Gestão De Pessoas Em Foco

Por: Paula Craveiro
07 Maio 2015 - 21h29

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Expansão das organizações sociais sinaliza boas oportunidades para aqueles que desejam ingressar no mercado de trabalho, além de grande possibilidade de profissionalização do setor

Nos últimos anos, o Terceiro Setor brasileiro passou por um relevante processo de crescimento. Segundo dados do estudo Perfil das Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (Fasfil), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) e o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), em 2010, no país, havia 290,7 mil entidades. Deste total, 5,2% representavam o total de 5,6 milhões de entidades públicas e privadas, lucrativas e não lucrativas, do Cadastro Central de Empresas (Cempre) do IBGE.

Entre 2006 e 2010 foi observada elevação de 8,89% nesse total, que passou de 267,3 mil organizações para o total computado no levantamento mais recente, de 2010.

ATUAÇÃO

Entre o total de organizações, 82,9 mil administravam, direta ou indiretamente, serviços ou rituais religiosos (28,5%); 44,9 mil atuavam na área de associações patronais e profissionais (15,5%); e 42,5 mil, no desenvolvimento e defesa de direitos (14,6%). Foi detectada, ainda, uma grande quantidade de entidades atuantes nos segmentos de assistência social, saúde e habitação, entre outras.

Ainda segundo o levantamento, a maioria das Fasfil está localizada na região Sudeste (44,2%), principalmente nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Na sequência estão as regiões Nordeste, com 22,9%, e Sul, com 21,5%.

MUDANÇA DE DIREÇÃO

A expansão vivenciada pelo Terceiro Setor indicou não apenas a participação mais efetiva da sociedade na adoção de medidas que, a priori, caberiam ao Estado, mas também apresentou-se como uma excelente oportunidade para aqueles que desejavam ingressar no mercado de trabalho, aliando competências profissionais à boa vontade e à disposição para fazer a diferença.

Para que o setor continuasse a crescer e a entregar bons resultados, as organizações sociais compreenderam que não bastava apenas o desejo de “mudar o mundo”, mas, sim, que era indispensável a adoção de uma postura mais madura e comprometida por parte tanto das próprias entidades quanto de seus profissionais e voluntários.

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Diante deste quadro, acirrou-se a competitividade das organizações por financiadores que viabilizassem o prosseguimento de suas atividades. As ONGs precisaram rever suas práticas de gestão e agir de maneira muito semelhante ao Segundo Setor. Para isso, foi necessária a implementação de processos e de práticas até então desconhecidas da maioria das entidades, mas que fossem capazes de gerar resultados mensuráveis.

grafico2Assim, dentre uma série de medidas, como a realização de planejamento estratégico e de ações de marketing voltadas para a captação de recursos, por exemplo, foram incorporadas ao cotidiano do setor práticas de gestão de pessoas (recursos humanos) mais consistentes, que deixavam de lado o caráter amador e, muitas vezes, familiar, que rondava a administração dessas instituições — estas, por sua vez, passaram a focar na atração e na manutenção de capital intelectual qualificado.

Essa nova postura representou um enorme ganho em termos de qualidade, uma vez que profissionais mais capacitados e completos, com conhecimentos de mercado, e não apenas da área social, passaram a integrar o quadro dessas organizações.

Contudo, essa evolução, evidentemente bastante positiva e salutar, pôde ser sentida com mais intensidade nas organizações sociais de grande porte, enquanto nas pequenas e nas médias essas iniciativas ainda engatinham – seja por desconhecimento de sua importância para o sucesso de uma entidade social, seja por acharem tais práticas dispensáveis em organizações menores.

FOCO NO CAPITAL INTELECTUAL

Para os próximos anos, um dos principais desafios que precisam ser enfrentados pelo Terceiro Setor é a seleção de mão de obra qualificada e compatível às suas necessidades reais.

“Apesar das peculiaridades do setor em relação ao mercado formal de trabalho, é necessário, para seu melhor funcionamento, que a entidade disponha de um departamento responsável pelo processo de seleção e de contratação de profissionais. O problema é que, ainda hoje, são poucas as ONGs que têm uma gestão organizacional que dê conta dos processos que envolvem a área de recursos humanos”, explica Esismai Medeiros Oliveira, especialista em Gestão de Pessoas e atuante no Terceiro Setor há mais de dez anos.

A cada ano, o setor passa a lidar com uma diversidade maior de profissionais. “No entanto, a dificuldade não está somente em selecionar o perfil adequado para a instituição, mas também em garantir, por exemplo, uma definição de cargos e salários, direito às leis trabalhistas (CLT) e oferecer planos de carreira, principalmente aos estagiários”, afirma.

“Para alcançar a excelência exigida e se fortalecerem, muitas organizações tiveram que definir de forma clara a sua política de recursos humanos, fazendo uma reestruturação em seu quadro funcional e dando início à profissionalização no Terceiro Setor”, comenta a especialista em Gestão de Pessoas.

BOAS PERSPECTIVAS

Estimativa do IBGE de 2010 apontava que o Terceiro Setor empregava formalmente cerca de 2,1 milhões de pessoas, além de funcionários informais e as instituições religiosas.

Embora não se tenham dados atualizados, é de se supor que este número tenha se elevado nos últimos cinco anos. Com isso, fica claro o grande potencial que o Terceiro Setor tem de absorver mão de obra qualificada.

Nas próximas páginas desta edição especial da Revista Filantropia, você, nosso leitor, terá a oportunidade de conhecer mais sobre as práticas de Gestão de Pessoas que vêm sendo adotadas pelas entidades do Terceiro Setor brasileiro, bem como aplicá-las à sua organização.

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