Solidariedade em Cena

Por: Thaís Iannarelli
04 Maio 2015 - 20h30

Em cena e nos bastidores, ator Thiago Lacerda apoia a organização médicos sem fronteiras

thiago-lacerdaConhecido por seu trabalho como ator, Thiago Lacerda estreou na televisão em 1997, e depois participou de diversos seriados e novelas,
como Hilda Furacão, Terra Nostra e Páginas da Vida, na Rede Globo. Após conhecer de perto o trabalho da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), enquanto se preparava para interpretar um médico na televisão, Thiago passou a apreciar ainda mais a instituição e a colaborar não só como doador, mas também com sua imagem, veiculada nos vídeos institucionais da organização. Em entrevista à Revista Filantropia, Thiago conta sobre sua experiência e fala sobre a solidariedade do brasileiro.

Revista Filantropia: O que despertou sua atenção para começar a atuar na área social?
Thiago Lacerda: Eu acho que todo cidadão tem um compromisso. Minha disponibilidade para as questões sociais e humanas é uma disponibilidade de cidadão do Brasil, do planeta. Tenho prazer em utilizar o espaço que eu conquistei com meu trabalho, com meu amor, e devolver isso para as pessoas de alguma forma mais concreta. Acredito que algumas ações sociais e humanitárias, no caso do MSF, valem muito a pena pela estrutura que a organização tem, pela seriedade que a instituição imprime nas suas ações. Então, é um prazer enorme e muito gratificante poder devolver para as pessoas um pouquinho do espaço e da credibilidade que eu conquistei com meu trabalho. Fico muito feliz de me sentir parte deste processo que o MSF significa e representa.

RF: Como começou seu envolvimento com o MSF?
TL: Eu já conhecia a organização por outros meios, por ler muito sobre a instituição e por ouvir falar do trabalho que eles fazem, principalmente na África. Em uma ocasião recente fiz um trabalho, e o briefing do personagem passava pela questão humanitária. Era um médico que ficou expatriado durante um período da sua carreira, e então eu me lembrei da organização. Cheguei ao MSF muito com a intenção de trabalhar, de investigar, de fazer um laboratório específico para o papel. Lá dentro me deparei com a estrutura que eles têm, com a seriedade com a qual eles encaram a questão humanitária, com a história de ação ao longo do planeta, mais de 40 anos de dedicação à ideia de ajudar comunidades inteiras de pessoas que passam por dificuldade humana, social, ambiental, de saúde e tudo mais. E passei a perceber a importância de uma ação direta e efetiva como a deles. Assim, acabei me tornando doador sem fronteiras, e virei parceiro da organização com os filmes e com tudo o que a gente tem da campanha. É um prazer enorme, hoje sou um doador sem fronteira com muito orgulho e faço parte, de alguma forma, fazendo com que as pessoas ouçam falar um pouco mais, que se interessem um pouco mais pela organização. E de alguma forma eu tenho também um retorno da própria organização. As pessoas percebem no movimento uma via de duas mãos, e a questão humanitária tem me devolvido muita coisa ao longo desses anos. A gente doa e recebe em dobro, com certeza.

RF: A cultura de doação vem se intensificando no Brasil, nos últimos anos. A que você atribui isso?
TL: Acho que o que é determinante para esta questão do interesse é, na verdade, a possibilidade de as pessoas ajudarem. A economia do país evoluiu e melhorou bastante nos últimos 14 anos. Recentemente, nos últimos dois anos talvez a coisa tenha ficado mais difícil, ou mais instável, mas a verdade é que nos últimos anos a economia melhorou bastante. As pessoas conseguiram ter mais segurança em consumir e em ajudar. E a questão toda no Brasil é a confiança que a gente tem nas instituições. Eu mesmo tenho muito receio em doar dinheiro, por exemplo. Mas no caso do MSF, que tive a chance de ver o resultado, de estar lá dentro e conferir a seriedade com que eles trabalham, tive segurança em ajudar. Obviamente que o determinante para as pessoas se interessarem mais é a condição, a possibilidade financeira de pensar nisso.

RF: Você acha que o engajamento cada vez maior de famosos com interesses na área social pode ter contribuído para este avanço?
TL: Acho que a participação dos artistas sempre ocorreu, com as causas defendidas pela classe. É um fator importante para que as pessoas tomem conhecimento das causas, de certa forma, porque, afinal, temos acesso maior, por sermos públicos às pessoas. Mas o que determina mesmo é a questão econômica, a estabilidade, a segurança econômica do país e da população. Isso sem falar na natureza altruísta do brasileiro, que é um povo muito solidário. Então tem muita vocação para isso.

RF: Em um panorama geral, como você avalia o trabalho das instituições humanitárias ao redor do mundo?
TL: Os aspectos mais difíceis do planeta hoje em dia são os humanos. As questões humanitárias são as mais preocupantes, em minha opinião. A partir delas, desdobramos em todas as outras questões, inclusive a ambiental. Talvez as duas grandes questões do planeta hoje em dia: a humanitária e a ambiental. Então acho que o trabalho dessas organizações, como o MSF e outras, é fundamental, porque leva para realmente quem não tem condição de acesso coisas absolutamente fundamentais, como oportunidade, saúde alimento e água. Ou seja, são milhares de vidas que dependem de movimentos como esses.

Tudo o que você precisa saber sobre Terceiro setor a UM CLIQUE de distância!

Imagine como seria maravilhoso acessar uma infinidade de informações e capacitações - SUPER ATUALIZADAS - com TUDO - eu disse TUDO! - o que você precisa saber para melhorar a gestão da sua ONG?

Imaginou? Então... esse cenário já é realidade na Rede Filantropia. Aqui você encontra materiais sobre:

Contabilidade

(certificações, prestação de contas, atendimento às normas contábeis, dentre outros)

Legislação

(remuneração de dirigentes, imunidade tributária, revisão estatutária, dentre outros)

Captação de Recursos

(principais fontes, ferramentas possíveis, geração de renda própria, dentre outros)

Voluntariado

(Gestão de voluntários, programas de voluntariado empresarial, dentre outros)

Tecnologia

(Softwares de gestão, CRM, armazenamento em nuvem, captação de recursos via internet, redes sociais, dentre outros)

RH

(Legislação trabalhista, formas de contratação em ONGs etc.)

E muito mais! Pois é... a Rede Filantropia tem tudo isso pra você, no plano de adesão PRATA!

E COMO FUNCIONA?

Isso tudo fica disponível pra você nos seguintes formatos:

  • Mais de 100 horas de videoaulas exclusivas gratuitas (faça seu login e acesse quando quiser)
  • Todo o conteúdo da Revista Filantropia enviado no formato digital, e com acesso completo no site da Rede Filantropia
  • Conteúdo on-line sem limites de acesso no www.filantropia.ong
  • Acesso a ambiente exclusivo para download de e-books e outros materiais
  • Participação mensal e gratuita nos eventos Filantropia Responde, sessões virtuais de perguntas e respostas sobre temas de gestão
  • Listagem de editais atualizada diariamente
  • Descontos especiais no FIFE (Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica) e em eventos parceiros (Festival ABCR e Congresso Brasileiro do Terceiro Setor)

Saiba mais e faça parte da principal rede do Terceiro Setor do Brasil:

Acesse: filantropia.ong/beneficios

BAIXE GRATUITAMENTE
E-book Como começar uma⠀ONG

BAIXE GRATUITAMENTE

BAIXE GRATUITAMENTE
E-book 18 PASSOS essenciais para ajudar sua ONG

BAIXE GRATUITAMENTE

PARCEIROS VER TODOS