Oito anos de avanço, sim senhor!

Por: Marcio Zeppelini
01 Janeiro 2003 - 00h00
Seria heresia dizer que nesses últimos anos de FHC o Brasil não sentiu qualquer mudança positiva. Sem tomar partido por “aves” ou “estrelas” (até porque dar uma nota geral sobre todo o governo FHC seria outra história), o País tem muito a comemorar e quem diz isso são os números.

Para se ter uma idéia, nos anos FHC, segundo a Folha de São Paulo, tivemos uma média de 168 mil matrículas anuais no ensino superior, contra uma média de 62 mil na era Itamar e 37 mil na era Sarney (na era “collorida” tivemos evasão).

O marco do governo FHC é, sem sombra de dúvidas, o controle da inflação – fator que será um dos maiores “leões” que o novo presidente deverá continuar domando. Em 1970, a alta dos preços batia a casa dos 17,55%; nos anos 80, o percentual chegou a 84,77%. Chegamos ao final de 1990-1991 com absurdos 2.490% de inflação, época em que tínhamos um preço pela manhã e outro à tarde. Fernando Henrique terminou seu mandato com a inflação batendo perto de 10%. Teve, inclusive, um ano de deflação, 1998, percebendo um percentual de -1,79%.

Segundo o Datafolha, FHC teve uma votação histórica, com 18% da população elegendo-o como melhor presidente que já tivemos – à frente de Getúlio Vargas, com 14%.

Em matéria de saúde, temos alguns números que ainda estão longe de ser motivo de orgulho, mas que dão a esperança de uma luz ao final do túnel: a mortalidade infantil caiu da marca de 23,9% para 18,9%. 100% da população está coberta e vacinada contra o Sarampo, BCG e Pólio – percentual que não chegava aos 70% dez anos atrás (contra a pólio somente 41% estava imune). O número de mortes/ano pela Aids tem sua representação nesse quadro favorável: de 6,6 mil, em 1990, para pouco mais de 4 mil em 2000. Tivemos também mais de 60 mil casos de cólera entre 92-93. Em 2001, Acredite: sete casos!

A área de telecomunicações não deve ficar de fora desse relato. Basta olharmos ao nosso redor e contarmos quantas pessoas possuíam telefone fixo e celular oito anos atrás e quantos estão hoje “antenados” (a telefonia móvel no Brasil pulou de 0,8 milhões de aparelhos, em 1994, para 28,7 milhões em 2001).

O número de pobres e indigentes também caiu: em 1988, essa fatia era de 45,3% e 22,1% da população, respectivamente. Hoje, temos pouco mais de 34% dos brasileiros pobres e 14,5% de indigentes.

Repito que os números aqui transmitidos estão longe de ser motivo de orgulho para nós, brasileiros. Além de termos também, nesse mesmo cenário FHC, números que nos alertam, como os do desemprego, da renda per capita (que caiu mais de 100 reais/mensais nos últimos anos) e da violência.

São dois os motivos básicos de minha reverência ao Fernando Henrique:

1. Criar um cenário de otimismo em toda a população. Temos que reivindicar melhoras sempre, pois sabemos e é provado (pelo próprio FHC) que o Brasil tem cura – já o tiramos do “coma”, passa agora por tratamento intensivo e logo poderemos passá-lo para uma “observação clínica”.

2. Transmitir ao Lula mensagem de confiança e, principalmente, esperança de que ele, aliado à competente equipe escolhida, que continuará trilhando nosso caminho, mesmo que a passos lentos, rumo ao sonhado desenvolvimento e, conseqüentemente, tornarmos um país digno, humano e próspero.

Ao Lula e sua equipe, um ótimo Ano Novo (acho que nunca desejei TANTO isso a alguém!)

Aos meus leitores, prosperidade, paz e saúde em 2003 e, especialmente, fruto de nosso trabalho: solidariedade em abundância!

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