Criação de Identidade

Por: Instituto Filantropia
05 Maio 2015 - 19h14

ENTENDA COMO A IDENTIDADE VISUAL PODE AUMENTAR A CREDIBILIDADE E O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES

Muitas empresas, instituições e organizações do mundo todo têm apostado em um elemento crucial, o qual contribui com a implantação e com o estabelecimento de suas marcas em longo prazo: a Identidade Visual. Antes tida como mais uma das diversas ferramentas utilizadas por campanhas publicitárias e de marketing, a identidade visual ganhou espaço em grandes empresas que procuram estar em evidência e ser lembradas pelo público.

A identidade visual de uma empresa é tudo o que representa a sua marca ou corporação, e é um importante recurso para que se alcancem os objetivos e metas traçados. Ela pode ir desde o logotipo até a criação de propagandas e sites, e justamente por esse motivo é muito importante ter cuidado na criação de cada um desses itens. No Terceiro Setor, a identidade visual é igualmente importante. Embora o viés comercial não esteja presente, esta ferramenta representa, visual e sistematicamente, uma ideia, um nome, um serviço ou o que quer que faça parte da causa envolvida.

LOGOTIPO

Esse conjunto de elementos geralmente tem como alicerce a criação do logotipo, que nada mais é do que um símbolo visual que se integra em códigos e cores, na tipografia, em personagens, personalidades, grafismos e quaisquer outros itens que possam reforçar o ponto de vista a ser transmitido através dessa imagem, como, por exemplo, o slogan ou as taglines.

A criação do logotipo ou do símbolo que consiga representar a assinatura da organização deve ser estabelecida por meio de um documento técnico nomeado pelos designers de ‘Manual da Identidade Visual’. Tal documento tem como função principal estabelecer normas e critérios técnicos para a propagação da marca em variados tipos de suportes, como gráficos (impressão) e eletrônicos (interface).

O logotipo é o principal símbolo da instituição. Mais do que uma função estética, tem como objetivo principal transmitir sua personalidade. Nele estão embutidos os valores e os conceitos a serem transmitidos. Para que um logotipo seja criado de maneira correta, é necessário que o profissional que vai realizar este projeto conheça a cultura da instituição e os princípios que a regem. É preciso ter em mente que o logotipo é algo duradouro, e será o primeiro elo entre a instituição e a sociedade.

A identidade visual reproduz a realidade, mostrando quem é a organização e a forma como ela atua. O manual da identidade visual possibilita aos beneficiários e aos stakeholders visualizar como a instituição será demonstrada em peças de comunicação, criando uma agradável marca e informando qual imagem a organização deseja transmitir.

COMPONENTES DA IDENTIDADE VISUAL

A identidade visual de uma organização se baseia em componentes primários, secundários e terciários. Os componentes primários são de fundamental importância para que o processo se desenvolva, e incluem:

  • Símbolo: sinal que substitui o nome de registro da empresa;
  • Logotipo: forma pela qual a empresa será registrada nas aplicações;
  • Marca: fusão entre o símbolo e o logotipo.


Já nos componentes secundários encontram-se:

  • Cores e alfabeto predominantes nas peças de comunicação.
    Não são componentes muito explorados, porém, carecem de atenção tanto no momento da escolha quanto na hora em que forem utilizados no projeto proposto, uma vez que contribuem para o procedimento de avaliação e fixação da marca na mente dos consumidores e clientes em potencial.

Por fim, existem os componentes terciários, que envolvem:

  • Elementos que complementam a marca e acessórios em geral.
    Exemplos: grafismos e mascotes.

POR QUE APOSTAR NA IDENTIDADE VISUAL DA ORGANIZAÇÃO?

É fato que atualmente o crescimento de ONGs relacionadas a diversos focos e campanhas tem abrangido o mundo todo. Tendo em vista a importância da imagem de uma organização para atingir determinado público, muitas delas têm investido em sua identidade visual.

O Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC) é uma entidade sem fins lucrativos cujo principal objetivo é garantir a crianças e adolescentes com câncer, dentro dos padrões científicos mais evoluídos, todas as chances possíveis de cura e tratamento que possam melhorar sua qualidade de vida.
Além de ser referência no desenvolvimento tecnológico e tratamentos avançados, desde sua fundação, em 1991, o GRAACC investiu com inteligência na identidade visual da instituição. Desde a formação do logotipo até a criação do portal na internet e uma página no Facebook, a organização mostra a preocupação em manter o foco e a essência da marca. Esse tipo de gestão prova que quanto maior a quantidade de canais disponibilizados por qualquer que seja o tipo de instituição, mais fácil será sua disseminação ao público.

Outro ótimo exemplo que pode ser mencionado, e que sempre fez uso notável de sua identidade visual, é a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente. Durante muitos anos, a instituição investiu em seu portal na internet, apostou em um logotipo forte e tornou-se marca registrada em todo o Brasil. A fundação é mantida por empresas, pessoas e organizações nacionais que lutam pela causa da criança e do adolescente. Seja direta ou indiretamente, mais de 5 milhões de crianças já foram beneficiadas pelo trabalho da organização.

logotipo

PROCESSO DE CRIAÇÃO DE IDENTIDADE

Existem cinco extensões a serem consideradas no processo de criação de uma identidade visual: emissor, mensagem, meios, contexto, usuário.

O emissor admite dois papéis: o de mediador e o de coautor. No primeiro caso, assume-se uma postura mais transparente e neutra na transmissão das ideias e dos conceitos representados pela instituição. No segundo caso, os gostos, opiniões e formação cultural do designer são perceptíveis pelo receptor.

As mensagens referem-se aos textos e imagens contidos no projeto. A maneira como algo é comunicado pode ser tão importante, ou mais, do que aquilo que de fato está sendo comunicado. O profissional deve saber trabalhar a transmissão através desses dois meios para que não ocorram ruídos e falhas na comunicação da mensagem.

Os meios englobam a utilização de materiais (papel, tecido, metal), ferramentas (tinta, computador, impressora) e técnicas (fotografia, pintura, recursos digitais) que contribuam para a divulgação da mensagem.

Para que seja possível avaliar o território onde será realizada a comunicação, é preciso considerar o contexto em que o receptor se encontra, seja este o contexto cultural, de classe, de linguagem etc.

Quando falamos do usuário, devemos ter em mente que mesmo que o emissor e o receptor compartilhem dos mesmos contextos, sempre haverá divergências dentro de um grupo. A função do designer é diminuir as diferenças geradas pela concepção dos usuários e abrir uma gama maior de significados para a mensagem.

Seja pela maneira inteligente e consistente da identidade visual, pela eficiência no processo de comunicação ou pela ousadia conquistada, as organizações do Terceiro Setor em geral possuem uma marca emocional que se expressa por meio da  utilização dos sentidos e emoções. Um bom design configura a base de tudo isso, e impacta diretamente na qualidade da identidade visual da instituição. A marca reflete o que a instituição é, sendo um lembrete diário sobre para onde ela deve ir.

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