O Vídeo Do Futuro Chegou

Por: Marco Iarussi
06 Dezembro 2016 - 19h17

O vídeo tornou-se o papel e a caneta da comunicação. Qualquer dono de smartphone pode apertar o play e gravar, mas o reconhecimento dessa percepção é para poucos

Você ainda acredita nas dificuldades de gerir um projeto de comunicação eficiente para sua causa social? Profissionais especializados, equipamentos sofisticados, um custo que inviabiliza o projeto. Essa crença já atrapalhou muito o crescimento do Terceiro Setor, mas agora o vídeo do futuro chegou.

Preste bem atenção nas mudanças que estão a sua volta. Apresentadores de televisão estão segurando uma câmera no estilo selfie, repórteres usam o celular para realizar suas entrevistas e até aberturas de novela aderiram ao aplicativo de fotos. É a linguagem popular da internet na tela da elite midiática. Por quê?

Simples: hoje, qualquer pessoa tem seu próprio canal de TV na palma da mão. Se antes, para ter acesso a uma audiência, uma pequena organização precisava convencer grandes produtores e os responsáveis por mídia a veicular uma campanha, atualmente qualquer pessoa pode criar sua rede de seguidores, mobilizar causas e gerar engajamento.

Podemos gravar um vídeo em alta definição com um celular e compartilhar com nosso mailing ou nas redes sociais. A popularização dos dispositivos colocou o vídeo em uma nova fase. Podemos até fazer transmissões ao vivo por meio de aplicativos. O Periscope, o Google Hangouts ou o livestream do Facebook. É ou não é o futuro?

“Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” nunca foram tão simples e tão viáveis! Mas, se é tão fácil assim, por que ainda não vemos projetos sociais com campanhas tão expressivas?

Engajamento Digital

Agora, a questão não é como fazer, mas sim o que dizer. A tecnologia, que tornou o vídeo acessível e popular, deu vez a uma nova linguagem audiovisual, mais despretensiosa, porém uma linguagem comprometida com a mensagem em vez de com a estética.

As pessoas sempre me perguntam: qual é a forma de engajar pessoas? Como faço para compartilhar uma mensagem que sensibilize? Qual é o segredo para mobilizar uma causa?

Sempre respondo que a comunicação de hoje é interativa. Não basta mais alcançar a todos com a sua mensagem; é preciso se conectar com as pessoas certas, divulgando uma mensagem que faça sentido para elas e que sugira uma nova realidade.

O desafio agora é se sobressair diante de tantas opções de informações. Em meio a tudo isso, com cada vez mais pessoas entrando nesse jogo, quem souber destacar sua mensagem e persuadir seu público terá a fórmula do engajamento nas mãos.

Não adianta usar o vídeo para se fazer de vítima, falar de problemas ou pedir assistencialismo; disso a internet está cheia e, portanto, seu projeto não será novidade. Proponho um novo olhar, um novo jeito de comunicar as causas sociais para atender aos anseios do público com mensagens otimistas e engajadoras, que seja um convite à transformação.

Contágio Pelo Coração

Exemplo disso é a campanha #ajudeagigi, que em menos de 24 horas atingiu mais de R$ 500 mil, embora a família já tenha feito antes outras três campanhas de arrecadação na internet, todas sem sucesso. O que fez, dessa vez, a mensagem se espalhar com tanta conversão e engajamento nas redes?

Além de uma estratégia de marketing digital elaborada pela nossa equipe, no vídeo mostramos o lado positivo de Gigi: uma criança alegre em busca de transformação.

A história é de Geovana Lima, a Gigi, uma menina de 10 anos com uma doença rara (síndrome de Morsier), que causa má-formação do nervo óptico. Porém, com um tratamento feito no exterior, havia 95% de chance de Gigi voltar a enxergar. A família não podia custear a operação, no valor de R$ 120 mil. Diante da urgência, a jornalista Tati Vadiletti e eu resolvemos colocar em prática o impulso que criou o Projeto Curta a Ideia: contar histórias que falassem com o coração. Gravamos um vídeo sob essa perspectiva, com uma linguagem mobilizadora, verdadeira e humanizada. Resultado: em poucos dias, a história de Gigi virou um case de proporção internacional.

