O leite materno é a maneira natural e adequada de alimentar o bebê nos primeiros meses de vida, apresentando muitas vantagens tanto para ele como para a mãe. Todas as sociedades médicas de Pediatria da Europa, dos EUA e do Brasil recomendam em primeiríssimo lugar o leite materno. Como mecanismo de sobrevivência dos mamíferos, a natureza fez com que ele tivesse todas as propriedades necessárias ao desenvolvimento dos filhotes.
O homem passou a consumir também o leite de outras fontes alimentares como as de origem animal (cujas mais conhecidas são o leite de vaca ou o de cabra) ou vegetal (leite de soja).
Exceto quando falamos no recém-nascido, sendo fundamental o leite materno, a criança a partir do primeiro ano de vida poderá consumir o leite orientado pelo pediatra ou pelo nutricionista. A partir daí, passará a consumir, até a fase adulta, o leite mais tolerado pelo seu organismo. Diante disso, podemos considerar de igual importância os leites de vaca, de cabra ou de soja, lembrando, contudo, que cada indivíduo pode se adaptar melhor a uma ou a outra fonte de leite. As propriedades nutricionais podem variar de um leite para outro em função de cada nutriente presente nos leites em questão, o que depende de alguns fatores externos e também dos fatores relativos à origem do leite. Na tabela, podemos observar um comparativo dos leites citados, quanto aos nutrientes presentes em sua composição:
O leite e, conseqüentemente, os seus derivados podem estar associados a processos de alergias ou intolerâncias.
As reações alérgicas podem ocorrer porque um de seus componentes pode ser alérgeno: vitaminas, cálcio, gordura. Portanto, é um cuidado que se deve ter ao se introduzir o leite de vaca já a partir do primeiro ano de vida dos bebês. Sintomas como diarréia, palidez, vômitos e urticárias podem ser sinais de alergia manifestada pela criança. Será mais difícil esse tipo de reação acontecer mais tarde, mas poderá ocorrer.
A intolerância pode aparecer em função do principal açúcar presente no leite, chamado lactose. A lactose, para que seja digerida e absorvida, precisa de uma enzima chamada lactase. Muitas pessoas apresentam deficiência dessa enzima intestinal e, então, a lactose não é utilizada adequadamente pelo organismo. Como resultado desse processo, temos os seguintes sintomas: cólicas abdominais, flatulência, ruídos intestinais e diarréia.
A maioria dos adultos com intolerância à lactose pode consumir pequenas quantidades dela sem apresentar os sintomas citados acima, sendo que ela é mais bem tolerada quando ingerida como parte de uma refeição e não separadamente. Entretanto, em crianças, a recomendação é a de exclusão total de alimentos que a contenham.
Devido à semelhança de sintomas, a intolerância é freqüentemente confundida com alergia alimentar ao leite de vaca.
Concluindo, nos casos de intolerância à lactose ou de alergia ao leite de vaca, os demais leites acabam sendo mais indicados ao consumo. No entanto, o leite de cabra ou o de soja também são recomendados e eles não precisam ser consumidos apenas nessas situações. Assim, como todos os outros alimentos, o leite também é um dos que deve ser variado. Intercalar o consumo de todos esses tipos de leite pode ser uma ótima opção, desde que a aquisição do produto seja favorável à instituição.



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