Reunião de ideias e pessoas

Por: Instituto Filantropia
21 Junho 2013 - 22h26

Festival ABCR reúne mais de 500 pessoas em Salvador e abre diversos espaços para debates sobre captação de recursos

Em sua quinta edição, o FLAC 2013 – Festival ABCR, realizado em Salvador nos dias 23 a 25 de abril, superou as edições anteriores em termos de quantidade e variedade de participantes e trouxe temas muito pertinentes à realidade do cenário de captação de recursos no Brasil. O evento foi realizado pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) e correalizado pelo Instituto Filantropia e pela Santa Casa de Misericórdia da Bahia.
Mais de 60 temas foram abordados nas grandes palestras, salas temáticas e espaço aberto, este que possibilita que os participantes proponham assuntos e liderem a discussão. “Recebemos o maior número de participantes de todas as edições do evento e contamos com uma diversidade incrível dos participantes, que tinham origem em quase todos os Estados do país, além de alguns visitantes da Argentina e Peru”, conta João Paulo Vergueiro, presidente da ABCR. “Como realizadores, foi importante poder oferecer conhecimento de qualidade a todos, em um evento onde também se estimula a formação de vínculos dentre os captadores e a integração social”, completa.
Na abertura do evento, após a solenidade de abertura, o primeiro debate envolveu a cultura de doação no Brasil e no mundo e contou com a participação de Bob Carter, presidente do conselho da Association of Fundraising Professionals (AFP), João Paulo Vergueiro e Rodrigo Alvarez, diretor do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS). Os palestrantes discutiram o perfil dos doadores e a da captação de recursos com indivíduos. Eles apontaram dados do World Giving Index, publicado pela organização britânica Charities Aid Foundation (CAF), afirmando que o Brasil tinha, em 2011, 35 milhões de doadores. Com este número, o país é o oitavo no mundo com mais pessoas doando. No ranking global, em termos de engajamento social da população, o Brasil ficou em 83º, dentre os 146 países pesquisados.
No período da tarde, as salas foram abertas e os temas passaram a ser divididos — fazendo com que os participantes tivessem de escolher o que gostariam de assistir. A primeira parte foi dividida em temas, como direitos humanos, meio ambiente, esportes, saúde, educação, assistência social e cultura, com foco na atuação de organizações dessas naturezas. Depois, os temas giraram em torno de diferentes formas de captar recursos, ou seja, crowdfunding, economia criativa, fundos patrimoniais, captação para municípios e organizações religiosas, entre outros. O dia acabou com o case da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, sobre investimento social, e uma seção de autógrafos com autores de livros voltados à captação de recursos. “Para mim, os pontos fortes do evento são a organização, a diversidade e a qualidade dos temas, a qualidade dos palestrantes e o grande número de participantes, que possibilita ampliar o network e a troca de experiências”, conta Jonas Flores, da ONG Impacto Social.
A abertura do segundo dia do FLAC contou com a participação de Laís Lopes, assessora especial do Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, André Degenszajn, secretário-geral do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife) e João Paulo Vergueiro. O tema debatido foram os desafios do financiamento e sustentabilidade das organizações da sociedade civil, discutindo o marco regulatório do Terceiro Setor. Com esse assunto, uniram-se à discussão representantes do governo e das empresas, que muito têm a conversar com os captadores de recursos das instituições. “Vejo o Flac como informativo e precioso no que se refere à atualizacão sobre tendências nas diversas maneiras de mobilização de recursos. Vejo também como importante ambiente para a troca de experiências e estabelecimento de redes”, conta o participante Moisés Pangoni, assessor de financiamentos da Norwegian Church Aid.
A marca registrada do FLAC, presente desde a primeira edição, não deixou de acontecer na edição de Salvador. O Espaço Aberto, originado do termo em inglês Open Space, teve duas sessões com sete salas à disposição, somando 14 espaços para temas sugeridos e liderados por participantes. Dentre esses temas, falou-se de cultura, comunicação, captação com indivíduos, entre outros.
Neste dia, temas como mídias sociais, contabilidade, legislação, incentivos fiscais, voluntariado, gestão de projetos em editais, dificuldades na captação de recursos, planejamento e negócios sociais foram abordados no período da tarde por diversos profissionais. Por fim, o case da AACD e do Teleton foram abordados. “Com a profissionalização da gestão das organizações como uma necessidade cada vez mais reconhecida, realizar eventos para debater a captação de recursos é fundamental. Disseminar informações relevantes, apresentar casos de sucesso, debater os problemas da profissão e a sustentabilidade das organizações são, dentre outros, motivos que nos incentivam a promover encontros e debates por todo o país”, explica João Paulo.
O último dia foi marcado por um debate sobre o futuro da profissão de captador de recursos, com Marcelo Estraviz e Marcio Zeppelini, presidente do Instituto Filantropia. Temas como fundos independentes, captação com eventos, grandes doadores, geração de renda e editais internacionais ainda foram abordados. O encerramento do evento contou com a apresentação da pesquisa da ABCR sobre o perfil do captador de recursos no Brasil e o lançamento do FLAC 2014, que acontecerá em Vitória, no Espírito Santo. Para a ABCR, as expectativas estão altas. “Para 2014, queremos aprofundar o modelo desenvolvido neste ano: ter um evento para um público estimado de 500 participantes, possibilitar que captadores dos mais variados tipos de organizações participem e, principalmente, continuar o processo de ter o festival como um momento para profundo debate sobre o financiamento das organizações da sociedade civil, trazendo casos e palestrantes que estão dentro das organizações, com suas experiências e dificuldade”, complementa João Paulo.

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