Bela por dentro e por fora

Por: Paula Craveiro
04 Agosto 2017 - 00h00

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Isabella Fiorentino é uma das mais bem-sucedidas modelos brasileiras e apresentadora do programa de TV Esquadrão da Moda, no ar há oito anos no SBT, ao lado do estilista Arlindo Grund.

Dona de uma carreira invejável no mundo da moda, Isabella tem, também, uma atuação bastante positiva no mundo social. Nascida em uma família com grande envolvimento com causas socioambientais, ela seguiu à risca os ensinamentos recebidos em casa e, hoje, é presença quase constante nos principais eventos beneficentes do país, como os bailes de gala promovidos pela Brazil Foundation; bazares sociais, como o BlessedBrands, do qual é uma das responsáveis pela curadoria; ações e cursos da Associação Feminina de Estudos Sociais e Universitários (Afesu), na Zona Sul de São Paulo, entre outras iniciativas.

Em entrevista à Revista Filantropia, Isabella conta um pouco sobre seu envolvimento com causas sociais, em especial a sua ligação com a ONG Afesu, por meio do projeto Essência Bela. Confira!

Revista Filantropia: Como foi o início do seu engajamento na área social?

Isabella Fiorentino: Na verdade, meu envolvimento se dá desde sempre, porque cresci em uma família muito engajada. Minha mãe sempre se preocupou com a natureza, com o não desperdício e com o consumo consciente. Já minha irmã Andréa encabeça um trabalho lindo com moradores de rua na Praça da Sé, na região central de São Paulo. Meu pai, por sua vez, sempre esteve ligado às causas sociais, como um grupo de combate ao câncer, do qual é fundador e que promove eventos com renda revertida para hospitais e pesquisas. Isso tudo sempre me influenciou muito positivamente para o engajamento social.

RF: Constantemente vemos seu nome associado a algum evento beneficente ou a alguma organização social. Uma dessas ONGs é a Afesu Veleiros, por meio do Projeto Essência Bela. Conte-nos um pouco a respeito.

Isabella: A Afesu Veleiros é uma entidade que oferece gratuitamente cursos técnicos, reconhecidos pelo Ministério da Cultura e Educação (MEC), além de apoio escolar a jovens e crianças de baixa renda na Zona Sul de São Paulo. O projeto é maravilhoso! Por meio dele, nós capacitamos mulheres da periferia, oferecendo cursos profissionalizantes. Elas saem de lá formadas como técnicas em Enfermagem e cuidadoras de idosos, além de ter emprego garantido na região. Além desses cursos, também são oferecidas formações em hotelaria e culinária.

Já o Essência Bela é voltado aos projetos de engajamento social e beneficentes. Sua intenção é valorizar a beleza interior, desenvolver a essência da alma, harmonizar o exterior com o interior promovendo oito pilares: caridade, amor, respeito, gentileza, educação, alegria, elegância, cuidado e preocupação com o próximo por meio do exercício das virtudes. Anualmente, são promovidos eventos beneficentes como desfile de moda, concertos, exposição de fotos, workshops, entre outros, que visam arrecadar fundos para ajudar projetos de apoio à educação.

RF: O que é o BlessedBrands e qual é o seu objetivo?

Isabella: O BlessedBrands é um evento de moda em que algumas das principais marcas do segmento de luxo do país se unem conosco em prol da Afesu Veleiros, a quem se destina toda a renda angariada com as vendas do bazar. A curadoria é dividida por mim, Cris Tamer, Andrea Bartelle, Camila Magalhães e Mari Medeiros. Além do bazar, contamos ainda com palestras com personalidades do mercado empresarial e trunk shows com as principais tendências.

RF: Como você conheceu a ONG Instituto Pequenos Grandes Guerreiros?

Isabella: Tudo começou com uma campanha no Instagram, que fiz para arrecadar dinheiro para o transplante e tratamento da Marina, uma menina linda que conheci pela internet, mas fui visitá-la no hospital e, a partir daí, abracei a causa. O tratamento da doença que ela tem, a enterocolite necrosante, só é realizado nos Estados Unidos. Depois da Marina, vieram várias outras crianças com as quais me envolvi, como o Pedrinho e a Sofia. Foi então que a Simone Rosito, fundadora da ONG, me procurou para ajudar na pesquisa e na capacitação de médicos para poder realizar esse tratamento no Brasil. Ela fundou a ONG porque tinha um sobrinho, o Tom Tom, com a mesma doença. Infelizmente, ele faleceu, mas a vontade de ajudar e continuar com o projeto só aumentou. Hoje, já temos médicos, psicólogos e assistentes sociais que ajudam e apoiam as famílias e crianças com a doença.

RF: O que representa, para você, estar envolvida com ações de cunho social?

Isabella: Sempre digo que não dá para ser feliz sozinho. Se tem alguém ao meu lado que está sofrendo ou passando por dificuldades, isso me abala, mexe comigo e, por isso, eu vou ajudar. Não consigo simplesmente virar as costas e viver a minha vida como se isso não estivesse acontecendo. É preciso fazer alguma coisa, e eu faço o que está ao meu alcance.

RF: Como você avalia a atuação do governo, de modo geral, em questões sociais?

Isabella: Acredito que o governo pode e deve ser parte importante desse apoio às necessidades que o Terceiro Setor traz à pauta e traduz aos seus apoiadores. Sempre acreditei muito que é possível que o governo atue aprovando medidas e inserindo-se nas causas tão essenciais e geralmente tão urgentes.

RF: Quais pautas deveriam ser tratadas como prioridade no Brasil?

Isabella: Toda situação de urgência sempre deve vir à frente, como prioridade. Inclusive algumas causas para as quais dei meu apoio recentemente, como as questões das crianças refugiadas ou dos bebês com enterocolite necrosante. A quem não pode esperar, que a gente possa encontrar formas tão ou mais rápidas e eficazes de conseguir auxiliar.

RF: Você acredita que o envolvimento de artistas em questões socioambientais ajuda a estimular o engajamento das pessoas? De que maneira?

Isabella: Acredito que sim. Nós, que somos pessoas públicas, falamos diretamente a muitas outras pessoas. Apoiar causas importantes é fundamental, não para expor o nosso auxílio, mas para mostrar às pessoas as pautas que, talvez sem essa possibilidade de alcance, realmente não veriam ou teriam acesso. Esse apoio estimula a ação e o envolvimento dos demais, porque ações positivas geram resultados positivos. Se abraçarmos uma causa com verdade, tocaremos o outro, e a mudança começará desse ponto.

LINKS: http://www.afesu.org.brhttp://www.instagram.com/blessed_brandshttp://www.isabellafiorentino.com.brhttp://pequenosgrandesguerreiros.org

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