Caminhada em Copacabana lembra Dia Nacional da Adoção de Crianças

Por: Thaís Iannarelli
25 Maio 2015 - 14h45

O Dia Nacional da Adoção de Crianças, comemorado no dia 25 de maio, foi lembrado neste domingo, dia 24 de maio, durante uma caminhada pela orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. O ato foi promovido pela Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, pelo Tribunal de Justiça do Rio e pela Assembleia Legislativa.

Uma das organizadoras, Barbara Toledo já adotou duas crianças e disse que crescer em uma família é um direito de todos. “Adoção é uma forma legítima de se tornar família e tem de ser protegida pela legislação e pelo Estado. Temos que despertar para o abandono das crianças nas instituições, que estão passando vários aniversários sem família.”

Mas a adoção não é uma tarefa simples, como mostram as estatísticas. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que, atualmente, o cadastro tem 33,5 mil pretendentes e cerca de 5,7 mil crianças aguardando serem adotadas, o que dá praticamente seis pretendentes para cada criança.

Um desses casos é o da trabalhadora doméstica Claudete Dias, que está esperando há oito meses na fila de adoção. Ela está na fila por uma criança parda com menos de 3 anos de idade. “É uma burocracia muito grande. Eu e meu marido passamos um pouco de vergonha porque o médico psiquiatra achou que nós não éramos capazes, porque eu estava com 49 anos de idade.”

Os grupos de apoio à adoção tentam estimular casais a adotarem crianças mais velhas. A advogada Dália Taiguara, de 44 anos, diz que não demorou na fila. Dália é casada com outra mulher e diz que o fato de as meninas terem duas mães não é o principal problema no trâmite da adoção. “Eu não demorei muito por causa do perfil [pretendido]. Em 2009 eu queria uma criança até 5 anos e fiquei um mês na fila. Já com a outra nem na fila eu fiquei, por causa da idade e da cor. Negra e 12 anos.”

O empresário Nagib Pachá Junior, de 62 anos, diz que no início ficou reticente com o processo de adoção, mas que, no final, mostrou-se feliz pela insistência da esposa: “Eu estou aprendendo junto com ele. Vale a pena. Bom para ele, muito melhor para nós.”

Este mês, o CNJ lançou uma nova versão do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). A expectativa é que, com o cruzamento de dados entre os pretendentes e as crianças de todo o Brasil, o processo seja mais rápido.


Fonte: Agência Brasil

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