Cintia Pino: Conexão para a Sociedade

Por: Thaís Iannarelli
11 Novembro 2014 - 00h25

 

Rede social Horyou é direcionada a ações de desenvolvimento da sociedade

Reunir ideias nobres ao redor do mundo que se transformam em ação é o ideal da Horyou, rede social orientada para a atuação pelo bem comum. Cintia Pino, gerente de parcerias e relações com a comunidade da Horyou, em entrevista à Revista Filantropia, falou sobre a iniciativa, que representa uma nova filosofia na internet: colocar as mídias sociais a serviço de todos e do bem comum.
Para celebrar o encontro e a reunião de tantas iniciativas e países, a Horyou organizou o Social Innovation and Global Ethics Forum (SIGEF 2014), em Genebra, na Suíça, do qual o Instituto Filantropia participou. O conceito do evento é o de reunir indivíduos, organizações e personalidades com o intuito de explorar, definir e compartilhar novas ideias para criar colaborações efetivas para combater as necessidades da sociedade como um todo.
Revista Filantropia: Como você começou a trabalhar na área de comunicação direcionada às mídias sociais?
Cintia Pino: Na realidade venho da área de análises clínicas e saúde pública, especializada em medicina legal, então não tem muito a ver com a área da comunicação ou das mídias sociais. Sou imigrante, e quando cheguei à Suíça, há cerca de dois anos e meio, trabalhava em um restaurante, onde conheci o meu atual coordenador na Horyou. Ele percebeu que eu era comunicativa e proativa, e me convidou para trabalhar na rede social. Desde o início percebi a energia positiva do local e senti que esta ferramenta poderia ajudar a mudar o mundo de forma positiva. Comecei a trabalhar na plataforma antes de seu lançamento oficial, que ocorreu em dezembro de 2013. Por isso, passei pelo processo de tradução da plataforma para o português, e estudei as organizações não governamentais de Portugal e do Brasil, reunindo informações sobre elas. Depois, pude entrar em contato com elas para convidá-las a participar da Horyou.

Horyou

RF: E o que é, exatamente, a Horyou?
CP: A Horyou é a rede social que visa a reunir não só atos de solidariedade, que nós compreendemos ser as organizações não lucrativas, mas também as personalidades que lideram, dão exemplo e servem de fonte de inspiração pra humanidade, e que de alguma forma colocam sua imagem à disposição das organizações para lhes dar mais credibilidade, assim como às causas que elas defendem. Além disso, é útil para cada um de nós, como eu, como você, que querem se engajar na ação concreta, que querem mobilizar, partilhar conteúdo que tenha um significado, não só na área do humanitário, do meio ambiente, mas tudo aquilo que vai, de alguma forma, dinamizar o nosso mundo. Pode ser em toda e qualquer categoria, desde que faça avançar as coisas no domínio que representa.

RF: E como tem sido a atuação da rede social até agora?
CP: Na Horyou, temos a filosofia de manter o equilíbrio entre o mundo on-line o mundo off-line. Para nós, é importante o conceito da rede social, que as pessoas possam interagir. Achamos que as novas tecnologias vieram para fortalecer esta conexão, mas que de tempos em tempos nós nos perdemos no digital, e que negligenciamos o real. Por isso criamos o Social Innovation and Global Ethics Forum (SIGEF).

RF: E qual é o objetivo do SIGEF?
CP: É permitir que as pessoas se encontrem fisicamente, que possam se olhar, conectando-se na vida real. A ideia é reunir uma série de organizações não lucrativas, para as quais colocamos à disposição estandes gratuitos, e para as quais nós asseguramos a estadia até 5 membros aqui em Genebra. Temos as mídias de todo o mundo, há representantes do governo, membros da responsabilidade social empresarial, de empresas locais, nacionais e internacionais. Temos palestrantes internacionais, que vêm intervir nas nossas conferencias e workshops, e temos aquelas pessoas que promovem todo o apoio à solidariedade, ao empreendedorismo, ao humanismo, e às tecnologias construtivas e à ética em geral. Portanto, o SIGEF é a plataforma ideal para pensar o futuro, identificar os desafios do mundo moderno e responder traçando novas rotas para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável. É um convite aberto à reflexão, ao diálogo e à ação, e é um encontro que conecta as pessoas, que visa a aprender e a ensinar, e fazer imergir o conhecimento das necessidades sociais, simultaneamente criando colaborações sociais globalmente.

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