PNUD discute papel do setor privado na busca pelo desenvolvimento sustentável

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15 Dezembro 2016 - 16h36

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) realizou nesta semana, em São Paulo, seu 3º seminário sobre a implementação da Agenda 2030 da ONU no Brasil. Debates reuniram especialistas, governo, organizações sociais e setor privado para discutir como conectar negócios com propostas de crescimento sustentável e melhorias na qualidade de vida da população. A programação abordou temas como o acesso a serviços essenciais em áreas não atendidas, a inovação em inclusão financeira e a importância de estatísticas e métricas para o acompanhamento de projetos. A ideia do evento era apontar o papel do empresariado no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“Precisamos fomentar novos modelos de negócio capazes de gerar soluções acessíveis e replicáveis para responder a problemas concretos em infraestrutura, serviços essenciais, bem como estratégias de negócio que incluam população de menor renda como parceiros em sua cadeia de valor. É onde entra o importante papel do setor privado”, destacou o diretor nacional do PNUD, Didier Trebucq, durante a abertura do seminário, na segunda-feira (12). O representante da agência da ONU disse ainda que “o crescimento econômico é um importante motor de desenvolvimento, no qual as empresas têm papel-chave, já que os setores de serviços e da indústria respondem, respectivamente, por aproximadamente 62% e 18% do PIB (o Produto Interno Bruto) brasileiro”.

Porém, enfatizou Trebucq, “não basta crescer”. “O PNUD acredita que um crescimento econômico que contemple uma visão compartilhada de prosperidade, inclusiva e com respeito ao meio ambiente, é o caminho para que o país volte a crescer de maneira mais sustentável”, acrescentou. O dirigente lembrou que, no último ano, o setor de investimento de impacto no Brasil direcionou aproximadamente 340 milhões de reais para negócios sociais. O montante total disponibilizado para o setor foi ainda maior do que a soma, devido às contribuições do investimento social privado e dos bancos de investimento.

O presidente da Rede Brasil do Pacto Global, André Oliveira, ressaltou que “a erradicação da pobreza e a inclusão social devem caminhar lado a lado com um plano que promova o crescimento econômico e responda a uma gama de necessidades, incluindo educação, saúde e oportunidades de trabalho”. “Além disso, é fundamental incluir ações em relação às mudanças climáticas e à proteção ambiental”, acrescentou.

Em novembro de 2015, o Pacto Global lançou o SDG Compass, guia contendo orientações para que as empresas cumpram os ODS. A frente nacional da iniciativa foi a primeira a traduzir a publicação do inglês. Também presente na abertura do seminário, a representante-residente assistente do PNUD, Maristela Baioni, explicou as diretrizes que norteiam o trabalho das Nações Unidas no Brasil e ressaltou que a Agenda 2030 pode ser uma oportunidade para o planejamento do futuro do país.

“Dentro do Sistema ONU, elencamos os principais problemas do país, os quais concentram nossa atuação: pobreza, desigualdade, grupos populacionais vulneráveis, como as pessoas com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) médio e baixo, as mulheres, os indígenas, a população LGBTI, bem como a degradação ambiental, o déficit de infraestrutura e a corrupção”, explicou.

Fonte: ONU

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