Luciano Huck

Por: Thaís Iannarelli
01 Novembro 2004 - 00h00

Sucesso entre os adolescentes, Luciano Huck apresenta todos os sábados um programa de entretenimento que atrai milhares de telespectadores pelo Brasil. Apesar da agenda atribulada, a preocupação em ajudar o próximo tornou-se uma de suas prioridades.
A idéia existe desde 2003 e a inauguração do projeto que pretendia capacitar jovens carentes para o mercado de trabalho da área de produção para TV e cinema já aconteceu em 2004. Com o nome Instituto Criar de TV e Cinema, o projeto selecionou cem jovens entre 15 e 24 anos para participar de cursos técnicos como cabelo e maquiagem, cenografia, computação gráfica, produção, edição, figurino, operação de áudio e vídeo, operação de câmera, operação de luz e roteiro. Além disso, há palestras e workshops com famosos do ramo.
A principal intenção do instituto é viabilizar estágios para os alunos em empresas ligadas à área, pois o curso, oferecido em um “estúdio-escola”, proporciona experiência e abre portas para futuros empregos. Em entrevista à Revista Filantropia, Luciano Huck explica mais detalhes sobre o projeto.

Revista Filantropia: Como surgiu a idéia de criar o instituto?
Luciano Huck: Nesses últimos dez anos, trabalhei muito pela minha carreira e achei que estava na hora de devolver um pouco disso para a sociedade. Durante uma gravação do meu programa, me dei conta de que existiam cerca de 70 profissões diferentes envolvidas. A área audiovisual oferece um manancial de oportunidades, todas com formações técnicas. Desde então, há três anos trabalho a idéia do Instituto Criar de TV e Cinema.

Filantropia: Como o projeto começou a ser concretizado?
LH: Ano passado contei a um amigo que tinha a idéia de montar uma ONG que tivesse como objetivo capacitar jovens de baixa renda em profissões ligadas ao cinema e à televisão. Até aquele momento era apenas uma idéia. De repente, ele sacou um talão de cheques e me confiou R$ 50 mil. Tive a sensação de que minha responsabilidade na vida havia aumentado 50 mil vezes. Saí de lá com um novo desafio. Hoje, tenho a certeza de que esse amigo mudou a minha história e meus objetivos.

Filantropia: Quais foram outros meios utilizados de captação de recursos?
LH: Fizemos, por exemplo, o leilão de lançamento do projeto onde leiloamos oportunidades inalcançáveis, como um almoço com a Ana Maria Braga, uma partida de golfe com o Ronaldinho, um jantar com Rodrigo Santoro, entre outros. A meta era arrecadar recursos para a construção do estúdio-escola, sede dos cursos do instituto. O resultado foi surpreendente: arrecadamos R$ 1,5 milhão em duas horas, que foram destinados à construção do estúdio-escola.

Filantropia: Como é feita a seleção dos alunos?
LH:
Os alunos são escolhidos por meio de indicação de ONGs de São Paulo que trabalham ou já trabalharam com comunicação. Em 2004, as oficinas contaram com cem alunos, mas ano que vem haverá 200 vagas. Como não queremos alunos ociosos, é feita uma pesquisa anteriormente para saber o que cada um gosta mais de fazer.

Filantropia: Na sua opinião, qual é o melhor caminho para melhorar a situação social do país?
LH:
Acredito que o único jeito de mudar o Brasil é investir em educação. O único meio de mudar esse ciclo de exclusão em que o Brasil está imerso é dar ao jovem
a oportunidade de ter uma profissão.
www.institutocriar.org.br

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