Assistência Social Na Região Do Cariri

Por: Thércia Lucena Grangeiro Maranhão
07 Outubro 2015 - 13h21

Iniciei este artigo com a responsabilidade de tecer considerações sobre a Assistência na região do Cariri. Mas, de que região estamos falando? Como falar sobre tal intento sem destacar que esta é a terra do “padrinho” Padre Cícero do Juazeiro, dos Romeiros, de Galvão dos Oito Baixos, região da Chapada Nacional do Araripe, dos Caretas de Jardim, do poeta Patativa do Assaré, do artista Espedito Seleiro, da exposição do Crato, das “fotopinturas” de Telma Saraiva, o Crato que acolheu Bárbara de Alencar?

O Cariri Cearense situa-se na região sul do Estado e faz divisa com os Estados de Pernambuco, Piauí e Paraíba. Em sua macroextensão, é formado por 29 municípios, e devido a sua localização privilegiada, é berço da cultura, expressões artísticas e religiosas que fazem parte da história e imaginário próprio desta população. Por causa de inúmeros fatores climáticos, turísticos e religiosos, a Região Metropolitana do Cariri, formada de municípios centrais como Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato, dentre outros mais próximos, cresce em população, economia, investimento público e privado, mas também nas desigualdades econômicas e sociais.

O cenário da Assistência Social no contexto retrata a busca do afastamento de suas bases históricas e conceituais iniciais, como também a necessidade urgente de diferenciar, na prática cotidiana das instituições, a assistência do assistencialismo. A assistência implementa direitos e resgata a cidadania, enquanto o assistencialismo mantém a dependência e promove a pobreza.

A rede de proteção social articulada pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que regula as ações socioassistenciais com seus eixos e diretrizes, tenta fortalecer seus fios para que a malha esteja forte, sendo capaz de comportar tarefa tão pesada que perpassa pelo poder público, privado e a sociedade civil organizada. Todos os atores sociais estão comprometidos em seus papéis, a fim de promover a integração das ações e a qualificação do fazer multiprofissional, garantindo, assim, intervenções legítimas e contínuas.

Compreende-se que os equipamentos sociais e públicos ainda estão aprendendo a executar uma prática que supere problemas históricos, refletindo sobre indicadores e parâmetros que contemplem a singularidade de cada região, e tentando, ainda, pactuar a efetiva participação popular, fortalecer os conselhos e o controle social , como direito e dever de todo cidadão. O que falar, então, sobre as entidades de Assistência Social? Aquelas que desenvolvem e executam atividades de atendimento, assessoramento, defesa e garantias sociais?

Começamos, pois, esclarecendo a necessidade preeminente de apoio a estas entidades, para que, cientes de seu papel e responsabilidade, diante dessa rede, possam construir uma identidade pautada em fortes convicções, práticas humanas, aprendizagens que se complementem, favorecendo o protagonismo social com ações estruturantes dos saberes populares, em prol de uma gestão social sustentável e participativa.

Hoje, algumas instituições seguem lutando contra as dificuldades. Insistem em tentar promover ações significativas fortalecendo os vínculos familiares, através de intervenções contínuas e ações integradas. Dentre elas aponto a Casa Grande – Memorial Homem do Cariri, O Semeador, Nosso Lar, dentre tantas outras que reconhecem, em um espaço de construção comum, a melhor maneira de transpor o mal causado pela desigualdade e pela exclusão.

*Psicóloga, especialista em Gestão do Trabalho na Saúde e Gestão de Pessoas. Professora da Faculdade Leão Sampaio, Juazeiro do Norte/CE.

 

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