Destinos Sustentáveis

Por: Thaís Iannarelli
01 Novembro 2007 - 00h00
Praias, campos, montanhas, rios e belezas naturais intermináveis fazem do Brasil um país muito almejado pelos visitantes. Conhecer as Cataratas do Iguaçu, o Pantanal, a Chapada dos Guimarães, o Rio de Janeiro, a Bahia, os 7.000 quilômetros de litoral, enfim, todos os destinos fascinantes que existem de norte a sul são um convite a turistas brasileiros e estrangeiros.

O turismo é ferramenta essencial para o desenvolvimento econômico do país, possibilitando a geração de mais empregos e renda para a população. “O turismo sustentável não diz respeito apenas ao impacto da atividade econômica no meio ambiente, como muitos imaginam. Refere-se também às conseqüências dessa relação na qualidade de vida e no bem-estar da sociedade, tanto presente quanto futura”, explica André Iranzo Chamusca, gestor do Programa Bem Receber – Qualidade Profissional e Gestão Sustentável do Instituto de Hospitalidade (IH), em Salvador (BA).

Na década de 1940, surgiram os primeiros projetos de desenvolvimento comunitário com visibilidade para o turismo, cujo objetivo é capacitar a população local para receber os visitantes e preservar a região por meio da incrementação da produção de alimentos, da educação industrial e rural. Já a partir de 1964, com a repressão aos movimentos sociais, surgiu o contexto de integração social, que foca nos aspectos quantitativos do desenvolvimento.

Hoje, no mundo todo, o ramo do turismo emprega aproximadamente 270 milhões de pessoas. Somente no Brasil, 6 milhões de trabalhadores atuam nas áreas de hospedagem, agenciamento, transporte, alimentação, entretenimento e lazer. Um hotel cinco estrelas, por exemplo, tende a gerar centenas de ocupações, movimentando até 52 setores diferentes da economia. Daí a importância do turismo para o desenvolvimento econômico do país.

Segundo Chamusca, “a situação ideal é aquela em que a comunidade do entorno esteja positivamente envolvida, tanto nos processos produtivos (artesanato, agricultura de abastecimento dos meios de hospedagem, restaurantes etc.) quanto na prestação de serviços (guias de turismo, monitores ambientais, trabalhadores em estabelecimentos turísticos locais etc.). A população local deve se sentir parte da cadeia produtiva turística, percebendo os reais benefícios da atividade para sua qualidade de vida”.

Os dados impressionam: o turismo internacional somou US$ 733 bilhões em 2006, ou US$ 2 bilhões por dia, de acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT). As estimativas ainda mostram que o turismo representa aproximadamente 35% das exportações de serviços do mundo, e mais de 70% para os países em desenvolvimento. A previsão para 2020 é de que 1,6 bilhão de turistas viajem pelo mundo.

Informações do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) revelam que, em 2000, a indústria do turismo no Brasil correspondia a 4% do Produto Interno Bruto (PIB), gerando US$ 9,3 bilhões de receitas diretas com deslocamentos de 52 milhões de viajantes domésticos – o que manteve 6 milhões de empregos no país. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que, em julho de 2007, os turistas estrangeiros injetaram no país US$ 398 milhões. O valor é 21,97% maior que em 2006, quando entraram US$ 326 milhões.

Sustentabilidade

Com toda essa movimentação, o cuidado com o patrimônio e com a comunidade local tem preocupado os profissionais do setor. A expressão “turismo sustentável” começou a ser utilizada ainda na década de 1990, com a idéia de proteger o meio ambiente e a população que vive no local turístico. No 41º Congresso da Associação Internacional de Experientes Cientistas de Turismo, o turismo sustentável foi descrito como aquele “que mantém o equilíbrio entre os interesses sociais, econômicos e ecológicos”.

