Eu doo, Tu doas, Ele doa

Por: Marcio Zeppelini, Thaís Iannarelli
22 Janeiro 2015 - 23h12

São oito horas da noite, o jantar está à mesa. A mãe, depois de muita insistência, conseguiu colocar os filhos para comer. O marido se senta. Como são católicos, iniciam sua oração. Toca o telefone:
— Aqui é da ONG Casa do Amigo da Criança Pobre de Nova Esperança do Oeste Paulista e gostaria da sua contribuição para...
— Já disse que não vou doar — grita o pai, desligando o telefone.

Melhor seria se isso fosse pura ficção. Porém, histórias como esta se repetem aos montes Brasil afora. Está certo que a cultura de doação por pessoas físicas no país ainda está muito aquém dos números da Europa e dos Estados Unidos, mas convenhamos: o Terceiro Setor Brasileiro não sabe pedir!

Temos algumas razões para que isso ainda aconteça:
1. nos últimos anos, as ONGs se acostumaram a contar com doações de empresas. Assim, pedir para pessoa física ainda é um universo inexplorado para muitas organizações;
2. o discurso é sempre o de uma “vítima pedindo socorro”, quando deveríamos levantar a bandeira de “venha fazer parte da solução”;
3. o brasileiro é desconfiado de que essa verba não será bem utilizada — esta aí um belo desafio para ser superado, usando-se a ferramenta da transparência;
4. existe o “mito” de que pessoa física só doa para ONGs carentes. Isso deixará de existir se suas campanhas focarem soluções, e não problemas;
5. o valor das doações não cobre o investimento. Outro mito! O ticket médio de doação no Brasil realmente ainda é baixo — em especial, no Norte e Nordeste do país. Mas aí entra a magnitude do “crowd”. Só se tem bons resultados com o grande volume. Há vários casos brasileiros de montantes arrecadados superiores a R$ 5 milhões/ano, com ticket médio de R$ 20,00;
6. os gestores sociais adoram pedir. Mas não se lembram de agradecer! E não é só dar um “muito obrigado” ou mandar cartinha de agradecimento: reconhecimento requer dar conforto e segurança ao doador. É preciso legitimá-lo e fidelizá-lo.

Esses são apenas exemplos. Tantas outras razões você ficará sabendo ao ler nossa matéria principal desta edição, que está imperdível.

E por falar em doação, dia 2 de dezembro foi o Dia de Doar. Daí, perguntaram na multidão: “mas é para doar só no dia 2 de dezembro?” E a resposta uníssona: “Só é para ter Consciência Negra dia 20 de novembro”?

Vamos alimentar a cultura da doação no povo brasileiro. Essa é a sua “lição de casa”!

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