Brasil, território de oportunidades para o Face to Face

Por: Alberto López Blanco
01 Julho 2010 - 00h00

O Brasil está na moda. O caráter do seu povo, sua localização geográfica e seu enorme potencial econômico fazem deste país uma oportunidade para empresários e empreendedores que encontram nele o cenário ideal para o desenvolvimento de novos projetos. Com a captação de sócios e doadores para ONGs não é diferente. Por isso, o futuro da atividade de captação de recursos no Brasil é otimista e conta com 50 milhões de possíveis doadores.

A captação de doadores mediante técnicas de Face to Face (F2F), ou cara a cara, começou a aparecer no país há alguns anos com números muito pequenos, quando algumas instituições optaram por esse meio de forma tímida e alcançaram resultados em pequena escala.

Como funciona o F2F?

O F2F, conhecido também como diálogo direto, significa buscar apoio de doadores individuais (pessoa física) que ajudam com doações regulares, normalmente mensais, contribuindo para o aumento do número de doadores e, assim, apoiando a sustentabilidade da organização.

É possível utilizar essa técnica para a captação de doadores individuais nas seguintes modalidades:

  • Street Marketing (na rua)
  • Door to Door (residencial)
  • Business to Business (comércio)
  • Stands (centros comerciais, metrô etc.)
  • Locais de trabalho (escritórios, fábricas etc.)
  • Eventos (esportivos, culturais etc.)

O Brasil é um país com enorme potencial em todos os setores econômicos; como não poderia ser diferente, é também em captação de novos sócios e/ou doadores. Em países como a Inglaterra, com um trabalho de mais de 15 anos com F2F e uma população em torno de 60 milhões de habitantes, mais de 20 milhões de pessoas – um terço do total – doam de forma regular a alguma instituição. Em 2009, conseguiram 700 mil novos doadores por meio do F2F.

Também é significante o potencial da Espanha, onde as pessoas que fazem doações regulares a entidades não superam os 2 milhões, quando o total da população está acima dos 40 milhões de habitantes. Porém, em 2009, mais de 300 mil novos sócios foram alcançados por meio do F2F, e esses números duplicam a cada ano.

Um país de possibilidades

A capacidade do Brasil em relação à população, economia, segurança e tecnologia deixa muito claro que este é o momento de trabalhar em captação de sócios individuais. As empresas, as instituições e os grandes doadores têm um limite de doação; porém, os sócios individuais têm um potencial incrível. Os possíveis novos doadores chegam a mais de 50 milhões – eles estão nos esperando e devemos buscá-los. Estou trabalhando nos preparativos de nossas campanhas de F2F no Brasil há quatro meses e posso afirmar que o cenário é o melhor possível, especialmente se comparado a muitos países do mundo.

Como não fazer F2F no Brasil quando, com essa técnica, é possível conseguir novos doadores que contribuem regularmente com as ONGs? É uma forma importante para ampliar o número de doadores, saber o que eles querem e como querem, fortalecer a imagem da organização e a possibilidade de um melhor conhecimento da marca.

O F2F é muito mais que uma técnica de captação de novos doadores. É, sobretudo, uma magnífica oportunidade para a sensibilização da população. O cidadão brasileiro acolhe com entusiasmo a presença de captadores, escuta e se relaciona pessoalmente de forma muito mais positiva do que diante de um e-mail ou uma página da internet. Vê o captador como alguém próximo, que tem coisas muito importantes para dizer.

As pessoas têm de ser sócias e doadoras de uma ONG, têm de apoiar, e nós estamos obrigados a mostrar os caminhos. É como se em um país só 1% da população tivesse telefone, e nós pudéssemos oferecer isso aos outros 99%, sabendo que não menos de 40% poderiam realmente ter um aparelho.

Quem pode fazer o F2F?

Qualquer instituição, seja qual for sua estrutura ou dimensão, pode fazer o F2F. Entretanto, é extremamente necessário que quem toma essa decisão esteja preparado e faça uma gestão muito profissional de todos os novos doadores. Visto que é realizada de forma externa e interna, essa técnica requer trabalho com uma boa base de dados, contando com uma gestão dos sócios e doadores, uma boa comunicação e a realização de cobranças regularmente. Por isso, na International Fundraising (IF) não queremos nos limitar a fazer captação. A experiência internacional fazendo F2F em diferentes países nos ensinou que o nosso papel começa no assessoramento.

É importante conseguir que as coisas sejam bem feitas desde o princípio, para que a empreitada de captação de sócios possa seguir o processo adequado e para que possamos tomar, conjuntamente com a instituição, as medidas que garantam doadores comprometidos, que queiram colaborar regularmente durante um longo prazo de tempo. É a hora de investir em F2F no Brasil e de fazer crescer as bases de dados de doadores individuais de todas as organizações, grandes e pequenas, que estejam preparadas para isso e apoiar a preparação das organizações que queiram crescer.

São muitas as pessoas deste país que querem ajudar o próximo. Existem inúmeros projetos em andamento no mundo todo dirigidos aos setores mais desfavorecidos, com os quais os cidadãos se sentem identificados e gostariam de poder contribuir de alguma maneira. Temos a oportunidade de fazer algo aqui e agora.

Não podemos perder tempo, deve-se começar já a trabalhar e estar preparados para enfrentar essa nova meta. Ânimo! Vamos sair em busca de toda essa gente que está nos esperando para que ajudemos as pessoas a serem mais felizes, e assim colaborar com quem realmente necessita.

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