Depois disso, as discussões sobre o tema foram se tornando mais freqüentes. Em 1992, aconteceu a Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, com o intuito de discutir o turismo sustentável e o meio ambiente, especificamente; depois, na Espanha, foi publicada a Carta Mundial de Turismo Sustentável, com princípios para desenvolvê-lo em todo o mundo.

Em 2000, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a OMT apresentaram uma iniciativa que analisava as políticas de turismo sustentável e definiram a importância da área: “um desenvolvimento do turismo sustentável satisfaz as necessidades dos turistas atuais e das regiões receptoras enquanto protege e aumenta oportunidades no futuro. Assume-se que leva a um manejo de todos os recursos, de modo que necessidades econômicas, sociais e estéticas possam ser satisfeitas enquanto a integridade cultural, processos biológicos essenciais, diversidade biológica e sistemas de suporte da vida são mantidos”.

Segundo o Acordo de Mohonk, desenvolvido em um evento internacional realizado em 2000, nos Estados Unidos, que reuniu participantes de 20 países, “turismo sustentável é aquele que visa minimizar impactos ecológicos e socioculturais, enquanto promove benefícios econômicos para as comunidades locais e países receptores”.

Já em 2006, quando foi realizado em Quito, no Equador, o 1º Seminário Regional da OMT sobre Ética e Turismo, falou-se sobre a aplicação do Código Ético Mundial do Turismo, com a proteção do patrimônio natural e cultural como primeiro fim da sustentabilidade. Depois deste seminário, a OMT passou a recomendar aos governos que reconheçam a importância do comércio justo no turismo, favorecendo as comunicações locais, o acesso à produção, distribuição e venda de produtos locais.

Atualmente, no Brasil, há cursos de Turismo e Hotelaria e formação acadêmica para os profissionais da área, fazendo com que o turismo seja fonte de emprego e renda para a população e, ao mesmo tempo, uma área cada vez mais competitiva. Assim, o turismo pode, e deve, ser utilizado como meio de inclusão social, oferecendo capacitação e oportunidades de emprego, investimentos, receitas e empreendedorismo, porém, com responsabilidade e conscientização. O uso de práticas sustentáveis e éticas nos pontos turísticos é importante para que se tenha um desenvolvimento de longo prazo.

Em Florianópolis (SC), o Projeto Trabalha Juventude – Guias Mirins de Turismo, realizado pela Associação Florianopolitana de Voluntários (Aflov) em parceria com a Prefeitura Municipal de Florianópolis e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), é um exemplo disso e tem como objetivo capacitar o adolescente profissionalmente, tornando-o um guia mirim para atuar nos Postos de Informações Turísticas do município.

“Outros objetivos são favorecer o desenvolvimento individual e profissional do adolescente, gerando uma fonte de renda que contribua com o atendimento às suas necessidades básicas, além de valorizar os recursos histórico-culturais, fortalecendo o desenvolvimento turístico da Ilha de Santa Catarina”, explica a presidente da Aflov, Rosemeire Bartucheski Berger.

Além dos atrativos naturais da região, Florianópolis possui amplo patrimônio histórico-cultural, e o projeto procura levar os turistas para o centro, local não muito visitado, mas valorizado pela comunidade local. “A proposta do projeto é apresentar o centro ao turista, para que tenha conhecimento da existência destas opções de turismo e cultura”, explica Rosemeire.

Certificação

Criado pelo Instituto de Hospitalidade (IH), em parceria com o Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável (CBTS) e com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos, do Sebrae e do Ministério do Turismo, o Programa de Certificação em Turismo Sustentável (PCTS) tem como meta melhorar a qualidade e a competitividade das micro e pequenas empresas de turismo, a fim de estimular seu desempenho nas áreas econômica, ambiental, cultural e social.

“O PCTS contempla, ainda, ações no sentido de aumentar a participação do Brasil no mercado internacional, por meio de oportunidades de promoção comercial no exterior oferecidas às empresas. Assim, o programa visa apoiar os empreendedores de turismo a responderem aos novos desafios do setor e contribuírem para o desenvolvimento sustentável do país”, explica André Chamusca.

