A logomarca faz a diferença

Por: Revista Filantropia
01 Julho 2008 - 00h00

Uma cena se repete em várias empresas que realizam programas de incentivo ao voluntariado: a utilização, para o voluntariado entre funcionários, da logomarca da empresa ou do braço social da mesma. Com o passar do tempo, constatam-se alguns problemas, e uma logomarca específica para o programa de voluntariado empresarial é criada. Esse processo, além de não ser saudável para o programa, também é um fator complicador para o entendimento dos funcionários e engajamento às iniciativas sociais.

Inicialmente, a utilização de uma mesma logomarca da empresa no programa de incentivo ao voluntariado dos funcionários pode trazer um entendimento errado da proposta de trabalho. Uma vez que os objetivos e formas de atuação são diferentes, é preciso saber distingui-los, promovendo uma identificação projetiva.

Utilizando a logomarca da empresa, o funcionário inicialmente associa aquela imagem à companhia, o que pode provocar no colaborador o mesmo tipo de relação que mantém com seu trabalho – nem sempre saudável –, que pode dar a entender que a pessoa está sendo “voluntária da empresa”. Além disso, pode estender o entendimento das relações de trabalho, como hierarquia e subordinação, às relações de voluntariado, e isso não é uma postura positiva para um programa que busca engajar e promover iniciativas cidadãs entre colaboradores.

Por exemplo, um dos comportamentos esperados de determinada empresa para com seus colaboradores é que eles tenham posturas competitivas. No ambiente de negócios, isso é saudável e esperado. Porém, no ambiente voluntário, a postura deve ser colaborativa, e não competitiva. A utilização da mesma logotipia pode promover a identificação de maneira errônea e equivocada, forçando que sejam feitas atividades para esclarecimentos, que nem sempre são eficazes.

Utilizar a logomarca do braço social da empresa não é recomendável, porque muito embora esse setor promova efetivamente as ações de relacionamento com a comunidade, não significa que o programa empresarial de voluntariado compartilhe dos mesmos valores. Por exemplo, o braço social de uma determinada empresa trabalha com investimento social privado e tem suas orientações estratégicas, seus valores e conceitos orientados para a atuação com educação. A utilização da mesma logotipia desse braço social no programa de incentivo ao voluntariado promove a identificação com aqueles valores e área de atuação, que nem sempre correspondem aos ideais de atuação voluntária dos colaboradores. Como trabalhar com desejos e buscas tão diversas?

Equívocos dessa natureza, que confundem a atuação dos voluntários e que não permitem que sejam “donos” das ações realizadas, independentes e compartilhando valores entre eles, pode ser um grave erro na continuidade das ações. Isso porque, uma vez afastados das iniciativas de incentivo ao voluntariado por um entendimento errado dos valores e ações, apenas com um trabalho extenuante de sensibilização e esclarecimento será possível promover novamente o engajamento voluntário dos colaboradores.

A solução que não gera problemas de entendimento logo no início do programa de voluntariado na empresa é buscar uma logotipia nova, que seja de “posse” dos colaboradores, com a qual eles se identifiquem, compartilhem valores e tenham a clareza de que fazem parte daquela iniciativa. Daquela e tão somente daquela, porque, dessa maneira, interagem e contribuem efetivamente para o crescimento daquele programa ou projeto, independentemente da sua relação com a empresa ou com o braço social da mesma.

As marcas tornaram-se a garantia e indicadores de qualidade, valor, credibilidade e origem. São comunicadores silenciosos por meio dos quais os consumidores identificam produtos, serviços e organizações. Identificam visualmente e fazem a interface com os valores histórico-pessoais, que podem ser compartilhados com outras pessoas. O valor das marcas não está na quantificação do que foi gasto com sua confecção, mas sim, é percebido pela relação que o público mantém com a mesma. Quanto mais positiva e cheia de significados for, mais contribui para que tenha valor agregado. Por isso, é importante que os colaboradores entendam e compartilhem os princípios daquela proposta, representada visualmente pela logomarca do projeto ou programa.

As marcas e logotipos são mais do que palavras e imagens. Tem funções de vital importância como:
• Identificar um produto,
serviço ou organização
• Reforçar o nome do projeto
junto ao público
• Diferenciar um produto,
serviço ou organização da concorrência
• Dar informações sobre origem,
valor e qualidade
• Agregar valor aos produtos
• Fidelizar o público
• Conquistar novas adesões à proposta
• Criar vínculos emocionais novos


Centro de Ação Voluntária de Curitiba (CAV)
www.acaovoluntaria.org.br
[email protected]
(41) 3322-8076

 

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