Fidelização: fator essencial para o crescimento

Por: Marcio Zeppelini
01 Junho 2006 - 00h00

Qualquer empresa mercantil sua a camisa para conquistar um cliente, especialmente por vivermos em uma época em que o mercado é extremamente arisco e faz de tudo para passar a perna na concorrência.Tendo o novo consumidor em mãos, uma
empresa que pensa no futuro deverá fazer de tudo para não perdê-lo – políticas de CRM (Customer Relationship Management), promoções, presentes ou cartões de aniversário, descontos graduais, marketing de relacionamento, marketing multidirecional, pesquisa pós-venda... Enfim, uma infinidade de estratégias para conseguir a fidelização.

No Terceiro Setor não é diferente. Ou pelo menos não deveria ser. Conseguir conquistar e fidelizar parceiros, doadores e voluntários que possam colaborar com a causa defendida pela organização demonstra profissionalismo na gestão e evita problemas futuros de captação. É necessário criar vínculos com o doador, e isso se dará principalmente por meio de uma comunicação efetiva e periódica, com demonstrativos de contas, atividades e notícias em geral, deixando o potencial colaborador sempre informado.

Conquistar o apoio de um doador simplesmente por dó não é nada vantajoso, pois a colaboração dele terminará na assinatura do cheque. É preciso, além do investimento financeiro, tempo e dedicação, vestindo a camisa da entidade. É necessário convencê-lo de que, se hoje a organização atende 100 pessoas, com a ajuda dele poderia ampliar para 200. Ou seja, a colaboração dele se dará na assinatura do cheque. Os paradigmas, nesse caso, mudaram totalmente o foco da abordagem de uma prospecção de novos doadores.

Para não fazer parte da máxima “quem pede esmola, recebe trocado”, o ideal é mostrar o lado positivo da instituição, torná-la referência na área em que atua. Devemos ter isso claro em mente, pois o colaborador deve fazer parte da solução e não do problema.

Assim como na gestão da entidade, a comunicação com os stakeholders deve conter ética, transparência, sinceridade e empolgação, deixando claro qual a missão da organização e por que ela merece respeito. Comunicando de forma entusiasmada, transmite-se alegria, que contagia interessados e cria adeptos.

Não há como negar que este seja um dos ingredientes principais para o sucesso de uma organização.

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