O voluntariado e os oito jeitos de mudar o mundo

Por: Revista Filantropia
01 Julho 2011 - 00h00

Em um período marcado pelo individualismo e pelas injustiças, uma solução que pode resgatar a autoestima e a felicidade das pessoas é o “fazer acontecer para alguém” por meio do voluntariado. Esse conceito não é novo, mas está em processo de ressignificação, pois hoje temos um voluntariado mais aberto para a promoção da cidadania responsável e para a construção do bem comum.
Uma das maneiras concretas de participar como voluntário é contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), da Organização das Nações Unidas (ONU), que também são conhecidos como os “Oito Jeitos de Mudar o Mundo”. E o que são os Oito Jeitos de Mudar o Mundo? Em 2000, ao analisar os maiores problemas mundiais, a ONU aprovou a Declaração do Milênio, um documento que reúne as várias metas estabelecidas nas conferências mundiais que ocorreram ao longo da década de 1990, propondo objetivos a serem atingidos até o ano de 2015.
Esta declaração deu origem aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, cujas metas, se alcançadas, certamente vão melhorar a qualidade de vida de todos os indivíduos. Realizar atividades voluntárias e contribuir para esses objetivos é, com certeza, uma forma de fazermos a nossa parte, de mudarmos a nossa realidade e a das pessoas que estão a nossa volta. ou seja, é nossa forma de mudar o mundo.
Os oito objetivos foram representados em ícones que ilustram as prioridades para a humanidade. Os ícones foram criados no Brasil e são usados em todo o mundo. Para essas prioridades, há algumas dicas sobre como é possível contribuir e participar:

  • Acabar com a miséria e a fome - realizar oficinas de orientação sobre alimentação saudável, reaproveitamento de alimentos ou criação de hortas comunitárias.
  • Educação básica de qualidade para todos - desenvolver ações para prevenção de evasão escolar, oficinas de reforço escolar e incentivo à leitura.
  • Igualdade entre os sexos e valorização da mulher - promover palestras sobre empreendedorismo e oficinas sobre geração de renda para grupos de mulheres e incentivar ações de apoio e denúncia nos casos de violência contra a mulher.
  • Reduzir a mortalidade infantil - informar a população sobre a importância do planejamento familiar, vacinação, orientar sobre o aleitamento materno e realizar atividades em creches.
  • Melhorar a saúde da gestante - promover encontros e troca de experiências entre gestantes, orientar sobre o pré-natal, organizar campanhas de esclarecimento.
  • Combate à Aids, à malária e outras doenças - incentivar e apoiar campanhas, realizar atividades culturais e educacionais em casas de apoio a pacientes portadores do vírus HIV, orientar o público sobre prevenção de doenças e os serviços de saúde disponíveis.
  • Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente - organizar campanhas sobre o consumo consciente da água e sobre cuidados com o meio ambiente, realizar oficinas de reciclagem e atividades sobre posse consciente de animais.
  • Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento - participar de projetos de desenvolvimento local, de campanhas de desarmamento e cultura de paz, de oficinas e palestras sobre direitos do cidadão e voto consciente, incentivar o voluntariado.

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