Dez pontos que você precisa saber quando estiver diante de um cão-guia

Por: Instituto Filantropia
11 Setembro 2014 - 00h58

O cão-guia é selecionado e treinado por quase dois anos para poder desempenhar, com segurança, a sua função: conduzir o cego pela cidade. O cão e o seu dono se comunicam a todo instante, por movimentos na guia ou comandos verbais. Essa interação é fundamental para a segurança, a mobilidade e a agilidade de ambos.
No entanto, o instrutor internacional do Iris Cão-Guia, Moisés Vieira Júnior, revela que é muito comum as pessoas confundirem o cão-guia com um bicho de estimação, atrapalhando o trabalho de condução do cão. “No Brasil, a cultura do cão-guia é muito incipiente, existem poucos cães nessa função. Muitas vezes as pessoas não sabem como agir corretamente quando se deparam com ele e podem acabar prejudicando o trabalho do cão e até colocando em risco a segurança do cego que está sendo conduzido”, explica Moisés. Com o intuito de levar mais conhecimento sobre o cão-guia para os cidadãos, o Iris Cão-Guia, organização sem fins lucrativos dedicada a treinar e doar cães-guia aos cegos brasileiros, elencou dez pontos que você precisa saber quando estiver diante de um cão-guia:

1. Nunca fale ou toque no cão-guia enquanto ele estiver com a guia e o colete. O uso deste equipamento significa que ele está trabalhando, ou seja, conduzindo o seu dono, portanto não pode perder o foco de suas atividades.
2. Jamais alimente o cão-guia. Ele tem horário certo pa-
ra comer.
3. O cão-guia só pode ser acariciado quando estiver sem a coleira e o colete – sinal de que está no intervalo de descanso.
4. Se estiver com algum cão, controle-o para que não prejudique o trabalho do cão-guia e seu dono.
5. Não tenha medo do cão-guia: ele é bem treinado e não vai te morder.
6. Se quiser ajudar um cego e seu cão-guia, pergunte primeiro se o dono está precisando de auxílio. Jamais o toque sem que ele esteja preparado.
7. Em ônibus ou no metrô, seja gentil e deixe o cão-guia e o seu dono entrarem primeiro no coletivo. Isso facilita o trabalho do cão.
8. Nos coletivos, o cão-guia sempre se posiciona aos pés do seu dono, acomodado no assoalho. Tome cuidado, ao sair, para não pisar nele.
9. O cão-guia está habituado e capacitado a entrar e permanecer em todos os tipos de estabelecimento. Fique tranquilo: ele não fará bagunça ou causará transtornos.
10. A lei 11.126 garante o acesso do cego e seu cão-guia a qualquer ambiente coletivo, público ou privado.

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