App revela distância entre multimilionários e cidadãos comuns

Por: Thaís Iannarelli
28 Julho 2016 - 13h16

Quantos anos um trabalhador comum levaria para alcançar os rendimentos mensais de um multimilionário em seu país? No Brasil, por exemplo, um cidadão que vive sozinho e tem renda mensal de um salário mínimo (R$ 880,00) precisaria trabalhar 43 anos para obter o mesmo rendimento recebido por mês pela classe mais afortunada da população. A conta também pode ser feita ao contrário, quando se descobre que um multimilionário gastaria menos de 1h30 para receber os R$ 880,00 que aquele assalariado recebe em um mês inteiro. Esses cálculos foram produzidos a partir da Calculadora da Desigualdade, um aplicativo digital desenvolvido pela Oxfam em parceria com a agência digital de jornalismo investigativo Ojo Público. A ferramenta compara os rendimentos mensais de cidadãs e cidadãos em 16 países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil. Quem quiser conhecê-la e entender mais sobre sua metodologia poderá acessar o site www.oxfam.org.br/calculadora.

Baseado no estudo da Oxfam "Privilégios que Negam Direitos", a calculadora usa números dos relatórios da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, das Nações Unidas (Cepal), do Credit Suisse Global Investment Returns Yearbook, do World Ultra Wealth Report, além de outras fontes, como os índices de inflação locais. Na calculadora da desigualdade, a Oxfam calculou o retorno médio anual da fortuna de um multimilionário de cada país para compará-lo com o rendimento médio das pessoas de outras faixas de renda. O resultado mostra a extrema concentração: um multimilionário da América Latina ganha, por ano, 4.846 vezes o que recebe uma pessoa que está no grupo dos 20% mais pobres da região.

Entre as medidas propostas pela Oxfam estão:

- Promover a igualdade econômica das mulheres e seus direitos.

- Garantir de que haja condições e salários dignos para trabalhadores e trabalhadoras e reduzir a distância das bonificações dos executivos.

- Promover a diversificação da economia.

- Implantar uma política pública que dê prioridade à proteção social eficaz, com serviços públicos universais, de qualidade, especialmente em educação e saúde, com acesso à água e saneamento.

- Controlar a influência de elites poderosas.

- Realizar reformas para aumentar a capacidade fiscal dos Estados, de uma forma justa e equitativa.

- Adotar medidas progressistas em relação aos gastos públicos para combater a desigualdade.

- Acabar com a era dos paraísos fiscais.

Fonte: Oxfam

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