ATUAÇÃO CONJUNTA

Por: Paula Craveiro
01 Janeiro 2011 - 00h00


Por muito tempo, o Terceiro Setor foi compreendido como sendo formado por grupos organizados de maneira descompromissada, com a finalidade de prestar auxílios pontuais aos necessitados. Hoje, embora ainda existam entidades que atuem dessa maneira (o que não faz com que tais ações percam seu valor), o setor encontra-se em um estágio mais avançado, sendo composto por organizações sólidas, membros altamente qualificados e especializados, e com missão e valores bem fundamentados.

Diante desse novo cenário de profunda profissionalização, surge a demanda pela criação de alianças setoriais estratégicas como meio de impulsionar e ampliar a abrangência das atividades dessas organizações.

Alianças no Terceiro Setor

Embora muitas instituições ainda encarem seus pares como concorrentes, uma vez que disputam recursos humanos e financeiros, inúmeras organizações não-governamentais, institutos e fundações têm optado pela realização de parcerias entre si para aumentar o alcance e o impacto de seus projetos.

Quando se pensa em atuar com parcerias na realidade das organizações sociais, logo emerge uma indagação entre os gestores: como manter uma aliança sustentável com outra instituição sem perder o foco e a identidade? Como atuar com parceiros diferenciados na maneira de ver e fazer?

“Parcerias devem fazer parte da estratégia de uma organização”, destaca Ana Maria Drummond, diretora executiva da Childhood Brasil. “Ao firmar uma parceria, a organização deve levar em consideração se essa aliança vai contribuir de modo significativo para que seus objetivos sejam plenamente atingidos. O mesmo é válido para o parceiro, que precisa ter suas expectativas atendidas em relação à outra entidade”.

Segundo Deborah Baesse, gestora do Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão (ICE-MA), outro ponto importante para que uma parceria dê certo e gere os frutos desejados é “ter escuta ativa e capacidade de lidar com as diferenças. A aptidão de desenvolver e administrar parcerias é fator primordial”.

Criando parcerias

Pensar na criação de uma aliança entre organizações pressupõe unir forças e competências em prol de uma causa. “Hoje em dia, a formação de parcerias tem muito a ver com a conjuntura internacional e a limitação de recursos”, comenta Lizete Prata, diretora executiva da Associação Mundaréu. “Para que ela ocorra, é de suma importância ter claro quais são os objetivos, o papel a ser desempenhado pelos parceiros, seus direitos e deveres ao longo do processo e, acima de tudo, jamais perder o foco. Isso contribui significativamente para a melhoria da performance das entidades”, assegura.
Segundo Cecília Hartmann Regueira, fundadora e diretora executiva do Instituto Hartmann Regueira, a principal finalidade das parcerias/alianças é potencializar ações e resultados. “Integrando esforços e competências, os parceiros podem fazer mais e melhor. Além disso, as parcerias são fontes de novos conhecimentos e novas aprendizagens. Nossa experiência mostra que parcerias bem construídas e bem geridas são marcadas pela relação ‘ganha-ganha’”.

Alessandra Françoia, coordenadora nacional da ONG Criança Segura, conta que “os principais benefícios de se realizar uma aliança residem no intercâmbio de informações e experiências que contribuem de maneira fundamental para a melhoria de nossos projetos e processos, e também para a promoção da prevenção de acidentes com crianças”.

A coordenadora de Comunicação da Fundação Pró-Rim, Andréia Jacopetti, complementa: “As parcerias nos permitem potencializar a captação de recursos, atender de maneira mais ampla e adequada aos públicos beneficiados pelas entidades, promover maior divulgação dos trabalhos desenvolvidos, obter mais representatividade, reforçar a credibilidade e fortalecer a filantropia como um propósito de ação social”.

Para Josiane Masson, coordenadora executiva do Artesanato Solidário (ArteSol), o cenário atual não permite a realização do “mais do mesmo”. “O momento exige inovações e transformações sociais reais. Firmar alianças é um caminho sem volta e os benefícios são inúmeros”.

“Com nosso projeto Espaços Lúdicos, o instituto reuniu forças com duas organizações de Coroadinho, em São Luís. A partir dessa experiência, provou-se que a capacidade de estabelecer parcerias bem-sucedidas aperfeiçoa o modo de fazer, representa estratégia de potencialização de resultados, aprendizagem e, até mesmo, de sobrevivência”, ilustra Deborah, do ICE-MA.