Desde 2003, o PCTS deu ênfase ao desenvolvimento, com ampla participação de toda a sociedade, de uma norma para os meios de hospedagem, especificando os requisitos mínimos relativos à sustentabilidade. Chamusca explica que a norma desenvolvida anteriormente, denominada “NIH-54: 2004 – Meios de Hospedagem – Requisitos para a Sustentabilidade”, foi utilizada como texto-base para a publicação de uma Norma Brasileira (NBR), no âmbito da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Conhecida como “NBR 15401:2006 – Meios de Hospedagem – Sistema de gestão da Sustentabilidade – Requisitos”, ela reiterou a representatividade do IH no cenário do turismo nacional.

A idéia da certificação busca a manutenção do equilíbrio entre os três eixos sobre os quais o turismo sustentável se apóia: suportável ecologicamente, viável economicamente e eqüitativo na perspectiva ética e social. “Em meados deste ano, o PCTS foi incorporado ao Programa Bem Receber, também iniciativa do IH e com o apoio do Ministério do Turismo e do Sebrae, que tem como diferencial oferecer às empresas participantes ferramentas de qualificação profissional para seus colaboradores”, conta Chamusca. A meta do Bem Receber é implementar um sistema de gestão sustentável em 565 meios de hospedagem de 30 destinos brasileiros até o final de 2008, qualificando 6.800 profissionais da área de hotelaria.

Mesmo sabendo dos avanços, Chamusca aponta as falhas ainda existentes no setor: “Há muito no que avançar, especialmente no que se refere a políticas públicas de regulamentação do setor, bem como melhorar a infra-estrutura existente hoje no país; leia-se saneamento, segurança, transportes, promoção etc.”.

Ponto forte brasileiro

Os principais pontos fortes do turismo brasileiro são a praia e o verão, principalmente no Nordeste. Mesmo sendo um pólo atrativo de visitantes, de acordo com o ranking do IBGE, a região é a que concentra os cinco estados com maior índice de miséria do Brasil. Alagoas é o primeiro colocado, com 44,44% da população vivendo nesta faixa. E, mesmo assim, o estado procura investir no turismo: já dispõe de 106 unidades hoteleiras, oferecendo aproximadamente 15 mil camas. A previsão é de que o ramo cresça 20% nos próximos anos. O segundo estado com maior índice de miséria é o Maranhão, com 44,23%, Piauí (40,08%), Pernambuco (36,77%) e Ceará (36,05%).

Porém, uma região de alta lucratividade procurada por turistas brasileiros e estrangeiros é a Costa do Sauípe, complexo turístico situado na Bahia, a 76 quilômetros de Salvador, que foi inaugurado no fim do ano 2000 e é composto por seis hotéis de alto padrão. A preocupação social com a comunidade local por parte dos empreendedores deu origem ao Programa Berimbau, que tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento da região do entorno, na linha da realização de um turismo efetivamente gerador de sustentabilidade econômica e social.

“O programa objetiva promover o desenvolvimento regional sustentável, reduzir desigualdades e criar melhores condições de vida para a população”, explica Beraldo Boaventura, gerente socioambiental da Costa do Sauípe. A construção do complexo também beneficiou as comunidades, com as ofertas de trabalho e melhorias da infra-estrutura em saneamento, eletricidade, água e transporte.

“O Berimbau oferece capacitações para a geração de renda e emprego, principalmente no desenvolvimento do artesanato, da agricultura familiar, da reciclagem de resíduos, da pesca artesanal e do turismo comunitário”, explica Boaventura. Há também o apoio a iniciativas de resgate da cultura local, como grupos de capoeira e rodas de samba, de valores efetivos da educação e de capacitação profissional para os jovens.

Para verificar a eficácia do programa, há avaliações periódicas de desempenho que contam com a participação das comunidades. “O objetivo é aperfeiçoar e identificar novas oportunidades, em um esforço contínuo para ampliar a ação”. Atualmente, há entre 1.000 e 1.500 pessoas da comunidade trabalhando no complexo; número que varia de acordo com a estação do ano e com o movimento dos hotéis.

