Rede de fornecedores socialmente responsáveis

Por: Livio Giosa
01 Novembro 2007 - 00h00

Cada vez mais, as práticas da responsabilidade social corporativa se disseminam no âmbito das empresas, em todos os setores e localidades. Micros, pequenas, médias e grandes companhias se envolvem, a seu tempo, jeito e recursos, buscando aplicar as regras já consolidadas e que refletem as iniciativas em prol do atingimento da causa e da inclusão social junto aos públicos com que se relacionam, e, em especial, os colaboradores e as comunidades.

As pressões do mercado, a percepção do cliente cada vez mais consciente e o posicionamento claro da sociedade a favor da ética e da cidadania corporativa colocam as empresas voltadas para cumprir seus compromissos e desenvolvimento prolongado do seu negócio sob a visão da justiça social e do equilíbrio ambiental, por meio do conceito da sustentabilidade.

Assim, o engajamento sobre este tema de toda a cadeia produtiva de qualquer empresa em qualquer setor se torna inevitável. Um dos ícones deste processo é a criação da rede de fornecedores socialmente responsáveis. Cada empresa deve introduzir essa pauta nas negociações diretas com seus fornecedores, encorajando-os e motivando-os a se organizarem à luz deste novo olhar social e sustentável.

Algumas etapas, a partir desta decisão superior da organização, poderão ser desenvolvidas, entre elas:

• a comunicação oficial aos fornecedores indicando que, a partir deste momento, a empresa recomendará que os seus fornecedores deverão cumprir práticas socialmente responsáveis;

• definição de um período de tempo para o fornecedor/parceiro se adaptar a estas iniciativas;

• montagem de palestras e workshops de sensibilização e motivação junto aos grupos de fornecedores;

• distribuição de textos diversos, incluindo conceitos e práticas que geram a exemplaridade;

• montagem de indicadores de desempenho que possam avaliar o interesse e envolvimento dos fornecedores a respeito do tema e para acompanhamento de todo o processo;

• disseminação de programas de voluntariado entre o corpo de colaboradores das empresas parceiras;

• disseminação de pesquisa sobre participação em práticas sociais e/ou ambientais, junto aos públicos envolvidos, mas que garantam a sua aplicabilidade na “rede”;

• informação ao conjunto dos fornecedores participantes que, no momento, as novas solicitações de empréstimos aos bancos somente serão aprovadas quando estiverem documentadas as práticas sociais e ambientais, por meio do relatório e/ou balanço social.

Com essas dicas, dentre outras, a empresa estará preparada para a prática social, na certeza de que cada vez mais esta contribuição gerará um valor inegável na cadeia produtiva, disseminando o conceito do mercado do bem e sustentável.

O posicionamento da sociedade a favor da ética e da cidadania corporativa colocam as empresas voltadas para cumprir seus compromissos sob a visão da justiça social e do equilíbrio ambiental

Lívio Giosa. Vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) e coordenador-geral do Instituto ADVB de Responsabilidade Social (Ires).

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