Onde vamos parar?

Por: Mauro Zeppelini
01 Julho 2007 - 00h00
Notícias são despejadas todos os dias sobre a situação alarmante em que o planeta se encontra: efeito estufa, aquecimento global, mudanças climáticas, desmatamento, queimadas, lixo, entre tantos outros. Pesquisas recentes revelaram que existe 0% de oxigênio nas águas do rio Tietê (SP), ou seja, não há vida. A poluição do ar nas grandes cidades é visível a olho nu, como um “cobertor” cinza sobre nossas cabeças.
No outono-inverno, a situação se agrava devido ao ar extremamente seco e à falta de chuvas, que ajudam a dissipar poluentes. Os chineses utilizam máscaras para se proteger do pó e da poluição que vêm em forma de nuvens e se espalham pelos grandes centros urbanos. Imagens recentes de satélite mostram uma massa de poluição e pó que migra de um continente a outro em curto espaço de tempo.
Onde vamos parar? Provavelmente mortos por intoxicação, asfixia ou alguma doença nova. Alguns podem pensar que é exagero de ambientalistas, mas uma coisa é certa – nossas gargantas raspam com tamanha poluição do ar, e nossas crianças passam horas fazendo inalação. É um ciclo que parece não ter fim e se agrava a cada ano. Já ouvimos dizer que toda a poluição lançada na atmosfera levará um século para se dissipar. E se nada fizermos, a tendência é piorar.
Mas, então, o que fazer? Como podemos agir para contribuir? São dos pequenos atos que extraímos os maiores resultados. Só o fato de termos consciência já é um grande passo; o próximo é ensinarmos a importância do meio-ambiente às crianças para que, desde já, alterem o fluxo dos acontecimentos. Ou vamos esperar? É fácil culparmos o governo e cruzarmos os braços, mas a responsabilidade é de todos nós. Nossos filhos e netos estão vindo, e seremos taxados como a geração poluidora do planeta. Todos nós somos os vilões diante do que está acontecendo.
Grandes nações já se preocupam com o efeito estufa, e investimentos no setor de combustíveis renováveis são aplicados para que se diminua a poluição do planeta. Shows simultâneos, como o Live Earth, foram idealizados para despertar a atenção de todo o mundo sobre as ameaças do efeito estufa. Outro alerta foi dado no lançamento do filme “Uma verdade inconveniente”, de Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA , que foi enfático ao aconselhar: “plantem árvores, muitas árvores”.
São poucos os heróis que investem seu tempo em algum projeto, sem esperar frutos, trabalhando por amor à natureza.
Estes homens e mulheres preocupam-se com espécies nunca antes vistas ou um manguezal que foi invadido pela poluição, mas que pode ser recuperado com paciência, dedicação e, sobretudo, amor. Vale a pena? Com certeza. Os que aderiram à onda verde compram produtos ecologicamente corretos, reciclam materiais, evitam produtos com muitas embalagens ou criam projetos de casas ecologicamente corretas. A contribuição individual é um grande passo para revertermos a degradação causada nos últimos anos.
Devemos difundir estes ensinamentos nas escolas e despertar a curiosidade dos jovens para o reaproveitamento de materiais, as maneiras de captação de energia limpa, a biodiversidade e que pode ser muito divertido recuperar áreas degradadas. Afinal de contas, eles serão os próximos “síndicos” deste empreendimento.
É impressionante como o povo brasileiro é criativo e encontra soluções incríveis, trazendo economia para toda uma comunidade; basta ter interesse e força de vontade. Faça já a sua parte. Mesmo que seja pouco, é ótimo para a alma. Contribua!
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”
(Art. 225 da
Constituição Brasileira)


Mauro Zeppelini
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