Expo Fome Zero

Por: Revista Filantropia
01 Março 2004 - 00h00
Brasil Socialmente Responsável

A primeira exposição organizada para a apresentação de iniciativas em apoio ao programa Fome Zero e ao desenvolvimento social foi marcante para o Terceiro Setor:contou com a apresentação de 138 empresas e instituições e a presença de 5 mil visitantes. O evento aconteceu em fevereiro no Expo Center Norte, em São Paulo, e teve grande repercussão, especialmente por parte da mídia. Uma das principais metas era esclarecer as intenções do programa do governo Lula, que ainda gera polêmica por ser taxado como assistencialista.

Na abertura, o presidente discursou sobre a erradicação da fome e declarou que o Brasil tem condições de resolver os problemas com os próprios meios, sem precisar de apoio externo. Segundo Lula, o país apenas sofre com a fome por desacertos históricos da política e pela má distribuição de renda. Assim, o Fome Zero surgiu para ser o provocador do combate à fome, unindo governo, ONGs, sindicatos e empresas. Ainda na cerimônia de abertura houve o discurso do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. Segundo ele, ter três refeições por dia não é somente uma expressão do presidente Lula, e sim desejo dos brasileiros.

A feira foi uma grande oportunidade para expositores divulgarem suas ações sociais e, ao mesmo tempo, promover parcerias, aproveitando que grande parte do público era de alguma forma ligada ao Terceiro Setor. A Revista Filantropia também teve sua participação, com presença num estande para divulgar a publicação. A mistura de grandes empresas conhecidas nacionalmente (como Telefônica, Petrobrás e Pão de Açúcar) com pequenas iniciativas vindas de todos os cantos do Brasil possibilitou não somente a integração, mas também o conhecimento umas das outras, o que dificilmente aconteceria sem o evento.

Além da exposição, houve ainda o Fórum Expo Fome Zero, que consistiu em um ciclo de palestras com empresários, jornalistas e trabalhadores do Terceiro Setor. No primeiro dia de palestras, Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos, falou sobre responsabilidade social. Acentuou que a situação do país tem chances de mudar se as prioridades da população, empresas e mídia se voltarem ao social. O assessor especial Frei Betto enfatizou o caráter de inclusão social do programa, citando também o Sede Zero, que consiste na construção de cisternas e no superaproveitamento da chuva: “Pensando bem, não faz sentido deixar a água da chuva ir embora”. Entre os palestrantes estavam também Viviane Senna, José Roberto Marinho, André Spitz (da COEP), Paulo Itacaramby (Instituto Ethos) e dr. Carlos Lessa (BNDES).

O fórum foi extremamente enriquecedor aos participantes, pois reuniu figuras ilustres e renomadas na área. Ainda serviu de palco de discussões e questionamentos sobre as atitudes que têm sido tomadas para o desenvolvimento social do Brasil.

A feira foi “mais que uma vitrine das ações de responsabilidade social em todo o país”, de acordo com Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras. O público visitante e os participantes puderam perceber que muitas ações estão realmente em prática, com a participação de todos os setores da sociedade em prol do bem-estar social comum do brasileiro, sem qualquer tipo de exceção ou exclusão.

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