Com o assunto meio ambiente em alta, outro ponto estratégico para o desenvolvimento do turismo no Brasil é a Amazônia. A ministra do Turismo, Marta Suplicy, pretende que os investimentos nos estados que compõem a Amazônia Legal – Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins – subam para R$ 100 milhões em 2008.

Mudanças climáticas

Durante o Fórum Econômico Mundial de 2007, em Davos, na Suíça, o turismo foi uma das temáticas discutidas pelos economistas, investidores e acadêmicos presentes. Isto porque as condições climáticas são fatores-chave para a escolha de um destino pelos viajantes. No geral, para todas as escolhas de destino, seja uma ilha tropical de temperaturas altas ou uma montanha para a prática de esportes de inverno, todas as atividades que acontecem ao ar livre são influenciadas pelo tempo.

A discussão girou em torno do fato de que o turismo é essencial para a economia de muitas comunidades pelo mundo, e, por isso, as mudanças climáticas são importantes e devem ser consideradas. Elas podem, por exemplo, modificar até o fluxo dos turistas, que deixam de ir a algum destino porque está mais quente que o normal, preferindo visitá-lo em outra época ou escolher outro local de temperaturas mais amenas.

Além disso, o medo de eventos extremos, como ciclones, terremotos, enchentes ou secas, também é prejudicial às comunidades que esperam os turistas, não só pelas conseqüências do momento como também pela imagem gerada na mídia e o impacto negativo na economia.

A conclusão da discussão no fórum foi a de que o turismo não pode ser visto isoladamente em relação às questões ambientais. Mudanças neste setor podem levar a impactos na economia e na área social, seja na empregabilidade, demanda de trabalho e políticas regionais ou nas acomodações, transporte e infra-estrutura. Os efeitos também influenciariam setores como agricultura, artesanato e pequenas empresas – negócios também importantes para o turismo.

Em Davos, também se concluiu que os próprios turistas podem colaborar para o problema climático, com o consumo de energia (ar-condicionado, luz, água, aquecimento), a liberação de gases que afetam a camada de ozônio e o uso excessivo de meios de transporte, tanto aéreos como terrestres. Por isso, a sustentabilidade do turismo também permeia a área ambiental. Existe a responsabilidade de minimizar estes danos, encorajando soluções que não prejudiquem o meio ambiente, como o uso de meios de transporte menos poluentes e a conservação de áreas naturais.

O que é preciso para ser uma comunidade sustentável

A sustentabilidade do turismo é fundamentada por um conjunto de sete princípios, definidos pelo Conselho Brasileiro para o Turismo Sustentável (CBTS), em discussão aberta com a sociedade. São eles:

1) Respeitar a legislação vigente

O turismo deve respeitar a legislação vigente, em todos os níveis no país, e as convenções internacionais de que o país é signatário.

2) Garantir os direitos das populações locais

O turismo deve buscar e promover mecanismos e ações de responsabilidade social, ambiental e de eqüidade econômica, inclusive a defesa dos direitos humanos e de uso da terra, mantendo ou ampliando, a médio e longo prazo, a dignidade dos trabalhadores e comunidades envolvidas.

3) Conservar o ambiente natural e sua biodiversidade

Em todas as fases de implantação e operação, o turismo deve adotar práticas de baixo impacto sobre o ambiente natural, monitorando e mitigando efetivamente os impactos, de modo a contribuir para a manutenção das dinâmicas e processos naturais em seus aspectos paisagísticos, físicos e biológicos, considerando o contexto social e econômico existente.

4) Considerar o patrimônio cultural e valores locais

O turismo deve reconhecer e respeitar o patrimônio histórico-cultural das regiões/localidades receptoras e ser planejado, implementado e gerenciado em harmonia às tradições e valores culturais, colaborando para seu desenvolvimento.