Do ponto de vista da Fundação Dorina Nowill para Cegos, “as parcerias firmadas pela organização, além dos benefícios já mencionados, proporcionam maior conhecimento das carências locais e maior facilidade de distribuição de livros para deficientes visuais”, conta Ricardo Soares, gerente do Livro Digital.

“Sem as parcerias existentes, não teríamos condições de atingir os mais de cem professores e 4 mil alunos com os quais trabalhamos hoje. Também não seria possível que o conhecimento e a experiência em relação à implementação e continuidade do projeto fossem transmitidos da associação para os professores da rede municipal”, explica Patricia Machado, diretora executiva da Associação Sequoia Foundation.

Impacto social

Questionadas sobre os resultados obtidos a partir da implementação das parcerias, as entidades fizeram sua avaliação.
Para Josiane, da ArteSol, o resultado foi bastante positivo. “Só temos a ganhar com nossas parcerias. Seja pelo maior impacto, alcance e inovações no campo social, seja nos âmbitos profissional e pessoal, nos quais ganhamos com as trocas técnicas e relações de amizade”.

“Em todas as parcerias que firmamos, tivemos a felicidade de obter resultados bastante positivos”, garante Alessandra, da Criança Segura. “Nossos parceiros, independentemente dos projetos executados, contribuíram muito para nossa causa e, temos certeza, a troca de informações e experiências foi de grande valia para todos”.
No caso da Fundação Dorina Nowill, Soares garante que houve ampliação do alcance. “Posso dizer, com segurança, que a disponibilidade e quantidade de livros digitais vêm aumentando e que a possibilidade de atender demandas locais ficou mais facilitada”.

O mesmo ocorre com a Fundação Lemann que, por meio de seus parceiros locais, conseguiu mobilizar um grande número de cursistas. Além disso, os parceiros auxiliam de maneira essencial a negociação com as secretarias municipais, ampliando, assim, o impacto da ação.

“A partir da nossa parceria com a Tekoha, que nos auxilia na comercialização dos produtos confeccionados pelos artesãos ligados à Mundaréu, conseguimos aumentar o número de vendas e, consequentemente, contribuir para a geração de renda desses profissionais”, comemora Lizete.

De acordo com Cecília, as parcerias têm gerado escala para os projetos desenvolvidos. “Nossos parceiros, além de suas competências específicas, fazem com que nossos projetos alcancem mais participantes. Eles criam condições para aumentar a capilaridade e a abrangência de nossas ações. Com o apoio da Oi Futuro, nosso PDG.Org On-Line alcançou organizações sociais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Espírito Santo e Distrito Federal”.
Andréia, da Pró-Rim, afirma que a fundação não foge à regra. “Nossos resultados têm sido muito positivos. Houve boa aceitação por parte de São Paulo. O impacto foi ampliado e sabemos que, ao longo da maturação da parceria com a Fundação Gol de Letra, será ainda mais. Um ponto importante foi o fortalecimento da credibilidade de ambas as entidades junto à comunidade. Além disso, outro ponto a ser considerado é em âmbito interno. Trata-se do conhecimento e do aprofundamento que cada entidade faz acerca do modelo uma da outra. Antes, a equipe do call center da Pró-Rim ligava para falar somente de saúde. Com a Gol de Letra, foi necessário um novo conhecimento e visão sobre um trabalho social voltado à educação”.

Sinal de alerta

É fato incontestável que a formação de parcerias é muito vantajosa. Entretanto, para que sejam realizadas conforme os anseios dos envolvidos e cumpram sua finalidade a contento, é preciso que se observem alguns pontos.
Ao selecionar um ou mais parceiros, é essencial que se analise se eles têm os mesmos padrões de controle e acompanhamento de projeto, por exemplo, uma vez que a parceria coloca duas ou mais instituições diferentes trabalhando em prol de um objetivo/resultado. Como em qualquer instituição, os direitos e responsabilidades dos envolvidos devem ser bem definidos e acordados entre as partes. Sem isso, a parceria não será produtiva.

