Por que as sociedades estão perdendo a fé nas tecnologias verdes?

Administração & Planejamento
Por: Instituto Filantropia
26 Março 2014 - 23h41

Poucos temas têm dominado tanto o debate público e a agenda política nos últimos anos como as mudanças climáticas e o aquecimento global. Tanto nos meios de comunicação como entre as prioridades e preocupações do público, o tema ganhou um espaço que antes não tinha. Filmes de catástrofe, como “O Dia Depois de Amanhã” ou documentários premiados, como “Uma Verdade Inconveniente”, contribuíram para que o grande público saísse da indiferença. Muito além da ficção, o tom dramático, urgente e pessimista une segmentos de todo tipo. “Este é um livro sobre pesadelos, catástrofes” adverte o sociólogo Anthony Giddens em sua recente obra, “A política da mudança climática”. “O aquecimento global deve ser visto como uma ameaça econômica e à nossa segurança”, denunciou o ex-secretário da ONU, Kofi Annan. “As mudanças climáticas constituem um dos maiores desafios do nosso tempo”, apontava a carta aberta do Instituto Ethos do Brasil quatro anos atrás. Por sua vez, o líder social e ambientalista Lester Brown alerta que as mudanças climáticas significam menos comida e mais fome, sendo que o seu livro “Plano B” apresenta como subtítulo “mobilização para salvar a civilização”.
Embora muitas dessas vozes venham do Primeiro Mundo, o eco chegou com força até os países emergentes, como o Brasil: o tema multiplicou por sete seu espaço na mídia, ao mesmo tempo em que o número de eventos climáticos extremos...