Fontes e Estratégias de Financiamento

Por: Sílvia Daskal
09 Junho 2016 - 03h57

 

No ano passado, tive a oportunidade de capacitar dezenas de hospitais filantrópicos do estado de São Paulo como uma das facilitadoras do Projeto de Captação de Recursos/Programa de Sustentabilidade das Santas-Casas do Instituto Para o Desenvolvimento do Investimento Social da Federação das Santas-Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Idis-Fehosp), e todas elas buscavam a diversificação de suas fontes de financiamento.

A escolha das fontes e das estratégias de financiamento mais adequadas para cada organização é parte desse processo.

<img src="https://www.filantropia.ong/images/RevistaFilantropia/RF75/cap-fontes-e-tabela.jpg" width="378" height="654" style="margin-left: 10px; float: right;" />Uma entidade pode receber doações de várias fontes: empresas, fundações, indivíduos e grupos comunitários. Os recursos também podem ser resultado de uma variedade de atividades, incluindo a apresentação de propostas de financiamento, eventos e verbas governamentais.

No processo de escolha das fontes de financiamento, o debate sobre com quem captamos recursos é um dos pontos iniciais. É fundamental para as organizações manter sua autonomia em relação ao doador, de forma que a missão e os objetivos da entidade devem orientar a política de captação de recursos, prevendo como será a relação com os financiadores, a gestão dos recursos e a prestação de contas.

Entre as diferentes fontes de captação de recursos, estão:

  • governos;
  • cooperação internacional;
  • institutos e fundações;
  • empresas;
  • indivíduos;
  • geração de renda;

Independentemente da origem dos recursos, o planejamento de seu processo de captação precisa ser claro.

Também é necessário ter em mente que a diversificação das fontes gera a sustentabilidade financeira das organizações. Uma organização nunca deve depender consideravelmente de uma fonte de recursos.

A dependência forte e, às vezes, exclusiva de uma fonte, como, por exemplo, a governamental, ilustra bem a situação de entidades que até o momento não se dedicavam a diversificar as suas fontes de recursos e que agora deparam com essa necessidade, para continuar operando normalmente.

Na estratégia de diversificação de fontes, as doações de indivíduos devem ser priorizadas, uma vez que captar recursos com pessoas traz dinheiro e também promove a organização, aumentando o apoio da comunidade.

Uma pirâmide representa o modelo ideal de captação: indivíduos com a diversificação da sua base de financiadores individuais e doadores em todas as categorias. Na base da pirâmide encontramos mais doadores com doações menores, enquanto no topo da pirâmide vemos menos doadores, mas contribuições mais significativas.

Cada fonte de recursos exige estratégias diferentes e uma estrutura, para que os resultados gerados sejam consistentes.

É importante que a atividade escolhida seja compatível com a organização, as capacidades e os talentos de seus funcionários e voluntários, com recursos financeiros e tempo disponíveis, bem como a imagem e o público que se quer atingir.

Para determinar quais serão as estratégias e as ações a serem realizadas, alguns pontos precisam ser considerados:

  • necessidade atendida, histórico, credibilidade, legitimidade da entidade;
  • nível de envolvimento e apoio das lideranças na captação de recursos;
  • investimento financeiro disponível;
  • experiência e habilidades dos envolvidos na captação de recursos;
  • histórico de sucesso da entidade na captação de recursos.

Também é preciso determinar os objetivos da captação de recursos, ou seja, sua meta financeira total e o prazo de captação. Uma vez estabelecida a meta total e definidas as estratégias de captação que serão utilizadas, faz-se necessário instituir as metas financeiras para cada uma das ações, compondo o plano de captação de recursos.

Essas orientações servem para qualquer organização que deseja estruturar a sua captação de recursos de forma estratégica, como aconteceu com os hospitais participantes do programa. Estes seguiram tais orientações, mas esses direcionamentos também se aplicam a qualquer organização que deseja estruturar a sua captação de recursos de modo estratégico.

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