“É importante destacar que os acordos firmados entre as organizações devem ser claros e objetivos, ressaltando qual o papel de cada parceiro, a estratégia a ser seguida, os valores de cada entidade e sua missão. Quanto mais transparente for a relação, maiores são as chances de sucesso da parceria”, pontua Ana Maria, da Childhood Brasil.

De acordo com Patricia, da Associação Sequoia Foundation, a revisão dos objetivos das entidades é outro fator de suma importância para parcerias de longa duração. “Devemos nos certificar de que as partes envolvidas estão satisfeitas com os caminhos do projeto. No momento em que um parceiro se sente prejudicado ou questiona os objetivos do projeto, este tem de ser revisado e rediscutido, ou a parceria perderá força”.

“Existem alguns pontos primordiais que precisam de muito cuidado, como a definição dos objetivos da parceria, a clareza dos objetivos peculiares de cada entidade e o alinhamento dos discursos. No início da parceria, tivemos muito cuidado em conhecer os propósitos de ambas as entidades, combinar uma linha de comunicação e processos posteriores que ocorriam. É preciso ter transparência nas ações, nas prestações de contas e na exposição de informações ao público. O planejamento e o conhecimento mútuo tendem a garantir ainda mais a credibilidade nos princípios, valores e conhecimento do público quanto à atuação prática das entidades parceiras”, conta Andréia.

Há ainda o risco de parcerias mal realizadas, conforme ressalta Cecília. “Parcerias mal construídas e/ou mal cuidadas têm riscos. Um deles é a anulação de um parceiro, ou seja, a perda de sua autonomia e identidade. Parcerias entre ONGs que não comungam propósitos e não definem claramente regras de convivência e corresponsabilidade podem gerar graves distorções. É preciso que as metas e regras sejam claras, e que isso seja pactuado e formalizado entre as partes. Não se pode construir uma boa parceria sem esse alicerce”.

A mesma opinião é compartilhada pela Fundação Lemann, que acredita que, ao criar uma parceria, a mesma deve ser pensada e repensada, de modo a gerar benefícios a todos os envolvidos. Isso inclui transparência nas ações e em todos os itens do acordo que será firmado.

Limites

Outro aspecto que merece atenção por parte das organizações diz respeito à definição de limites. Um parceiro pode, de alguma maneira, interferir na atuação tradicional do outro? Sim? Até que ponto? Não? Por quê?
“Isso não deve ocorrer, pelo menos não no sentido negativo de uma influência de uma instituição sobre a outra. Mas, em certos momentos, pode haver influência sim, desde que esta vise maximizar o potencial das organizações participantes da aliança ou parceria, beneficiando ambas nesse processo de mútua influência”, garante Rubén Pecchio, secretário executivo da Aliança Interage.

“Não diria interferir diretamente, mas, com certeza, as melhores parcerias modificam as entidades de alguma maneira. Trocando experiências, temos a possibilidade de perceber erros e acertos e corrigir nosso percurso”, explica Patricia, da Sequoia.

Na opinião de Ricardo Soares, não deveria haver tal interferência, mas ela pode ocorrer. “Os direitos e as responsabilidades devem estar bem definidos e a ideia é não prejudicar ninguém, mas sim aumentar a capacidade de atendimento prestado pela entidade e beneficiar seu público-alvo”.

Já Josiane, da ArteSol, acredita que “interferências são esperadas em toda aliança, principalmente nas atividades operacionais, porém, é importante que cada organização não perca de vista suas atividades tradicionais nesse processo para preservar sua essência”.

“Quando a parceria é bem-sucedida, as boas práticas de uma instituição podem influenciar e ajudar a melhorar o trabalho da outra. Essa troca pode ser benéfica para ambas”, garante Lizete, da Mundaréu.

Cecília completa: “a união, entendida como soma de forças para o alcance de propósitos comuns, pode trazer mudanças para as atividades tradicionais das organizações. E essas mudanças podem ser boas, como novas aprendizagens e conhecimentos. Mas também podem ser negativas, se acontecer a perda de identidade e autonomia de um dos parceiros. Para evitar esse tipo de situação, é preciso cuidar muito bem da parceria”, conclui.

