Comunicação eficaz é aquela que é compreendida

Por: Marcos Gross
09 Agosto 2013 - 23h34

A energia do fóton exprime-se por meio da frequência angular w=2p f, em vez de frequência f. Neste caso, em vez da grandeza h, usa-se, como coeficiente de proporcionalidade, a grandeza ħ, cujo valor numérico calcula-se pela seguinte fórmula:

Equacao

Você compreendeu essa mensagem?

Somente um estudante aplicado de física poderia entendê-la. É comum sentirmos – diante de um palestrante ou ao ler uma obra – não ter “captado” uma parte relevante do conteúdo transmitido. Faltam-nos conteúdos, informações e experiências; estamos com baixo repertório naquele campo do conhecimento. 

Não faltam comunicadores bem-intencionados no mundo. São milhares de cientistas, radialistas, jornalistas, vendedores, diretores, professores, executivos, estagiários e outros profissionais que tentam passar o seu recado no dia a dia e não são compreendidos por grande parte de seus interlocutores. Por que isso acontece?
O grande erro de quem se comunica é ignorar o repertório cultural e mental do ouvinte ao qual se dirige. Uma boa comunicação começa respondendo às seguintes perguntas: qual é o perfil sociocultural dos meus ouvintes? Que palavras compõem o vocabulário cotidiano dos destinatários? Que estímulos os deixarão motivados e que abordagens são compatíveis com seu grau de inteligência intelectual e emocional, a fim de que decodifiquem o que se quer transmitir?

O mundo corporativo ignora o fato. É comum observarmos diretores de empresas se dirigirem ao “chão de fábrica” com termos muito técnicos e gerenciais à moda de Harvard, esquecendo que, geralmente, o trabalhador possui um repertório simples e popular, por conta do pouco contato que tem com as leituras especializadas. O resultado é um sério gap de comunicação que cria desconexão entre a alta gerência e os colaboradores operacionais.

A linguagem adequada é aquela que está alinhada ao repertório cultural dos receptores. O mérito de programas populares da TV, como o Fantástico (que está no ar desde 1973), é a capacidade de falar uma linguagem básica que pode ser compreendida por qualquer brasileiro, do extremo norte do país ao Chuí (Rio Grande do Sul), dialogando simultaneamente com o executivo de São Paulo e o cidadão ribeirinho da Amazônia.

Então vai a dica: todas as vezes que for enviar uma mensagem a alguém, analise o perfil da pessoa que receberá sua mensagem. Verifique as palavras que utilizará e o vocabulário empregado. O comunicador que desprezar esses passos não estará dialogando, mas atuando em um verdadeiro monólogo. Fim da mensagem.

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