5) Estimular o desenvolvimento social e econômico dos destinos turísticos

O turismo deve contribuir para o fortalecimento das economias locais, a qualificação de pessoas, a geração crescente de trabalho, emprego e renda, e o fomento da capacidade local de desenvolver empreendimentos turísticos.

6) Garantir a qualidade dos produtos, processos e atitudes

O turismo deve avaliar a satisfação do turista e verificar a adoção de padrões de higiene, segurança, informação, educação ambiental e atendimento estabelecidos, documentados, divulgados e reconhecidos.

7) Estabelecer planejamento e gestão responsáveis

O turismo deve estabelecer procedimentos éticos de negócio, visando engajar a responsabilidade social, econômica e ambiental de todos os integrantes da atividade, além de incrementar o comprometimento de seu pessoal, fornecedores e turistas em assuntos de sustentabilidade desde a elaboração de sua missão, objetivos, estratégias, metas, planos e processos de gestão.


Os países que mais enviam turistas para o Brasil
Principais países de destino
Número de turistas
%
Ranking
Argentina
921.061
18,35
Estados Unidos
721.633
14,38
Portugal
312.521
6,23
Itália
291.898
5,82
Uruguai
290.240
5,78
Alemanha
277.182
5,52
França
275.913
5,50
Espanha
211.741
4,22
Paraguai
198.958
3,96
Inglaterra
169.627
3,38
10°
Chile
148.327
2,96
11°
Holanda
86.122
1,72
12°
Suíça
84.816
1,69
13°
Japão
74.638
1,49
14°
México
70.862
1,41
15°
Canadá
62.603
1,25
16°
Outros
820.849
16,35
-
Total
5.018.991
Fonte: DFP e Embratur/2006.

 

Turismo sexual

O turismo sexual é uma característica negativa do Brasil, principalmente no Nordeste – região que mais atrai turistas em geral. De acordo com a Pesquisa sobre o Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual (Pestraf), realizada em 2002 pelo Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria), o Brasil possui 241 rotas nacionais e internacionais de tráfico de pessoas, sendo que a maior parte se encontra nas regiões Norte e Nordeste, locais que mais concentram as pessoas de baixa renda do país.

No Norte, por exemplo, que concentra 43,2% da proporção de pobreza do Brasil, existem 76 rotas de tráfico, e no Nordeste, 69. O destino mais freqüente entre as brasileiras é a Espanha – o Brasil possui 32 rotas que levam até lá –, seguida da Holanda e da Venezuela. Outros destinos são Portugal, Paraguai, Estados Unidos, Suíça e Alemanha.

Os turistas que mais procuram o turismo sexual no Nordeste são os italianos e os portugueses, de acordo com estudo patrocinado pela Organização Mundial do Turismo (OMT) e conduzida por pesquisadores de universidades e ONGs. Os dados mostraram que o perfil encontrado para o turista que procura o sexo nas capitais nordestinas é: europeus de classe média, com idade entre 20 e 40 anos. Outro dado é que a maioria dos entrevistados não tem interesse em se relacionar com adolescentes – estima-se que o percentual de pedófilos seja inferior a 10% entre os turistas sexuais.

REGIÕES
Nº DE POBRES (X MIL)PROPORÇÃO DE POBREZA (%)ROTAS DE TRÁFICO
(nacional e internacional)
Norte
2.22043,276
Nordeste
18.89445,8
69
Sudeste
13.9882335
Centro-Oeste
2.46924,833
Sul4.34920,1
28
Brasil
41.91930,2241
Fontes: Pestraf – Banco de Matérias Jornalísticas / 2002: Relatórios Regionais da Pestraf, Departamento da Polícia Federal (DPF) – SAIP/CGMAF/DPJ/DPF – MJ – Brasília/DF e IBGE / 1999/2000.

Links
www.aflov.org.br
www.cbts.org.br
www.hospitalidade.org.br
www.turismo.gov.br
www.unwto.org

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