Diferentes Formas De Captação De Recursos Para ONGS

Por: Tahiana D’egmont
07 Outubro 2015 - 12h50

Para não prejudicar e, talvez, até paralisar seus projetos sociais, muitas ONGs estão diversificando a forma como captam doações – já que os recursos vindos de empresas ou governo estão cada dia mais escassos. Devido a este novo cenário, as ONGs passaram a não mais esperar por doações, mas irem atrás do doador para pedir doações.

Antes, as organizações dependiam quase que exclusivamente de um grande doador (geralmente, uma empresa), que, muitas vezes, sustentava todos os seus projetos sociais. Mas, devido à queda no valor doado, a partir de 2007, as ONGs decidiram focar na captação de recursos de pessoas físicas – à época, impulsionadas pelo aumento da renda média da população brasileira.

É sabido que o povo brasileiro é bastante solidário e gosta de contribuir com causas com as quais se identificam. Mas, ele precisa ser procurado pelas ONGs; precisa conhecer e entender sobre o projeto social que ela realiza e, assim, doar. Resumindo, as ONGs não devem mais esperar por doações, mas ir atrás do doador e pedir doações. E essa transição na forma com que as ONGs se portam fez com que muitas profissionalizassem a captação de recursos e criassem equipes de Marketing e de Captação dedicadas a este fim.

Como é A Captação De Recursos

Captação de recursos não se limita apenas a pedir dinheiro. Os recursos podemos ser físicos (dinheiro, doações de roupas, móveis e produtos) e humanos (voluntários). Até por isso o termo “captação de recursos” vem sendo substituído por “mobilização de recursos”.

Por isso, antes de iniciar o seu projeto de captação, tenha em mente as necessidades da organização e qual a melhor forma de adquirir estes recursos. A captação de recursos, além de financiar o projeto social, promove a ONG. Por isso, planejar o antes, o durante e o depois do processo de captação é a chave do sucesso de qualquer trabalho. É preciso, por exemplo, manter um banco de dados com todos os doadores, saber se eles preferem ser voluntários ou realmente doar dinheiro, histórico de doações, de quais projetos eles já participaram como voluntários, entre outras informações.

E mais, é preciso interagir com a base de stakeholders da sua ONG. Se as pessoas passaram a participar, isso significa que se interessaram pela causa que sua instituição defende. E, ao realizar alguma ação, é importante prestar contas e mostrar para seus membros o que foi feito com o dinheiro. Fazer com que os membros participem da sua ONG, dos seus projetos, gera melhores resultados.

Formas De Captação De Recursos

Pessoas

As pessoas precisam ser motivadas a doar. Para que esta ação seja frequente, é necessário que as organizações criem um vínculo com o doador de forma gradativa: apresentando o trabalho, as transformações realizadas na vida das pessoas ou animais assistidos e projetos futuros. Convide o doador a fazer parte da instituição.

Instituição

Os colaboradores da instituição devem ser as pessoas mais engajadas em seu projeto de captação. Eles conhecem com propriedade a ONG e são os mais capacitados para “vender” o projeto social e captar ainda mais doadores. Peça que eles falem sobre o projeto de captação para seus familiares, amigos e contatos; compartilhem sobre a instituição nas redes sociais; e disseminem para o maior número de pessoas os projetos e necessidades da ONG.

Venda de produtos ou serviços

Esta é uma das formas de captação mais utilizadas pelas organizações, já que os produtos podem ser confeccionados pela própria instituição, através de Oficinas de Arte e projetos para a comunidade. Com isso, muitos talentos podem ser descobertos e aproveitados em prol da própria ONG, já que, em alguns casos, o produto confeccionado, além de ser vendido, também pode ser utilizado internamente, minimizando os custos internos da instituição.

Eventos

O evento é uma ótima forma de promover o trabalho da instituição, arrecadar recursos e integrar a comunidade. É preciso que os colaboradores e voluntários do evento estejam motivados, entusiasmados e comprometidos para que a ocasião seja um sucesso. Todos devem estar envolvidos, desde os líderes até os voluntários.

Os eventos podem ser realizados em datas comemorativas ou criados de acordo com a necessidade da ONG e da comunidade. Mas, seu planejamento deve ser feito com meses de antecedência, a fim de que haja tempo suficiente para organizar todos os detalhes, divulgar e entrar em contato com o maior número de doadores possível.

Mala Direta / Telemarketing

Esta é uma das formas de captação mais antigas utilizadas pelas organizações. Mas, é preciso analisar detalhadamente o tipo de abordagem e como será o contato com os doadores. Para cada projeto social é necessário utilizar uma abordagem diferente. No primeiro contato, pode-se utilizar a mala direta, pois é uma forma menos invasiva: é possível apresentar rapidamente a missão da ONG. Já o telefone é mais indicado quando o doador possui conhecimento prévio sobre a ONG, ficando, então, mais fácil conseguir captar.

E-mail marketing

Esta é a forma mais rápida de impactar um número grande de doadores, e também o que geralmente possui o resultado em captação quase imediato. Porém, é necessário criar um vínculo com o doador. Envie e-mails períodicos informando sobre os projetos sociais da sua organização, o impacto e a transformação na vida dos assistidos e, claro, também peça doações. Não tenha receio de pedir, mas analise bem qual abordagem será utilizado. Como dito, os brasileiros são solidários, mas precisam ter confiança na causa.

Financiamento coletivo ou crowdfunding

Esta forma de captação se tornou tendência para diversas instituições do Brasil e do mundo. A organização cria uma campanha de captação em uma plataforma de crowdfunding e conta com a doação de centenas, ou até milhares, de doadores que se identificam com a causa. E o melhor desta ferramenta é que pode ser utilizada por ONGs com menos de dois anos de existência – tempo de maturação exigido pelo governo para solicitar recursos.

O crowdfunding é uma forma rápida e desburocratizada de arrecadar, e tem sido utilizado por ONGs grandes, conhecidas nacionalmente, mas também por instituições de menor porte. Recentemente, pela plataforma de crowdfunding Kickante, foi batido o recorde de captação para o Terceiro Setor no Brasil com R$ 436 mil captados pela campanha “Santuário Animal” através de mais de 6.500 doadores. A Kickante é detentora de outros três recordes do Terceiro Setor e a plataforma mais utilizada pelas instituições do Brasil.

Arrecadação face-to-face

Esta forma de arrecadação tem nome e origem no Terceiro Setor: é a arrecadação “face-to-face” (cara a cara, traduzido do inglês). Tem sido cada vez mais comum encontrar esta iniciativa nas ruas das grandes cidades do Brasil. São abordagens feitas por voluntários cujo objetivo é explicar à pessoa abordada a importância da causa defendida pela ONG, e perguntar se ela gostaria de se tornar um doador.

No Brasil, UNICEF, Médicos Sem Fronteiras, Fundação Abrinq e Aldeias Infantis realizam esse tipo de arrecadação, principalmente em São Paulo, mas aos poucos estão se espalhando pelo território nacional. “Antes do face-to-face, em 2009, contávamos com 3 mil doadores no Brasil; hoje são 40 mil”, exemplifica Victor Graça, gerente executivo de desenvolvimento institucional da Fundação Abrinq.

Porém, é preciso vencer a barreira da desconfiança, já que este tipo de doação deve ser feita via cartão de crédito do doador e, geralmente, o valor mínimo é de R$ 25,00.

Links: www.kickante.com.br

 

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