Júlia Lemmertz: Espalhando o Bem

Por: Thaís Iannarelli
10 Novembro 2014 - 22h45

Atriz Júlia Lemmertz é embaixadora da ActionAid no Brasil  e colabora para divulgar e abordar a causa

Conhecida por atuações marcantes na televisão, no teatro e no cinema, a gaúcha Júlia Lemmertz já está no meio artístico há muitos anos, tendo estreado ainda criança, aos 5 anos, ao lado da mãe, Lílian Lemmertz. Desde então, atuou em diversas novelas — na mais recente, viveu a protagonista Helena, na trama Em Família, de Manoel Carlos. Também interpretou diversos papéis no cinema e no teatro ao longo de sua carreira.

Além do lado artístico, desde 2010 Júlia tornou-se embaixadora da ActionAid no Brasil. A ActionAid existe no país desde 1999, mas foi fundada em 1972 e atualmente já está presente em 45 países. O objetivo da instituição é trabalhar em parceria com comunidades e organizações locais para garantir o acesso das pessoas em situação de pobreza aos direitos de alimentação, educação, infraestrutura, equidade entre homens, mulheres, raças e etnias.

Em entrevista à Revista Filantropia, Júlia conta como conheceu a ActionAid e sobre outras atuações na área social.

 

Revista Filantropia: Como você começou a se engajar na área social e, especialmente, com a ActionAid?
Júlia Lemmertz: Eu sempre colaborei com algumas instituições que precisam de ajuda, com creches, com a Casa dos Artistas, o Médicos sem Fronteiras, como doadora regular. Isso também aconteceu com a ActionAid, e, em determinado momento, a instituição me procurou perguntando se eu não gostaria de participar mais ativamente, fazendo um filme sobre apadrinhamento, emprestando um pouco a minha imagem pública. Como eu já era doadora, aceitei, porque tinha gostado muito do trabalho deles e queria conhecer mais.

RF: O trabalho das organizações do Terceiro Setor no Brasil e no mundo é essencial para o desenvolvimento social. Como você analisa a atuação dessas instituições no Brasil e a importância delas?
JL: Acho fundamental que existam essas organizações. São muitas as carências e dificuldades em vários setores, como saúde, educação, moradia, emprego. Enfim, a ideia é que essas instituições somem esforços, já que sabemos que só o governo, com sua vontade política, não dá conta de tudo. Não conheço profundamente o trabalho de todas essas instituições, mas acredito na necessidade de sua existência para que cumpram com seriedade o seu papel de ajudar a dar uma vida mais digna a quem precisa.

RF: Há quanto tempo você atua como embaixadora da ActionAid no Brasil? E o que aprendeu com esta função?
JL: Sou doadora desde 2007, mas fui convidada em 2010 para ser embaixadora aqui no Brasil. Recebi uma carta da atriz Emma Thompson, que é a embaixadora internacional, e depois nos encontramos aqui e reforçamos o nosso compromisso. A minha função é divulgar e dar apoio às campanhas de mobilização, então, faço filmes de captação, visito projetos e converso com as pessoas que são apoiadas por eles. Dessa forma, consequentemente trago outros apoiadores.

RF: Em sua opinião, é importante que pessoas com visibilidade na mídia se engajem em projetos sociais? Por quê?
JL: Acho importante, na medida em que você tenha plena confiança sobre o lugar onde está se engajando e para onde está emprestando a sua imagem. É preciso ter responsabilidade, pois você pode influenciar beneficamente uma quantidade de pessoas que vão associar sua credibilidade àquele projeto.

RF: Como você avalia o desenvolvimento (em termos de área social) no Brasil nos últimos anos? Você acha que houve melhorias?
JL: Falando de projetos sociais, de ONGs, temos muitos exemplos de sucesso e alcance junto às comunidades. Falando do que eu conheço, vejo inúmeras melhorias e conquistas nos projetos apoiados pela ActionAid, mas são muitas as necessidades. O diálogo com o governo é importante, então, as comunidades mais organizadas e com poder de lutar pelo seu desenvolvimento vão mais longe; outras precisam de mais atenção e apoio. É um trabalho sem fim, ou melhor, deve ser um trabalho conjunto de todos para que, um dia, essa desigualdade tenha um fim.

RF: Se você pudesse escolher uma prioridade (em termos sociais) dentre as carências que requerem investimentos no Brasil, qual seria?
JL: Educação. Sem informação, esclarecimento, discernimento, organização e clareza, ou seja, o saber que só a educação dá, ninguém consegue saber realmente sobre seus direitos e deveres como cidadão, almejar uma vida melhor. Sair da ignorância é poder exercer sua cidadania.

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