Democracia no mundo em compasso de espera

Por: Instituto Filantropia
21 Junho 2013 - 22h21

A revista inglesa The Economist, por meio do seu braço de pesquisa, a Economist Intelligence Unit, realizou um levantamento sobre o estado da democracia no mundo. Esse estudo vem sendo realizado desde 2007 e aponta o avanço das liberdades civis e das eleições livres, entre outros critérios, em mais de 100 países de todos os continentes. A conclusão geral foi que, em 2012, a democracia não avançou nem regrediu. De um lado, as enormes manifestações sociais nos países árabes, que trouxeram esperança de avanço, parecem paradas no meio do caminho, tornando incerta a democratização naquela região do planeta. De outro lado, a Europa, cortada por uma profunda crise financeira, tem a credibilidade de suas instituições posta em dúvida pelos cidadãos dos diversos países afetados, cada um à sua maneira, pelos ajustes impostos pelos governos. A revista destaca, no entanto, que tem havido avanços desde que o estudo começou a ser feito. Hoje, metade da população mundial vive em países que adotam regimes democráticos em alguma medida. As cinco nações com as médias mais altas — e, portanto, avaliadas como “democracia plena” — foram, pela ordem: Noruega (9,93), Suécia (9,73), Islândia (9,65), Dinamarca (9,52) e Nova Zelândia (9,26). Com exceção do Uruguai, com média 8,17, e da Costa Rica (8,10), os países da América Latina classificaram-se entre as “democracias incompletas”. O Brasil teve média 7,12 e ficou no 44º lugar, empatado com a Polônia. O país foi muito bem nos critérios “processo eleitoral”, com nota 9,58, e em “liberdades civis”, com 9,12. São notas que o colocam no mesmo patamar dos países considerados “democracias completas”. Porém, não foi tão bem no critério “funcionamento de governo”, obtendo 7,5, por conta da pouca transparência nas contas e orçamentos públicos. O Brasil obteve notas consideradas muito baixas em dois critérios, que dizem respeito à mobilização da sociedade civil: “participação política” (nota 5) e
“cultura política” (4,38).
www.economist.com

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