Proteção aos direitos de crianças e adolescentes durante Olimpíadas

Por: Thaís Iannarelli
07 Junho 2016 - 14h47

Com a proposta de ajudar a evitar a violação dos diretos de crianças e adolescentes, que geralmente cresce durante megaeventos, como ocorreu na Copa do Mundo, em 2014, e certamente pode acontecer nas Olimpíadas do Rio, uma série de instituições se uniram para desenvolver o Projeto Rio 2016: Olimpíadas dos Direitos da Criança e do Adolescente.

A iniciativa tem a coordenação da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com cofinanciamento da União Europeia (UE) e parceria da organização Viva Rio, da instituição italiana ISCOS Piemonte, da Rede End Child Prostitution, Pornography and Trafficking (ECPAT França), dos municípios Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), além do apoio da Childhood Brasil, do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), da ECPAT Brasil, do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, do Cedeca-RJ, do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e da Rede Mercocidades.

Segundo Geraldo Luzia de Oliveira Júnior, vice-presidente de Esporte da FNP, a proposta do projeto é desenvolver várias ações de proteção integral da criança e do adolescente na prevenção de cinco violações: exploração sexual infantil; trabalho infantil; uso de álcool e outras drogas; crianças em situação de rua; e crianças perdidas e desaparecidas.

O projeto prevê ainda a capacitação dos 100 voluntários brasileiros e internacionais, prioritariamente afrodescendentes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, que terão a missão de informar e orientar os turistas, durante as Olimpíadas, a respeito do tema. Uma ampla campanha institucional será veiculada, em breve, via meios de comunicação. A proposta é sensibilizar a sociedade sobre o assunto, esclarecer a população sobre as violações mais recorrentes dos direitos das crianças e adolescentes em grandes eventos, especialmente nas Olimpíadas, e informar qual o fluxo de atendimento e órgãos que deverão ser acionados em caso de violações.

Fonte: Gife

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