Unindo Investidores E Projetos

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19 Janeiro 2017 - 00h00

Profissionalização das organizações é quesito essencial para nortear a escolha dos investidores sociais

Como organização do Terceiro Setor, sempre pensamos nas dificuldades que temos para captar recursos, escrever projetos e encontrar financiadores para nossas causas. Porém, o outro lado — o de quem investe — também pode encontrar dificuldades para selecionar os projetos que receberão seus investimentos.

O Instituto Phi, instituição com atuação em São Paulo e no Rio de Janeiro, trabalha justamente para estreitar essa ponte e ajudar os investidores a encontrarem as causas que mais se adequam à sua necessidade. Luiza Serpa, diretora executiva do Instituto, migrou do setor privado para o Terceiro Setor e compartilha com a Revista Filantropia a sua experiência. Confira!

Revista Filantropia: Como começou seu envolvimento na área social?
Luiza Serpa: Em 2001, trabalhava no endomarketing de uma grande empresa de telecomunicação e começamos a desenvolver o voluntariado corporativo, campanhas de doação de alimentos e parcerias com ONGs. Gostei muito dessa experiência e, em 2005, baseada nela, fi z a escolha de migrar definitivamente para a área social.

RF: Conte-nos um pouco sobre a atuação do Instituto Phi – o que ele faz, em que cidades atua...
LS: O Instituto Phi faz a ponte entre investidores e projetos sociais. Nós identificamos a causa de quem quer doar e direcionamos o investimento/doação para o projeto escolhido pelo doador. Antes de apresentar o projeto, fazemos uma avaliação das ONGs em quatro pilares que consideramos bem importantes: solidez, impacto social, transparência e qualidade de gestão. Após a escolha, fechamos um contrato e nele é definido tudo o que acontecerá ao longo do apoio, como acompanhamento com relatórios, prestação de contas e visitas.
Hoje, atuamos no Rio de Janeiro e em São Paulo e temos parceiros em Campinas (Phomenta) e no Paraná (Instituto Ajuda Paraná).

RF: Como você vê o trabalho desenvolvido atualmente pelo Terceiro Setor no país?
LS: O Terceiro Setor, ou área social, como prefiro falar, está se profissionalizando. Apesar de ainda ser carente de muitas ferramentas de gestão e qualificação, é extremamente importante para um país como o Brasil, repleto de desafios. Segundo pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor movimenta 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que significa um montante de aproximadamente R$ 32 bilhões.

RF: Quais são os principais desafios encontrados pelos investidores?
LS: Acredito que os maiores desafios iniciais são entender a realidade do setor e a realidade social do país. Depois disso, também há a difícil etapa de definir um foco de atuação e, dentro dele, um projeto. As demandas iniciais costumam ser difusas, e nossa missão é achar a causa que mais toca o doador. Sem esse trabalho, as doações acabam sendo dispersas e, apesar de bem intencionadas, muitas vezes são ineficientes.

RF: Como é feita a ponte entre as instituições e os investidores sociais pelo Instituto Phi?
LS: Nosso cliente é o investidor social. É para ele que nós trabalhamos. Assim, fazemos um trabalho constante de busca de novos doadores, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Em paralelo, também visitamos projetos para conhecermos instituições de excelência que possam ser indicadas quando nossos clientes demandarem. Quando definimos a causa do investidor, apresentamos os projetos que tenham afinidade com o desejo. Assim se inicia a experiência de doação.

RF: Para você, quais são os maiores gargalos existentes na atuação das ONGs no Brasil?
LS: Do ponto de vista macro, posso citar a questão do ITCMD1, um imposto cobrado por doação, o que inibe e atrapalha a prática de doar. No dia a dia das ONGs, acredito que a falta de gestão e a ausência de recursos para contratar equipe qualificada são algumas das principais dificuldades.

RF: Na atuação de vocês, você consegue observar se há algum padrão ou tipo de projeto mais procurado?
LS: Sim. Os projetos mais procurados são aqueles ligados à educação, desde a primeira infância até a capacitação profissional. Plantar algo para um futuro melhor nos parece ser o maior objetivo dos doadores.

1O Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) é um imposto brasileiro de competência dos Estados e do Distrito Federal, que incide na transmissão não onerosa de bens ou direitos, assim como ocorre na herança (causa mortis) ou na doação (intervivos). Mais informações sobre o ITCMD podem ser obtidas em: <http://j.mp/ PV_ITCMD>. Acesso em: 10 set. 2016.

Link: http://www.institutophi.org.br

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