Indígenas, Negros E Mulheres São Os Mais Afetados Por Pobreza E Desemprego No Brasil

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19 Janeiro 2017 - 14h10

A Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) alertou, no início de novembro, que indígenas, negros e mulheres estão mais vulneráveis ao desemprego e à pobreza em países latino-americanos. No Brasil, índice de miséria entre os afrodescendentes chega a 22%, enquanto entre os brancos a média é de 10%. Com base em dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Cepal calculou que a porcentagem de indígenas brasileiros vivendo em situação de pobreza extrema (18%) é seis vezes maior do que a proporção verificada no restante da população do País. Entre os negros, a taxa é menor (6%), mas representa o dobro do índice de indigência entre os brancos. As desigualdades nacionais acompanham padrões regionais. Em média, na América Latina, 37% dos indígenas e 34% dos negros fazem parte dos 20% mais pobres e a taxa de participação desses grupos nas camadas mais ricas equivale a aproximadamente metade dos índices calculados para os brancos. N faixa etária dos 15 aos 29 anos, no Brasil, os homens brancos enfrentam índice de desemprego de 9,9%, ao passo que entre mulheres negras a taxa atinge 19,4%, mesmo a média de escolaridade variando apenas 0,2 ano entre os dois grupos (9,8 para homens brancos e para 9,6 para mulheres afrodescendentes). A Cepal estima que no Brasil, na Colômbia, na Nicarágua e no Panamá menos de 5% dos jovens indígenas do meio rural, com idade de 20 a 29 anos, possuem 13 ou mais anos de estudo.

www.cepal.org

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