Comunidade conscientizada

Por: Conselho Editorial
01 Julho 2004 - 00h00

No Brasil, a preocupação das pessoas sempre foi praticar filantropia, ou seja, fazer o bem, praticar a caridade e demonstrar amor ao próximo, promovendo o exercício da plena cidadania.

Inicialmente, muitas dessas ações foram visualizadas de forma isolada e exercidas por grupos específicos, como igrejas e entidades filantrópicas e assistenciais. No entanto, a participação comunitária despertou o compromisso social em mais pessoas.

Voltados à promoção humana, indivíduos conhecedores da escassez e do mal aproveitamento dos recursos públicos uniram-se na busca por “caminhos” alternativos para realizar aquilo que não se pode esperar: dignidade humana. Portanto, percebemos que todos somos responsáveis pela construção de uma sociedade melhor.

Na década de 80, com o início de algumas publicações de atividades sociais pelas empresas – o chamado balanço social –, as pessoas passaram a ter maior percepção de que as empresas, o Estado e a própria sociedade estavam envolvidos pelas “políticas e atitudes” tomadas em prol da coletividade.

Exercer a cidadania é muito mais que votar em eleições: é ter assegurado os mínimos sociais e constitucionais, com plena consciência e liberdade de poder praticá-los. Um povo que exerce cidadania é aquele com acesso aos direitos básicos: educação, saúde, trabalho, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, e assistência aos desamparados. Um povo cidadão é aquele que pensa no bem-estar coletivo do próprio país!

O atual governo tem o desafio de minimizar esse déficit social, estimulando e promovendo a cidadania. Não haverá desenvolvimento e nenhuma miséria será erradicada sem esse estímulo.

Também vale lembrar que, na XI UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento), realizada em junho passado, em São Paulo, o secretário geral da ONU, Kofi Annan, ressaltou a atuação das organizações e movimentos sociais como o elemento mais importante no processo de mudança da sociedade e dos países.

Por isso, o Terceiro Setor reveste-se de mecanismo ideal para a verdadeira prática da cidadania, à medida que aumenta a consciência de todos pelas causas sociais. É claro que essa conscientização gera projetos sociais que devem ser conduzidos com a bandeira da ética e da responsabilidade social.

A Revista Filantropia orgulha-se por divulgar experiências que deram certo e continuam agregando valores à sociedade. É assim que se incentiva o desenvolvimento da cidadania.

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