Não capte por projetos

Por: João Paulo Vergueiro
21 Agosto 2019 - 00h00

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Um dos maiores paradigmas da captação de recursos é ter um projeto. Esse é o sonho de muitas organizações, por isso há até cursos que ensinam a escrever projetos para captação.

E tem muita gente que acha que captar é só elaborar projetos, o que é um erro.

Captar é muito mais que ter projetos; quem se concentra apenas na captação de recursos dessa forma está fadado a fracassar. O motivo é simples: toda organização precisa contar com um fluxo constante e permanente de recursos livres (não carimbados) para que tenha condições de manter sua estrutura ao mesmo tempo em que desenvolve suas atividades.

E a captação por projetos traz, quase sempre, apenas recursos carimbados, a serem usados somente nos próprios projetos, o que compromete a independência financeira da organização. Além disso, não possibilita o custeio da estrutura, equipe fixa, despesas com escritório, contabilidade, comunicação, etc.

Por isso que a captação por projetos não deve ser o início da estratégia de sustentabilidade, e sim a continuidade dela, que vai efetivamente garantir a independência da sua organização a partir da garantia de um fluxo permanente de recursos livres, não carimbados.

Recursos livres não carimbados. Essa é a chave. Para os governos, são os impostos. Para as empresas, a venda de seus produtos ou prestação de serviços. E para as organizações da sociedade civil — ou ONGs, como você quiser chamar — são as doações.
As organizações precisam contar com doadores que acreditam nela e estão dispostos a financiá-las, independentemente dos seus projetos. Eles apostam na missão das instituições.

E é por isso que sua organização precisa, com urgência, construir o seu plano de captação de recursos, construir uma estratégia para conquistar novos doadores que irão contri-
buir financeiramente.

Não é à toa que cada vez mais as organizações colocam botões de doação em seus sites, enviam cartas para sua casa, fazem telemarketing, ou mesmo buscam novos doadores nas ruas, por meio do diálogo direto (face-to-face). Elas querem dinheiro livre, doadores fiéis, recursos para investir no seu próprio desenvolvimento, sem ter que ser dependentes de poucos financiadores.

E aqui está a outra palavra-chave deste artigo: dependência.
Sua organização prefere ficar dependente de poucos doadores, sempre financiando por projetos, ou de um grande número de doadores, que financiam a sua organização porque acreditam nela?

Eu já sei a minha resposta.

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