010. Hoje, além de trabalhar para representar o país na próxima edição da competição em 2014, Nilmar ainda atua como padrinho do projeto ‘Era uma vez Europa’. A iniciativa busca dar oportunidades de conhecimento e desenvolvimento social e cultural, além de incentivar os estudos aos jovens que não teriam a oportunidade de fazer um intercâmbio por conta própria.
Por meio de atividades multidisciplinares, o programa é dividido em três etapas: “Era uma vez... Redação”, em que os participantes produzem textos e as 100 melhores redações escolhidas se tornam parte de um livro – distribuído em escolas do Brasil e da Europa; na segunda fase, os selecionados seguem para o “Era uma vez... Capoeira” para terem contato direto com as raízes históricas da cultura do país; e, por fim, os alunos têm a chance de conviver com estudantes europeus e fazer apresentações de capoeiras nas escolas estrangeiras. O intuito principal é compartilhar experiências e realizar atividades culturais. Em entrevista à Revista Filantropia, Nilmar conta como pretende ajudar no combate ao abandono escolar por meio de sua atuação no projeto.

Revista Filantropia: Atualmente, você participa como padrinho do Projeto Era uma vez Europa. Conte um pouco sobre a iniciativa e sua atuação.
Nilmar:
A iniciativa é muito ambiciosa e compreende uma atividade multidisciplinar desde o início, para colaborar no desenvolvimento social de uma zona muito concreta do Brasil: São Paulo e Paraná. O objetivo é diminuir o absentismo escolar das crianças mais desfavorecidas em uma idade crítica de suas vidas (13 e 14 anos), que é o período mais sensível para entrarem no mundo das drogas. Eu promovo esse projeto, o qual incentiva a atividade cultural e consiste na realização de uma redação escolar, aprendizado da capoeira e um estágio na Europa.

RF: Como surgiu o convite para o projeto e o que o motivou a aderir à causa?
N:
Sou consciente dos problemas sociais que existem em todas as partes do mundo e especialmente no meu país. Sempre quis ajudar as crianças carentes, e quando recebi a proposta, não pensei duas vezes.

RF: O projeto busca incentivar e contribuir com a educação no Brasil. Em sua opinião, qual a importância de agregar o esporte ao desenvolvimento educacional das crianças e dos adolescentes?
N:
Considero que o esporte desenvolve a criança fisicamente e mentalmente, ajudando em sua formação, para que aprendam a respeitarem o próximo e a trabalharem em grupo.

RF: Em sua opinião, o Brasil possui políticas públicas eficientes para o desenvolvimento de novos atletas?
N:
Acredito que, com as mudanças que vêm acontecendo, o Brasil está realizando um esforço muito grande para chegar ao nível das grandes potencias do esporte. Porém, ainda é preciso trabalhar muito. Mas, acho que o país está no caminho certo.

RF: De que maneira os eventos esportivos que o país sediará, em 2014 e 2016, irão ajudar na profissionalização e no investimento nos futuros esportistas?
N:
É um feito fantástico para o Brasil sediar a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Sem sombra de dúvidas será incrível, e como brasileiro espero poder participar da Copa do Mundo de 2014. Esses dois eventos esportivos ajudarão o desenvolvimento do país tanto na parte de infraestrutura quanto na parte econômica. Acredito que, a partir desses acontecimentos, seremos um exemplo para os outros países com as mesmas características que o Brasil.

RF: Quem é o seu ídolo no esporte? Algum jogador que seja uma inspiração por seu trabalho dentro e fora dos campos.
N:
É claro que o meu maior ídolo é o Pelé. Acho que para todos os jogadores de futebol brasileiros, o Pelé é uma referência por toda a história que ele viveu.

RF: Sempre que possível, você se reúne com outros de jogadores em partidas beneficentes. Qual é a importância dos atletas se engajarem em eventos desse tipo?
N:
Acho que é muito importante ajudar os que mais precisam. Sempre que minha agenda esportiva me permite eu colaboro em todas essas iniciativas, que são muito importantes para diminuir a desigualdade social.

RF: Muitos esportistas, além de participarem de ações sociais, criam o seu próprio Instituto­ ou Fundação, como no caso dos ex-jogadores Raí, Leonardo e Cafú. Já pensou na possibilidade de ter a sua própria instituição social?
N:
No dia de hoje não tenho pensado, mas não descarto no futuro. Mas, gostaria de fazer algo na minha cidade, Bandeirantes (Paraná).

RF: Qual é a sua opinião sobre o trabalho realizado pelas organizações e entidades não-governamentais no Brasil?
N:
Acho que o Brasil é um país formado por boas pessoas, que cada vez mais se sensibilizam para ajudar os que precisam. Nós, jogadores, também falamos cada vez mais de nossas obrigações quanto à sociedade.

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