Esse vídeo foi compartilhado por artistas, por jogadores da seleção brasileira de futebol e por muitos outros influenciadores da internet, todos sensibilizados com a causa e dispostos a realizar o maior sonho de Gigi: ver a luz do dia. Não exploramos o problema da garota; mostramos o quanto ela é alegre, que tem sonhos e como é importante para ela ver a luz do dia.

Recebemos doações do Japão, da Tailândia, da Austrália, da Escócia, dos Estados Unidos e de muitos outros países. Mesmo sabendo que o tratamento já está pago, as pessoas ficaram tão tocadas com a história que até hoje fazem questão de contribuir.

O resultado extraordinário transformou não só a vida de Gigi, mas a nossa campanha estendeu-se a outra criança, que terá seu tratamento no exterior pago com o valor arrecadado. Além disso, fomos convidados para mobilizar uma causa na África para arrecadarmos recursos para crianças de Guiné-Bissau. Definitivamente, um posicionamento positivo na comunicação não tem limites; ele contagia pessoas e mobiliza.

A coisa mais valiosa que aprendi em quase duas décadas de profissão foi que as pessoas estão em constante busca pela felicidade e que nosso papel na comunicação é oferecer ao público um caminho para facilitar essa busca. Considere que sua causa é uma oportunidade para as pessoas se sentirem parte de uma transformação. Dessa forma, elas ficarão motivadas a colaborar e satisfeitas em se mobilizar pelo seu projeto, seja por meio do voluntariado, seja até doando algum valor para a campanha.

Então, que tal usar o lado positivo da sua iniciativa e valorizar cada ação com a devida importância, convidando pessoas a serem corresponsáveis pela transformação de que o Brasil precisa?

Credibilidade

É importante entender o quanto essa atitude positiva faz parte da linguagem do futuro. O vídeo será o papel e a caneta do amanhã. A estimativa do YouTube é a de que 80% do conteúdo da internet será em vídeo em 2019. Essa é uma tendência que você já pode observar na sua timeline do Facebook. Experimente rolar seu feed de notícias e contar quantos vídeos foram postados por seus amigos e o percentual de textos ou fotos. Garanto que os vídeos serão os campeões.

O vídeo é o novo cartão de visitas. Afinal, uma imagem, além de valer mais que mil palavras, pode até mesmo tornar sua organização grandiosa. Essa é a grande mágica do audiovisual, a lente de aumento que pode fazer sua causa parecer ainda mais importante.

Estudos comprovam que pessoas que assistem a vídeos são 72% mais propensas a se engajarem em uma causa do que as que recebem a mensagem em textos. A resposta para isso é simples: vídeos convencem.

Você já deve ter ouvido alguém dizer “é verdade, eu vi na TV”. Embora existam inúmeras possibilidades de editar e manipular a informação, as pessoas ainda possuem a crença de que o que elas veem é confiável. Por isso, o vídeo gera mais credibilidade para uma causa ou instituição.

Essa é uma tendência tão recente que poucos tiveram tal percepção e o mercado ainda está se movimentando nesse sentido. Assim, sua organização tem agora uma informação valiosa e um terreno fértil pronto para ser semeado.

Quem se arriscar a dar alguns passos para divulgar campanhas e compartilhar mensagens feitas para falar com o coração sairá na frente e terá diante de si um mar de oportunidades. É importante traçar uma estratégia de marketing digital que converta público para suas redes.

A tendência desse crescimento é natural se a compararmos com a evolução da imprensa escrita, passando pelo rádio e depois pelo domínio da televisão. A dinâmica da sociedade em que vivemos tende a consumir as coisas de modo mais fácil. A mensagem em vídeo é mais objetiva e não requer o esforço de ler o conteúdo.

Por isso, na próxima vez que precisar optar por entre um folheto da sua campanha ou um vídeo institucional da sua organização, opte pelo veículo de mais fácil compreensão da mensagem. E não esqueça que o futuro já chegou e ele é feito de luz, câmera e coração.

 

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