Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

Por: Elaine Iorio
01 Março 2005 - 00h00

“Promover e estruturar o investimento social privado como um instrumento do desenvolvimento de uma sociedade mais justa e sustentável.” Essa é a missão do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), que desde 1999 dá apoio técnico a empresas, famílias e comunidades que queiram investir e atuar de forma estratégica e inovadora em suas ações sociais.

No início dos trabalhos do instituto, a falta de conhecimento de causa, ou de bons projetos relacionados a um tema, era problema recorrente do setor, bem como a dificuldade em estruturar projetos. “O objetivo do Idis é otimizar recursos financeiros e humanos, além de sensibilizar os atores da sociedade sobre a importância de planejamento, monitoramento e avaliação dos programas, que são intrínsecos ao conceito de investimento social privado e elementos fundamentais na diferenciação entre essa prática e a filantropia tradicional”, conta Marcos Kisil, presidente do instituto.

Segundo ele, o Idis foi criado com base nos valores de ética, eqüidade, transparência e criatividade. Esse último representa um elemento diferencial para a atuação do instituto, que está sempre em busca de novas áreas de atuação, metodologias e desafios. Para isso, conta com uma estrutura de atuação formada pelas seguintes áreas:

  • Núcleo de Capacitação
  • Investimento Social Familiar (Isfam)
  • Investimento Social Corporativo (Iscor)
  • Investimento Social Comunitário (Iscom)

 

Realizações

Em seis anos de atuação, o Idis é responsável por inúmeras realizações no Terceiro Setor, como o apoio à criação de 12 organizações de caráter corporativo, entre elas a Fundação Telefônica e os Institutos Camargo Correa, Votorantim e Avon. Também introduziu o conceito de investimento social familiar, que já estruturou quatro novos institutos.

Outra área de atuação é a organização de comunidades, que visa melhorar o aproveitamento dos recursos privados que são doados. Segundo Kisil, “o aparecimento de sete organizações comunitárias, chamadas de OFISCs – Organizações de Filantropia e Investimento Social Comunitário, representa para cada comunidade beneficiada um novo elemento catalisador da participação cidadã na construção do desenvolvimento comunitário”.


Planos e perspectivas

A fim de introduzir novas atitudes com relação ao uso dos recursos públicos, o Idis desenvolveu o conceito de Marketing Relacionado a Causas, no qual empresas “emprestam” seus brands (marcas) já conhecidos para causas sociais que necessitam da adesão da sociedade, como a campanha da Avon contra o câncer de mama, por exemplo. Por conta disso, o instituto mantém parceria com o Business in the Community (BiTC), entidade inglesa que desenvolveu conhecimento e técnicas a serem disseminadas na realidade brasileira.

Entre as próximas atividades estão a construção de redes sociais comunitárias e o portal de investimento social, uma forma de disseminar conhecimentos e práticas desenvolvidas por parceiros, clientes e comunidade internacional.

De acordo com Kisil, o Idis procura a cada ano se aprimorar e incentivar a troca de experiências por meio de palestras, seminários e encontros. “Hoje, ocupamos posição de destaque no setor, tendo já participado de inúmeros projetos empresariais, além de prestar consultoria a diversos projetos comunitários e familiares.”

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