Fusões

Parceria não é a mesma coisa que fusão. No primeiro caso, as entidades somam esforços, recursos e competências para o alcance de objetivos comuns, mas preservam suas identidades e seguem suas trajetórias com autonomia. Já na fusão, ocorre a união total das organizações filantrópicas, minando as atuais identidades, unindo inteligências, propósitos e recursos e criando uma nova entidade que englobe ambas.

Ao contrário do que ocorre com as empresas, que se unem visando ao lucro, as entidades filantrópicas, que não anseiam riquezas materiais, mas sim espirituais/sociais, volta e meia se questionam acerca da viabilidade jurídica de trilharem os mesmos caminhos das empresas capitalistas, quanto à mobilização de recursos para seus fins.

O advogado Marcos Biasioli, especialista em Direito do Terceiro Setor, cita o exemplo das Santas Casas. “Imaginemos, em termos práticos e objetivos, os efeitos de uma fusão entre as Santas Casas de Misericórdia, haja vista que há identidade de causas sociais, mão de obra técnica, insumos, suprimentos em geral, equipamentos e aparelhos médicos, administração (guardadas as devidas diferenças), nuanças técnicas etc. Outro exemplo prático seria a centralização da compra de medicamentos. O que poderia baratear o processo? E o aproveitamento médico? E o corte dos serviços terceirizados? E a unificação contábil e jurídica? E o volume de atendimento SUS?”, questiona.

Segundo ele, é de se imaginar o quanto se produziria de economia, sem falar na soma de inteligência diretiva, cujo valor agregado é incomensurável. “Cito, sem fazer juízo de valor, o caso da Santa Casa de Porto Alegre – que é um dos modelos de administração público-privado – e a acareamos com algumas outras Santas Casas radicadas nas demais capitais, que estão numa penumbra cinzenta”.

Ao trabalho social não falta boa vontade, tampouco voluntários. Também não há carência de pessoas em vulneração de risco social, ante os milhares que vivem na linha abaixo da pobreza, e, ainda, não faltam ideias e inspirações. O que faltam são os recursos para a manutenção da obra.

Quando se fala de elaboração de projetos sociais, muitas vezes falta até mesmo expertise para criá-los, associado à falta de recursos, o que torna a instituição, muitas vezes, dependente de doações. “A fusão, via de regra, não ocupa o espaço da genialidade do grupo diretivo, que apenas se vale de casos de sucessos para aplicar na obra, desprezando-se a via concisa da aliança da obra paradigma – o que enfraquece o projeto e retira do tutelado a força motriz do seu desenvolvimento”, afirma o advogado.

Assim, sob o ponto de vista econômico – recursos para elaboração, implementação e manutenção de projetos, principalmente –, não há dúvidas que a união de organizações do Terceiro Setor seria extremamente salutar. “Porém, cabe apreciar a viabilidade jurídica de tal processo. Para tanto, é importante estudar os institutos societários que possibilitam tal alteração”, orienta.

Segundo Ana Maria Drummond, da Childhood Brasil, esse tipo de ação (fusão) não é muito comum, tanto no Brasil quanto no exterior, uma vez que as parcerias costumam atender satisfatoriamente aos anseios das organizações que buscam apoio no desenvolvimento e execução de seus projetos. “Apesar do que vem ocorrendo no mundo corporativo, acredito que essa não seja uma tendência”, diz.

Exemplificando...
Em 2008, a União Brasileira de Cegos (UBC) e a Federação Brasileira de Entidades de e para Cegos (Febec), duas entidades representativas dos deficientes visuais no país, uniram-se. Dessa fusão, surgiu a Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), criada com o objetivo de conseguir maior representatividade e concentrar esforços na luta por seus direitos.
Outro exemplo, talvez o mais famoso, é a fusão realizada entre a Fundação Abrinq e a organização Save the Children, firmada em julho de 2009. O acordo que uniu as duas organizações proporcionará a ampliação da rede de programas de abrangência nacional, o que fará com que o número de crianças e adolescentes atendidos salte dos atuais 250 mil por ano, para aproximadamente 1 milhão até 2014, principalmente nas áreas de Educação, Saúde e Proteção Integral.

 

Links
www.artesol.org.br
www.childhood.org.br
www.criancasegura.org.br
www.fundacaodorina.org.br
www.ice.org.br
www.institutohr.org.br
www.mundareu.org.br
www.prorim.org.br
www.sqafoundation.org

 

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