Pela Saúde da Mulher

Por: Thaís Iannarelli
21 Junho 2013 - 21h53

Luiza Brunet é embaixadora do Instituto Avon e atua em prol da saúde e dos cuidados da mulher.

Acho que todas as pessoas que são formadoras de opinião devem ter essa consciência, e abraçar as causas nas quais realmente acreditam, porque as pessoas só se deixam inspirar quando percebem que é de verdade“

Beleza e saúde caminham juntas para Luiza Brunet, atriz, modelo e empresária nascida em Itaporã, no Mato Grosso do Sul. Sua família era simples e, quando ela tinha 12 anos, foram ao Rio de Janeiro. Logo começou a trabalhar como babá, e depois como empacotadora em uma fábrica. Aos 16 anos, começou sua carreira de modelo, que decolou e a levou à fama. Na década de 1980, Luiza tornou-se um dos grandes ícones da beleza brasileira. Atuou ainda na Europa e realizou alguns papéis na televisão. Depois, investiu na carreira de empresária e lançou uma marca. Na área da saúde, levando a saúde e a beleza a sério, Luiza tornou-se embaixadora do Instituto Avon, que trabalha principalmente em duas frentes: prevenção do câncer de mama e contra a violência doméstica. Em entrevista à Revista Filantropia, Luiza fala sobre sua atuação na área social e sobre a luta pelos direitos das mulheres.

Revista Filantropia: Como embaixadora do Instituto Avon na causa do câncer de mama, como você descreveria a importância deste tema para as mulheres brasileiras? 

Luiza Brunet: Sou Embaixadora do Instituto Avon para todas as causas com as quais ele trabalha, e o combate ao câncer de mama é a ação mais conhecida porque nasceu com o Instituto Avon há dez anos. Mas o trabalho do instituto vai além e inclui, por exemplo, a campanha contra a violência doméstica. Sobre o tema do câncer de mama, posso falar como mulher, filha e mãe: é um assunto de enorme importância! Precisamos tratar disso com uma seriedade enorme porque todos os anos mais de 12 mil mulheres morrem por causa dessa doença no Brasil. Não dá para evitar o câncer, mas podemos, sim, dar mais acesso aos exames de detecção, principalmente à mamografia, e criar condições para a mulher ter o diagnóstico rapidamente e começar a ser tratada de imediato, se for o caso.
RF: Na sua opinião, qual é a importância do trabalho do Instituto Avon e das causas que ele defende?
LB: Considero o trabalho do Instituto Avon uma inspiração. Ele se baseia no fato de que a mulher merece ser bonita não só por fora, mas também por dentro. A Avon é uma empresa que realmente acredita que toda mulher merece ser linda, ter dignidade, viver em um ambiente de paz, se desenvolver e promover o desenvolvimento de sua família. Eu tenho enorme orgulho de fazer parte disso.
RF: Como você se envolveu com este trabalho?
LB: Minha relação com a Avon vem de longa data. Desenvolvi várias parcerias com a empresa, inclusive uma das fragrâncias mais famosas da Avon leva o meu nome! Em meio a essas parcerias, surgiram oportunidades de conhecer melhor o trabalho do Instituto e fui realmente me apaixonando. Isso ficou tão notório que um dia decidiram me convidar para ocupar este posto, o de embaixadora do Instituto Avon. Não pensei duas vezes, respondi sim na hora! Estou me esforçando para, juntamente com o Instituto Avon, levar à sociedade uma maior consciência de que é possível ter uma mulher mais bonita por dentro e por fora, respeitada e admirada.
RF: Em relação à violência doméstica, outro braço de atuação do Instituto, como você analisaria a situação da mulher brasileira neste cenário?
LB: Basta olhar algumas manchetes de jornais para ver quantas mulheres são agredidas em todo o país por seus companheiros, os homens que um dia elas amaram ou ainda amam. Isso, por incrível que pareça, ainda acontece. Gosto demais dessa campanha do Instituto Avon porque ela convida a sociedade a refletir, pede para todos se envolverem para que se quebre a barreira do silêncio que faz todos se calarem diante de um caso de violência doméstica, por acharem que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. A ideia é que as pessoas se envolvam sim, mas sabendo que se trata de um problema muito complexo, que envolve sentimentos, relacionamentos, filhos e tantos outros detalhes.
RF: Alguns anos atrás, o acesso à informação por algumas camadas da população era muito restrito, e hoje, com a amplitude de meios de comunicação e o alcance da internet, por exemplo, o acesso à informação é mais difundido. Você acha que com isso as mulheres estão mais conscientes em relação a temas como câncer de mama e violência doméstica, entre outros?
LB: Com certeza! Hoje as informações chegam de forma mais rápida a praticamente todos os lugares. Vemos uma maior conscientização sobre os direitos das mulheres de forma geral. Mas não podemos esperar as mudanças acontecerem no ritmo lento. Temos a missão de acelerar esse processo não só para a mulher mudar, mas para toda a sociedade mudar.
RF: Na sua opinião, qual é a importância de pessoas do meio artístico e de grande visibilidade na mídia se envolverem em causas sociais importantes?
LB: Ser conhecido é muito bom, a gente recebe carinho o tempo todo, fala com gente o tempo todo, e precisa ter consciência de que somos formadores de opinião. Se as pessoas me admiram, quero que saibam que eu não sou apenas a modelo conhecida ou a empresária. Sou uma mulher como todas as outras, mãe, filha, quero ter um companheiro bacana do meu lado, quero ser feliz e, principalmente, respeitada. Acho que todas as pessoas que são formadoras de opinião devem ter essa consciência, e abraçar as causas nas quais realmente acreditam, porque as pessoas só se deixam inspirar quando percebem que é de verdade. Por isso abracei as causas que têm tudo a ver comigo. E amo trabalhar por elas.

Sobre o tema do câncer de mama, posso falar como mulher, filha e mãe: é um assunto de enorme importância! Precisamos tratar disso com uma seriedade enorme porque todos os anos mais de 12 mil mulheres morrem por causa dessa doença no Brasil”

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