Serginho Groisman

Por: Paula Craveiro
01 Novembro 2007 - 00h00
Há anos na mídia, Serginho Groisman é um dos comunicadores mais queridos e respeitados do país. O segredo dessa conquista deve-se, em boa parte, ao fato de ser um dos poucos – único? – a dar voz aos jovens, um público nem sempre levado muito a sério.

Outra razão é seu engajamento com a área social. “Sempre que tenho oportunidade, estou envolvido com alguma causa. Gosto de estar aberto a participar de atividades de fins sociais e ambientais”, destaca o apresentador. Prova de seu interesse pelo setor é o programa “Ação”, apresentado nas manhãs de sábado na TV Globo.

Nesta rápida entrevista à Revista Filantropia, o jornalista e apresentador conta um pouco sobre sua carreira, sua ligação com o público jovem, sua atuação na área social e destaca, ainda, a importância do voluntariado para o desenvolvimento do país. Fala garoto!

Revista Filantropia: Conte um pouco sobre sua carreira, seus principais trabalhos e projetos.

Serginho Groisman: Tenho formação jornalística. Iniciei minha carreira de jornalista trabalhando em rádios e jornais. Depois, dei aulas em uma universidade, para o curso de Rádio e TV; e também fui coordenador de cursos. Já tive programas de rádio e dirigi a Rádio Cultura AM. Tive passagem pela TV Cultura, onde apresentei o “Matéria Prima”; e pelo SBT, com o “Programa Livre”. Atualmente, apresento o programa “Tempos de Escola”, no Canal Futura, e “Altas Horas” e “Ação”, na TV Globo. Também ministro palestras e escrevo para alguns jornais e revistas.

“A saída está na educação. Um povo educado saberá fazer melhor suas escolhas para o desenvolvimento do país”

Filantropia: Como você passou do jornalismo para um trabalho direcionado ao público jovem?

SG: Na verdade, eu não passei de um para o outro. No próprio jornalismo já trabalhava com jovens. Fiz esportes, mas também no colégio e na faculdade coordenava a área cultural. Depois, na Band FM, trabalhei em um programa voltado para esse público. Mais tarde, fui para a Rádio Cultura AM trabalhar com jovens no programa “Matéria Prima”, que posteriormente foi adaptado para a televisão. Então, a passagem do jornalismo para a televisão foi tranqüila.

Filantropia: Nesses anos à frente de programas voltados aos jovens, você certamente teve o papel de formador de opinião em diversas questões, como política e sexo – temas geralmente considerados “fora da realidade” para essas pessoas. Você tem consciência da influência que exerce sobre esse público?

SG: Para ser sincero, não acredito que influencie o público. A televisão é uma mídia muito dinâmica. Ela pode despertar a curiosidade, o que já é bom. Mas, de verdade, não creio que eu tenha influência sobre os jovens. Apenas tento despertar a curiosidade. A leitura, sim, transforma os jovens.

Filantropia: Você acredita que pessoas com elevado grau de destaque e credibilidade, como é o seu caso, têm a responsabilidade de contribuir socialmente e de serem bons exemplos ao público?

SG: Acredito que pessoas conhecidas têm o poder de, com seu nome e prestígio, alavancar algumas ações. Por isso, estou sempre aberto a participar de atividades ligadas a questões sociais e ambientais. Sou participante, por exemplo, do Greenpeace.

Filantropia: Como surgiu a idéia de fazer um programa voltado para a questão do voluntariado e da responsabilidade social (“Ação”)?

SG: O programa “Ação” nasceu como parte das comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil, em 2000, promovidas pela Rede Globo. Inicialmente, ele ficaria no ar até 22 de abril daquele ano, data do descobrimento. A idéia era mostrar que há muito o que fazer no Brasil, mas que também muitas coisas já estão sendo feitas. O “Ação” trata de arte, cidadania, educação, geração de renda e voluntariado. Ele fez tanto sucesso que vamos comemorar oito anos.

Não creio que eu tenha influência sobre o público. Apenas tento despertar a curiosidade. A leitura sim transforma os jovens

Filantropia: Qual a importância do voluntariado para você?

SG: O voluntariado veio para suprir as necessidades que o povo tem e que o governo não dá conta, por esse ou aquele motivo. E essa atividade cresce a cada dia. O mais importante é a consciência social que cada voluntário adquire com sua prática. Quem puder, deve sim ser voluntário.

Filantropia: Quando e como foi o início de sua participação na área social?

SG: Sempre tive motivações sociais. Tudo que fiz, no jornalismo, em rádio ou na televisão, foi desenvolvido a partir da idéia da criação de um Brasil melhor, de um Brasil mais justo. Essa tem sido minha motivação.

Filantropia: Atualmente, você está diretamente envolvido com alguma entidade ou projeto social?

SG: Ajudo algumas instituições (prefiro não citar nomes). Porém, mais do que ajudar financeiramente, o importante é você ter uma atitude de respeito e solidariedade às instituições, ONGs e Oscips, que merecem crédito pelo ótimo trabalho que vêm desempenhando.

Filantropia: Você acredita que a conscientização da população em relação ao social está aumentando?

SG: Sim, certamente. O voluntariado no Brasil, assim como em todos os outros países, cresceu muito e, junto com ele, a consciência social. Mas ainda estamos longe de ter um país com atitude nessa área. Crescemos dia a dia nesse sentido.

Filantropia: Você considera necessária a ligação da sociedade a entidades ou movimentos sociais?

SG: Evidente. Sem essa parceria, sem a troca de experiência de ambos os setores, o movimento social se enfraquece.

Filantropia: Para você, quais são os caminhos para melhorar a qualidade de vida da população?

SG: Na verdade, o caminho é um só: precisamos indiscutivelmente de educação. Temos problemas em todas as áreas e isso não é novidade a mais ninguém, mas a solução, no meu ponto de vista, está na educação. Não adianta apenas oferecer comida e cultura. Um povo educado saberá fazer melhor suas escolhas para o real desenvolvimento do país.

Filantropia: Você acredita que as políticas públicas sociais têm amadurecido nos últimos anos?

SG: Acredito que temos apresentado melhoras, sim, mas elas ainda insuficientes frente à tudo o que precisamos. A meu ver, uma das medidas mais urgentes e necessárias é a desburocratização do Estado. A demora nas metas das políticas sociais é um sério entrave.

Filantropia: Quais são suas perspectivas profissionais como pessoa pública e agente social?

SG: Quero poder participar ainda mais de ações e movimentos sociais e ambientais, e sentir que, com o meu trabalho, de alguma maneira, estou contribuindo para o despertar crítico
das pessoas, para sua conscientização.

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