Reunião de pessoas e de ideias

Por: Thaís Iannarelli
26 Maio 2014 - 19h43

FIFE 2014, realizado pelo Instituto Filantropia, reuniu 300 pessoas e abordou temas voltados à gestão do Terceiro Setor

Nos dias 11 a 14 de março de 2014, o Instituto Filantropia realizou a primeira edição do Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica (FIFE), que aconteceu em Natal, no Rio Grande do Norte. Aproximadamente 300 pessoas de todo o Brasil participaram e puderam compartilhar suas experiências nesta oportunidade. “O Fife foi criado para refletirmos e debatermos a Filantropia Estratégica, ou seja, aquela que não age somente com a emoção, mas também com a razão. É aquela filantropia em que agimos no presente, com um olho no futuro, para que aquele problema não exista mais”, diz Marcio Zeppelini, presidente do Instituto Filantropia e idealizador do evento.
“O FIFE foi uma oportunidade de trocas de conhecimentos, relacionamento e, principalmente, de escutar as histórias das organizações regionais. O Brasil é um país continental e precisa de eventos como este para a troca de contatos, das boas práticas e das práticas que não deram certo”, conta Marcus Nakagawa, um dos palestrantes do evento. A intenção deste tipo de iniciativa é que essas instituições se fortaleçam e alcancem autonomia e sustentabilidade. O FIFE reuniu aproximadamente 40 palestrantes de várias áreas de expertise, e procurou oferecer aos participantes a oportunidade de estabelecer uma rede de conhecimento, aprendizado e crescimento profissional.
A abertura do evento contou com a participação da Orquestra Talento, projeto da Casa Talento, organização de Natal que tem como objetivo proporcionar o aprendizado da música a jovens em situação de vulnerabilidade. Em seguida, Rafael Baltresca realizou a palestra motivacional “A magia do (im)possível”.
Nos dois dias que se seguiram, o conteúdo técnico dominou as cinco salas que aconteciam simultaneamente no Fórum. “A diversidade dos temas das palestras, painéis e oficinas pautaram praticamente todos os pontos importantes que as instituições necessitam para suas ações”, conta Fabio Beneduce, um dos palestrantes do evento que participou da mesa redonda sobre inovação e sustentabilidade. E este foi o objetivo. Nas manhãs, os participantes puderam escolher participar de quatro dentre vinte temas selecionados sobre gestão, entre eles: Siconv, Tecnologias voltadas para o Terceiro Setor, Legislação Trabalhista, Marketing Direto, Planejamento Orçamentário, Desenvolvimento Comunitário, Contabilidade e Recursos de Organizações Religiosas, Indicadores e Monitoramento de Projetos Sociais, Organização de Eventos, Auditoria, Recursos Internacionais, Demonstrações Contábeis, Cebas, Incentivos Fiscais, entre outros. Essas oficinas tinham duas horas de duração e foram divididas em cinco salas.
“Destaco a atualidade e relevância dos temas tratados, com especialistas nos assuntos, e a forma de abordagem em painéis foi muito dinâmico e objetivo, contribuindo para o entendimento e despertando o interesse para pesquisas mais aprofundadas”, enfatiza Alan Lobo, dos Correios, incentivador do evento. Nos períodos da tarde, os participantes tiveram a oportunidade de assistir a mesas redondas e painéis de discussão sobre temas relevantes para a área, sempre com três profissionais presentes. Cleber Fernando de Almeida, representante do Ministério do Planejamento, falou sobre as transferências voluntárias da União, por meio do Siconv, e foi seguido pelos profissionais Carlos Ferrari, Ricardo Monello e Rilder Campos, que debateram a certificação da assistência social. Outros temas relevantes foram a contabilidade gerencial e o investimento social, assim como a intersetorialidade e a inclusão social como responsabilidade de todos.
O FIFE contou também com momentos de tira-dúvidas, que funcionavam como uma “consultoria coletiva” sobre temas diversos. Profissionais da área ficavam à disposição dos participantes para tirarem dúvidas sobre elaboração de projetos, legislação trabalhista, voluntariado, Siconv, indicadores de projetos e contabilidade. “O FIFE agregou muito aprendizado, motivou-nos e trouxe ideias para sermos mais eficazes e éticos no Terceiro Setor, contribuindo para o alcance e até mesmo a expansão dos nossos objetivos enquanto organização. Já começamos a realizar novas práticas a partir do evento, que, com certeza, trarão resultados muito positivos, para a organização, para a equipe e principalmente para nosso público alvo: crianças, adolescentes e famílias”, conta Sara Vargas, participante do FIFE que atua na ONG Pontes de Amor, em Uberlândia.
As palestras de encerramento foram realizadas por duas palestrantes internacionais: Leona Forman, fundadora da Brazil Foundation, que falou sobre o Desenvolvimento Socioeconômico Brasileiro e o Cidadão Internacional; e Rosa Morales, que atua com voluntariado e captação de recursos no México, representante do Institute for Charitable Giving e atuante do YMCA México, que falou sobre “A arte da Filantropia” e de ferramentas para a facilitação de doações e sustentabilidade da missão. “Foi especial. Adorei! Achei muito interessante estarmos juntos no mesmo espaço, o convívio e o conhecimento e a oportunidade de conhecer e trocar o tempo todo! Gostei dos temas e painéis e dos palestrantes. Foram muito dinâmicos, atenciosos e generosos em suas falas”, expõe Silvia Naccache, palestrante do Centro de Voluntariado de São Paulo.
O último dia contou com palestras de uma hora de duração. A primeira delas foi sobre vivência pessoal, e abordou como as experiências podem auxiliar o desenvolvimento de um projeto social. Em seguida, Aline Gonçalves de Souza, assessora da Secretaria Geral da Presidência da República, falou sobre o marco regulatório do Terceiro Setor, juntamente com os advogados Danilo Tiisel e Rogério Martir. A deputada Mara Gabrilli deu um depoimento ao vivo para os participantes do evento e, para finalizar, Marcio Zeppelini, presidente do Instituto Filantropia, realizou a palestra Ser Sustentável, que aborda a sustentabilidade do ser humano. “Creio que é um evento marcante para o Terceiro Setor, pois reúne um mosaico de ideias e ideais, pessoas e organizações com interesses similares. O FIFE inaugura uma nova estação de mais amizades e relacionamentos, com pessoas com expertises múltiplas que, alinhadas, podem maximizar muitos resultados. Já fiz minha inscrição para 2015. É imperdível”, diz Rodrigo Rangel, participante do evento.
“Em 2015 viajaremos 4 mil quilômetros para o sul, deixando as quentes e paradisíacas praias nordestinas para aportarmos nas aconchegantes e exuberantes Serras Gaúchas. Atendendo o mesmo objetivo de 2014, o Fife’15 deve reunir cerca de 500 pessoas”, completa Zeppelini. Em 2015, a segunda edição do FIFE acontecerá em Gramado, Rio Grande do Sul, dos dias 24 a 27 de março.

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