É tempo de recomeçar

Por: Marcio Zeppelini
01 Janeiro 2010 - 00h00

Mais um ano chegou! Com ele, expectativas e esperanças renovadas, metas e planos para moldar o caminho, que ainda se mostra livre para novas ações, seja na vida pessoal ou nas atividades das organizações sociais.

Junto com mais um início, chega também uma novidade importantíssima para o Terceiro Setor – que vai mudar, e muito, as características legais e contábeis das organizações. É a Nova Lei da Filantropia, tema da matéria de capa desta edição, que tem como uma de suas principais características a mudança no processo de certificação. Agora, as instituições de saúde, educação e assistência social devem solicitar seus certificados de entidades beneficentes para os respectivos Ministérios – como se existissem “três CNAS”, os pedidos serão direcionados de acordo com a atuação da organização. Mesmo que ainda exista a espera por uma regulamentação, a legislação já está em vigor desde 30 de novembro de 2009, data de sua publicação. Por isso, é preciso se adaptar às novas regras o quanto antes.

Opiniões divididas quanto à lei, que ainda é novidade para todos, e muitas dúvidas sobre o assunto pairam nas organizações. É hora de refletir, adquirir informações e mudar! A Nova Lei da Filantropia representa um momento de adaptação intensa e um marco inovador para o Terceiro Setor.

Falando em marcos, não poderíamos deixar de prestar nossa homenagem à Zilda Arns, mulher que dedicou sua vida às causas sociais. Indicada ao Prêmio Nobel da Paz, começou a trabalhar com crianças em 1955 em um hospital e, desde então, realizou obras brilhantes, especialmente por meio da Pastoral da Criança, criada há 26 anos. Estima-se que cerca de 2 milhões de crianças e mais de 80 mil gestantes sejam acompanhadas mensalmente pela organização.

Em entrevista dada à Revista Filantropia em março de 2003, Zilda demonstrou sua dedicação ao próximo com clareza. “Tem muito trabalho a ser feito, pois há tantas pessoas pobres que necessitam de ajuda. Por isso, nós temos que continuar para consolidar este trabalho, e que mais pessoas participem desse voluntariado. Se eu morresse hoje, diria: ‘Meu Deus, muito obrigada pela oportunidade que me deu na vida’”.

Para nós, fica a saudade de uma figura tão importante e inspiradora, mas também o exemplo de alguém que lutou e se dedicou de fato pelo desenvolvimento da sociedade.

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