Comunicação e convivência social

Por: Bárbara Bressanin
04 Julho 2014 - 17h49

As relações humanas têm alicerce na troca de experiências e informações. Viver é relacionar-se. Novidade? Evidentemente que não.
Mas essa troca produzida pela convivência hoje ganha novos formatos, velocidades, intensidades. Tem na comunicação ágil e volátil sua característica principal, e transformou-se, em definitivo, em mais um código da pós-modernidade, componente intrínseco da revolução digital em curso.
Essa comunicação torna-se agente responsável pela propagação de ideias e pontos de vista que diferem entre si, confrontam-se e convivem calcados na inquietação desse ser humano como ser social, que constrói sua história paralela como sujeito de direitos e contribui para redesenhar a humanidade em âmbito geral.
A comunicação social estuda ­— a partir dos estímulos que recebe dos meios e veículos de comunicação em massa — o comportamento, a resposta e o reflexo do ser humano. Está presente na contemporaneidade como nunca antes pelas ferramentas oferecidas pela tecnologia, participando, instrumentalizando assiduamente o cotidiano do ser social, podendo informar, persuadir, entreter, educar ou alienar.
A relação comunicação e convivência humana, permeada pela faculdade pensante e errante dos seres envolvidos, requer para sua consolidação o crivo das leis, regras ou normas que organizam e sintetizam pontos cruciais desse fenômeno social. Sendo verdade que cada país ou território possui legislações diferentes que se adaptam à sociedade vigente, também o é que em todos os lugares do nosso hemisfério ocidental grassa o efeito histórico de uma resolução que soou candente naquele dezembro de 1948, ano ainda sob forte impacto do armistício da maior hecatombe da história humana, a segunda grande Guerra Mundial.
Essas legislações locais precisam estar conectadas para ver atendidas seus ideais, com os referenciais éticos-políticos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) em data acima citada. A Declaração aborda artigos que apontam a convivência pacifica e livre de pensamentos e opiniões divergentes, direitos à manifestação, acesso à informação, liberdade, igualdade e segurança como fundamentais para uma vida digna.
Ainda assim, os direitos humanos são violados e os atentados contra a vida afetam as relações mundo afora, tantas vezes manifestados por atitudes racistas, de segregação por religião, gênero, classe social ou orientação sexual, entre outras barbáries. Essas propiciam momentos de reflexão e questionamento sobre o grau de desenvolvimento a que chegamos, cabendo à comunicação de massa, do cotidiano ou coloquial ser agente indelével desse processo.
O impasse da atual sociedade, que se diz evoluída, encontra-se na dificuldade de conviver e aceitar as diferenças, seja pelo repúdio ou pela negação espúria da existência das diversidades.
Encontramo-nos em um momento no qual o ser humano mostra sua intolerância, comportamento que rege atitudes malévolas e reprimente das ideias de aceitação plena do outro, sua cultura, hábitos, fazeres e quereres. Esse conjunto de mentes não-receptivas aos tempos éticos do bem comum tem seus representantes na categoria que informa e comunica. Há a necessidade de expandir a tolerância das pessoas, de mostrá-las o diferente, que em nada interfere ou modifica suas vidas. Aos comunicólogos, predominantemente, esse papel já está atribuído.
Ao ter por característica marcante o frequente acompanhamento da sociedade, a comunicação é intrínseca dos problemas sociais. Entra como agente discordante e crítico às formas de intolerância e desrespeito às diferenças, uma vez que o divergente já se encontra entre os profissionais dessa área. Busca-se a interferência no pensamento discriminador, que ajuda a impulsionar e tornar mais complexos parte dos atuais problemas sociais. Para isso, lança mão de ferramentas dos diversos campos da comunicação. O marketing e suas vertentes já atuam como exemplo concreto e diário.
O marketing é campo da comunicação responsável pela troca entre o emissor e o receptor. Via de mão dupla que transpassa valores e é regido por um processo social de compreensão do público a quem são destinadas suas ações. Não se limita à venda de produtos e promoção de marcas: o marketing segue campos como a sustentabilidade e o social. Assim sendo, é comum que essa ferramenta seja utilizada em campanhas contra qualquer forma de violação dos direitos humanos, violência ou atrocidades que tomam maiores proporções ao serem divulgadas nos veículos de comunicação.
Por ser capaz de atingir maior número de pessoas em curto ou médio espaço de tempo, os meios de comunicação de massa se mostram eficazes na propagação de ideais não conservadores e avançados socialmente na luta contra o desrespeito, violência e omissão de direitos. Ainda assim, não bastam intervenções dos meios de comunicação de massa. É necessário que o sentimento de respeito possa partir da iniciativa própria, da formação subjetiva de cada cidadão que acredita na democracia e no estado de direitos constituído, seja por influência do convívio nas diversidades ou pela busca de informações prévias, para que não haja, assim, a formação de pré-conceitos.

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